Você já ouviu falar no Triangulo das Bermudas? O Triangulo das Bermudas é uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95 milhões de km² e é rodeado de mistérios e acontecimentos sobrenaturais, como diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios e a maioria desses casos ainda seguem sem solução comprovada, portanto, vamos saber mais sobre esse assunto:

O Triângulo das Bermudas já foi retratado em diversos livros, documentários, séries e filmes, sua representação sempre foi voltada para o lado dos mistérios e suspenses, situado no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale na Flórida e as Bahamas. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais se popularizaram explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.

 

Localização do Triângulo das Bermudas (Ligando as Ilhas Bermudas, Porto Rico, Sul da Flórida e as Bahamas).

Localização do Triângulo das Bermudas (Ligando as Ilhas Bermudas, Porto Rico, Sul da Flórida e as Bahamas).

 


 

Alguns acidentes ocorridos no triângulo das Bermudas

  • 1840 – Rosalie – embarcação francesa encontrada meses após o seu desaparecimento, na área do Triângulo das Bermudas, navegando com as velas recolhidas, a carga intacta, porém sem vestígios de sua tripulação.

  • 1880 – Atlanta – Fragata britânica, desapareceu em Janeiro, com 290 pessoas a bordo.

  • 1902 – Freya – embarcação alemã, ficou um dia desaparecida. Saiu de Manzanillo, em Cuba no dia 3 de outubro. Foi encontrada no dia seguinte, no mesmo local de onde havia saído, porém sem nenhuma pessoa a bordo: todos os tripulantes desapareceram.

  • 1909 – The Spray – pequeno iate do aventureiro canadense Joshua Slocum, que desapareceu nesta área.

  • 1917 – SS Timandra – embarcação que iria para Buenos Aires que tinha partido de Norfolk (Virgínia) com uma carga de carvão, e uma tripulação de 21 passageiros. Não emitiu nenhum sinal de rádio.

  • 1918 – Cyclops – embarcação carregada com 19.000 toneladas de aprovisionamentos para a Marinha Norte-americana, com 309 pessoas a bordo. Desapareceu a 4 de março em mar calmo, sem emitir aviso, mesmo dispondo de rádio.

  • 1921 – Carroll. A. Deering – cargueiro que afundou no cabo Hatteras, cerca de 1000 km a oeste das ilhas Bermudas.

  • 1925 – Raifuku Maru – embarcação que afundou em uma tempestade a cerca de 1000 km ao norte das ilhas Bermudas.

  • 1925 – Cotopaxi – embarcação desaparecida próximo a Cuba.

  • 1926 – SS Suduffco – embarcação que afundou em um furacão no triângulo.

  • 1931 – Stavenger – cargueiro desaparecido com 43 homens a bordo.

  • 1932 – John and Mary – embarcação desaparecida em Abril. Foi encontrada posteriormente à deriva, a cerca de 80 quilômetros das ilhas Bermudas.

  • 1938 – Anglo-Australian – embarcação desaparecida em Março, com uma tripulação de 39 homens. Pediu socorro quando estava próxima ao Arquipélago dos Açores.

  • 1940 – Gloria Colite – embarcação desaparecida em Fevereiro. Foi encontrada com tudo intacto, mas sem a tripulação.

  • 1942 – Surcouf – submarino francês que foi atacado pelo cargueiro norte-americano Thompson Lykes perto do Canal do Panamá, cerca de 1800 km do triângulo

  • 1944 – Rubicon – cargueiro cubano desaparecido em 22 de outubro. Foi encontrado mais tarde pela Guarda Costeira Norte-americana próximo à costa da Flórida.

  • 1945 – Super Constellation – aeronave da Marinha Norte-americana desaparecida em 30 de Outubro, com 42 pessoas a bordo.

  • 1945 – voo 19 ou Missão 19 (“Flight 19”) – esquadrilha de cinco aviões TBF Avenger, desaparecida em 5 de Dezembro.

  • 1945 – Martin Mariner – hidroavião enviado na busca do Voo 19, também desapareceu em 5 de dezembro, após 20 minutos de voo, com treze tripulantes a bordo.

  • 1947 – C-54 – aeronave do Exército dos Estados Unidos, jamais foi encontrado.

  • 1948 – DC-3 – aeronave comercial, desaparecida em 28 de dezembro, com 32 passageiros.

  • 1948 – Tudor IV Star Tiger – aeronave que desapareceu com 31 passageiros.

  • 1948 – SS Samkey – embarcação que afundou a 4200 km a nordeste do triângulo e a 200 km a nordeste dos Açores.

  • 1949 – Tudor IV Star Ariel – aeronave que desapareceu no triângulo.

  • 1950 – Sandra – cargueiro transportando inseticida, desapareceu em Junho e jamais foi encontrado.

  • 1950 – GLOBEMASTER – Avião desaparecido em março. Era um avião comercial dos Estados Unidos.

  • 1952 – YORK – Avião de transporte britânico. Desaparecido em 2 de fevereiro. Tinha 33 passageiros a bordo fora a tripulação. Sumiu ao norte do Triângulo das Bermudas.

  • 1954 – Lockheed Constelation – aeronave militar com 42 passageiros a bordo que desapareceu no triângulo.

  • 1955 – CONNEMARA IV – Desapareceu em setembro e apareceu 640 km distante das bermudas, também sem tripulação.

  • 1956 – MARTIN P-5M – Hidroavião desaparecido em 9 de novembro. Fazia a patrulha da costa dos Estados Unidos. Sumiu com dez tripulantes a bordo nas proximidades do Triângulo das Bermudas.

  • 1957 – CHASE YC-122 – Desaparecido em 11 de janeiro. Era um avião cargueiro com quatro passageiros a bordo.

  • 1962 – Um avião KB-50 desapareceu em 8 de janeiro. Tratava-se de um avião tanque das Forças Aéreas dos Estados Unidos. Desapareceu quando cruzava o Triângulo.

  • 1963 – MARINE SULPHUR QUEEN – Cargueiro que desapareceu em fevereiro sem emitir nenhum pedido de socorro.

  • 1963 – SNO’BOY – Desaparecido em 1º de Julho. Era um pesqueiro com vinte homens a bordo. Nunca foi encontrado.

  • 1963 – 2 STRATOTANKERS KC-135 desapareceram em 28 de agosto. Eram 2 aviões de quatro motores cada, novos, a serviço das forças aéreas americanas. Iam em missão secreta para uma base no Atlântico, mas nunca chegaram no local.

  • 1963 – CARGOMASTER C-132 – Desaparecido em 22 de setembro perto das ilhas Açores.

  • 1965 – FLYNG BOXCAR C-119 – Desaparecido em 5 de junho. Era um avião comercial com dez passageiros a bordo.

  • 1967 – WITCHCRAFT – Desaparecido em 24 de dezembro. Considerado um dos casos mais extraordinários do Triângulo. Tratava-se de uma embarcação que realizava cruzeiros marítimos. Estava amarrado a uma bóia em frente ao porto de Miami, Flórida, a cerca de 1600 metros do solo. Simplesmente desapareceu com sua equipe e um passageiro a bordo.

  • 1970 – Milton Latrides – cargueiro francês que partiu de Nova Orleans em direção à Cidade do Cabo. Levava uma carga de azeite vegetal e refrigerante. Afundou no triângulo em Abril.

  • 1973 – ANITA – Desaparecido em março. Era um cargueiro de 20.000 toneladas que estava circulando próximo ao Triângulo com 32 tripulantes a bordo.

  • 1976 – Grand Zenith – petroleiro, afundou com pessoas e bens a bordo. Deixou uma grande mancha de petróleo que, pouco depois, também desapareceu.

  • 1976 – SS Sylvia L. Ossa – embarcação que afundou em um furacão a oeste das ilhas Bermudas.

  • 1978 – SS Hawarden Bridge – embarcação que foi encontrada abandonada no triângulo.

  • 1980 – SS Poet – embarcação que afundou em um furacão no triângulo. Transportava grãos para o Egito.

  • 1995 – Jamanic K – cargueiro que afundou no triângulo, depois de sair de Cap-Haïtien.

  • 1997 – Iate – É encontrado um iate alemão.

  • 1999 – Genesis – cargueiro que afundou depois de sair do porto de São Vicente; sua carga incluía 465 toneladas de tanques de água, tábuas, concreto e tijolos; informou de problemas com uma bomba um pouco antes de perder o contato. Foi realizada uma busca sem sucesso em uma área de 85.000 km² (33.000 milhas quadradas).

 

Outros eventos

  • Um Cessna 172 é “caçado” por uma nuvem, o que resulta em funcionamento defeituoso de seus instrumentos, com conseqüente perda de posição e morte do piloto, como informaram os passageiros sobreviventes.

  • Um Beechcraft Bonanza voa para dentro de uma monstruosa nuvem cúmulo ao largo de Andros, perde o contato pelo rádio e logo recupera-o, quatro minutos depois, mas descobre que agora está sobre Miami, com mais vinte e cinco galões de gasolina do que deveria ter-quase exatamente a quantidade de gasolina que seria gasta pelo aparelho numa viagem Andros-Miami.

  • Um 727 da National Airlines fica sem radar durante dez minutos, tempo em que o piloto informa estar voando através de um leve nevoeiro. Na hora de aterrissar, descobre-se que todos os relógios a bordo e o cronômetro do avião perderam exatamente dez minutos, apesar de uma verificação da hora cerca de trinta minutos antes da aterrissagem.

 

Muitos e muitos casos de desaparecimento de aviões e naviões ocorrem no Triangulo de Bermudas.

Muitos e muitos casos de desaparecimento de aviões e navios ocorrem no Triangulo de Bermudas.

 


Agora vamos as supostas explicações para todos estes acidentes:

Explicações Naturais:

  • Variações nas bússolas

Os problemas com bússolas são um dos mais citados em vários incidentes no triângulo. Enquanto alguns têm teorizado que anomalias magnéticas locais incomuns podem existir nesta área, tais anomalias não têm sido reveladas como existentes. Também deve ser lembrado que as bússolas têm variações magnéticas naturais em relação aos polos magnéticos. Por exemplo, nos Estados Unidos os únicos lugares onde o polo norte magnético e o polo norte geográfico são exatamente os mesmos estão em uma linha passando do Wisconsin até o Golfo do México. Os navegadores sabem disso há séculos, mas o público pode não estar informado e algumas pessoas pensam que existe alguma coisa misteriosa na “mudança” na bússola numa área tão extensa como o triângulo, apesar de ser um fenómeno natural.

 

Mudanças naturais ocorrem nas bússolas devido a variação magnética existente no local.

Mudanças naturais ocorrem nas bússolas devido a variação magnética existente no local.

 

  • Atos deliberados de destruição

Os atos deliberados de destruição podem cair em duas categorias: atos de guerra, e atos de pirataria. Registros em arquivos inimigos têm sido checados por numerosas perdas; enquanto vários afundamentos têm sido atribuídos a invasores na superfície ou submarinos durante as Guerras Mundiais e documentados nos vários livros de bordo, muitos outros suspeitos de afundamento não foram provados. Suspeita-se que a perda do USS Cyclops em 1918, assim como seus navios irmãos Proteus e Nereus na Segunda Guerra Mundial, tenha sido causada por submarinos, mas não foram encontradas provas nos registros alemães.

A pirataria, que é definida como a tomada de um navio ou barco pequeno em alto-mar, é um ato que continua até os dias de hoje. Enquanto a pirataria aos cargueiros sequestrados é mais comum no oeste dos Oceanos Pacífico e Índico, o contrabando de drogas causa o roubo de barcos para operações contrabandistas, que pode ter sido o caso de desaparições de tripulações e iates no Caribe. A Pirataria no Caribe foi comum de 1560 a 1760, incluindo famosos piratas como Edward Teach (Barba Negra) e Jean Lafitte; Laffite é algumas vezes suspeito de ser uma vítima do triângulo.

 

Um dos mais famosos piratas do mundo, Edward Teach (O Barba Negra).

Um dos mais famosos piratas do mundo, Edward Teach (O Barba Negra).

 

  • Corrente do Golfo

A Corrente do Golfo é uma corrente oceânica que se origina no Golfo do México, e então passa através do Estreito da Flórida, indo ao Atlântico Norte. Em essência, é um rio dentro do oceano, e como um rio, pode e carrega objetos flutuantes. Tem uma velocidade de superfície ao redor de 2,5 m/s (6 mph). Um pequeno avião fazendo um pouso na água ou um barco tendo problema no motor serão carregados para longe da reportada posição pela corrente, como aconteceu com um cruzeiro chamado Witchcraft em 22 de Dezembro de 1967, quando foi reportado um problema no motor próximo a um marcador de boia a uma milha (1,6 km) da costa, mas o navio não estava lá quando a Guarda Costeira chegou.

 

A Corrente do Golfo é normalmente culpada por não acharem os destroços dos acidentes.

A Corrente do Golfo é normalmente culpada por não acharem os destroços dos acidentes.

 

  • Erro humano

Uma das explicações mais citadas em inquirimentos oficiais são as perdas de qualquer aeronave ou embarcação como sendo erro humano. Sendo deliberado ou acidental, os humanos têm sido conhecidos por cometer erros resultando em catástrofes, e perdas dentro do Triângulo das Bermudas não são exceções. Por exemplo, a Guarda Costeira citou uma falta de treinamento adequado para a limpeza do volátil resíduo de benzeno como a razão para a perda do tanque V.A. Fogg em 1972. A teimosia do ser humano pode ter causado o negociante Harvey Conover a perder seu iate veleiro, o Revonoc, assim que ele velejou ao centro de uma tempestade ao sul da Flórida em 1 de Janeiro de 1958. Muitas perdas permanecem inconclusivas devido a falta de naufrágios que poderiam ser estudados, um fato citado em muitos registros oficiais.

 

  • Furacões

Os Furacões são poderosas tempestades que são geradas em águas tropicais, e têm historicamente sido responsáveis por milhares de vidas perdidas e bilhões de dólares em prejuízos. O naufrágio da frota espanhola Francisco de Bobadilla em 1502 foi o primeiro registro de um exemplo de um destrutivo furacão. Estas tempestades têm sido, no passado a explicação por ter causado vários incidentes relacionados ao triângulo.

 

Furacão Earl passando pela região do Triângulo das Bermudas em 2010.

Furacão Earl passando pela região do Triângulo das Bermudas em 2010.

 

  • Ondas gigantes

Em vários oceanos ao redor do mundo, as ondas gigantes têm causado o afundamento de navios e a queda de plataformas de petróleo. Estas ondas são consideradas como sendo um mistério e até recentemente eram acreditadas como sendo um mito. No entanto, as ondas gigantes não explicam a perda de aviões.

 

Ondas gigantes seriam as possíveis causas dos naufrágios no Triangulo das Bermudas.

Ondas gigantes seriam as possíveis causas dos naufrágios no Triangulo das Bermudas.

 

  • Hidratos de metano

Uma explicação de algumas das desaparições aponta a presença de várias zonas de hidratos de metano sobre as placas continentais.

Em 1981, o United States Geological Survey informou a aparição destes hidratos na área de Blake Ridge (no sudeste dos EUA). As erupções frequentes de metano poderiam produzir regiões de água espumosa que poderiam não dar sustentação suficiente aos barcos.

Se formasse uma área deste tipo ao redor de um barco, este afundaria muito rapidamente sem aviso.

Os experimentos no laboratório têm provado que as bolhas podem realmente afundar um barco em modelo de escala, devido à diminuição da densidade da água.

 

Distribuição mundial de sedimentos de hidratos de gás metano, em 1996.Fonte: USGS.

Distribuição mundial de sedimentos de hidratos de gás metano, em 1996.Fonte: USGS.

 

  • Falácia

Alguns escritores têm sugerido que este hidrato de metano liberado repentinamente na forma de bolhas gigantes de gás, com diâmetros comparáveis ao tamanho de um barco, poderia afundá-lo. Este fenômeno é fisicamente impossível. Além disso, se fosse possível que se criasse uma bolha de gás metano desde o fundo do oceano, tal como é descrito, essa bolha gigante se romperia devido à grande pressão da água, e se converteria em várias bolhas menores antes de alcançar a superfície. Ao emergir, estas bolhas formariam uma grande turbulência, mas não tanta como pôr em perigo a sustentabilidade do barco. Ainda que as bolhas formadas em um tanque de laboratório possam ser grandes comparadas com um barco em modelo de escala, o efeito não pode ser comparado na natureza devido à relação entre as forças de tensão superficial e gravidade.

 

  • Explicações de quedas de aviões

O gás metano também poderia fazer com que os aviões caíssem. O ar menos denso faria com que os aviões perdessem sustentação. Além disso, no altímetro do avião (que mede a altitude) é medida a densidade do ar. Como o metano é menos denso, o altímetro indicaria que o avião está subindo. O piloto que viajaria de noite ou entre nuvens (onde não é possível ver o solo), suporia que o avião está subindo, e reagiria descendo, fazendo com que o avião colidisse. Além disso, o metano no motor arruinaria a mistura de combustível e ar. Os motores do avião queimam hidrocarbonetos (como a gasolina) misturados com o oxigênio que provêm do ar. Quando os níveis de oxigênio no ambiente diminuem bruscamente, a combustão poderia parar por completo, fazendo com que o motor desligue.

 

Exemplo da emissão do gás Metano, seria ele o causador dos aceidentes?

Exemplo da emissão do gás Metano, seria ele o causador dos aceidentes?

 

Bem como podemos perceber existem diversas teorias naturais em relação aos acidentes com navios e aviões na área do Triangulo das Bermudas, mas como podemos perceber também, nenhuma das teorias foi confirmada realmente, pode ser que um caso ou outro realmente caia nessas teorias naturais, mas e o resto dos casos? O que realmente aconteceu? Vamos saber agora sobre as teorias sobrenaturais que rondam esse misterioso local.

 


Teorias Sobrenaturais

  • Espaço-Tempo e buracos negros

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein teoriza que o espaço e o tempo se combinam para formar uma entidade, e que tudo no universo senta sobre este espaço-tempo. Os buracos negros são apenas buracos no tecido do espaço-tempo. O que há do outro lado? Ninguém sabe.

Um “rasgo” no continuum espaço-tempo não é necessariamente um buraco negro, mas sim o que popularmente é chamado de buraco de minhoca. Pelo buraco de minhoca, você poderia viajar instantaneamente, independentemente da distância, para qualquer lugar. E nem precisa ser uma viagem entre diferentes locais físicos, mas poderia ser o mesmo local em períodos de tempo diferentes. O problema é que viagem em velocidade mais rápida que a da luz é impossível a menos que as leis da física sejam descartadas. Por outro lado, as leis da física deixam de existir dentro de um buraco de minhoca. Porque uma descrição completa matemática de buracos de minhoca ainda não foi formulada, ele é, pelo menos por enquanto, possível (mas não viável). Uma história real dá ainda mais credibilidade à teoria.

Carolyn Cascio era uma pilota veterana se dirigindo às Bahamas. Em 7 de junho de 1964, ela voou de Nassau para a Grand Turk Island, uma grande ilha densamente povoada, com casas, condomínios, resorts, hotéis, aeroporto, e muitos outros sinais de que é habitada. Mas quando Cascio chegou a Grand Turk, enviou mensagem por rádio dizendo que estava perdida. Ela afirmou que a ilha tinha o mesmo formato e tamanho de Grand Turk, mas era totalmente desprovida de qualquer sinal de habitação humana. Não tinha nada, a não ser mata e praias. Suas transmissões de rádio foram recebidas pelo aeroporto local, que respondeu dizendo que ela estava na ilha correta, e que poderia pousar a qualquer momento, mas ela não o fez. Ela passou outra mensagem dizendo que não conseguia encontrar o aeroporto – mas estava voando diretamente sobre ele. Ela circulou o local mais de uma dúzia de vezes, e o aeroporto enviou mensagens frenéticas que ela nunca respondeu. Suas transmissões indicam que ela não estava recebendo as mensagens, ainda que o aeroporto recebesse as dela. Apesar de ter ficado em plena vista do aeroporto por 30 minutos, ela finalmente voou para a direção em que tinha vindo, e nem ela, nem seu passageiro ou seu avião foram jamais vistos novamente. Isso indica que há uma possibilidade de um buraco de minhoca existir no Triângulo das Bermudas, e que a pilota ficou perdida no continuum espaço-tempo.

 

Teoria do Buraco de minhoca e espaço-tempo formulado pelo Einstein.

Teoria do Buraco de minhoca e espaço-tempo formulado pelo Einstein.

 

  • A Pirâmide de Cristal dos Atlantis

Aparentemente, existem estruturas feitas pelo homem entre 5 a 6 metros de profundidade ao largo da costa noroeste de North Bimini Island, que fica cerca de 80 quilômetros a leste de Miami, Flórida (EUA). Estas estruturas foram chamadas de Estrada de Bimini, e só foram descobertas por um mergulhador em 2 de setembro de 1968.

São rochas calcárias, bastante retangulares, e perfeitamente encaixadas como um pavimento com quase um quilômetro de comprimento. Há duas outras estruturas semelhantes entre esta estrada e a praia, também de blocos de calcário. Os blocos variam em tamanho entre um e quatro metros de largura. As outras duas estradas têm cerca de 45 metros e 60 metros de comprimento, compostas de blocos menores. A forma retangular da maioria dos blocos, bem como o seu arranjo ordenado em linhas retas levam muitos a supor que foram feitos pelo homem. Pode ser possível que a Estrada de Bimini seja o único remanescente descoberto da ilha submersa de Atlântida.

Platão teorizou que a Atlântida floresceu cerca de 9.600 a.C., e que tinha sido muito avançada tecnológica, artística e politicamente, mais até que a sua Grécia Antiga, a sociedade mais avançada do mundo na época. Ele a descreveu como tendo ficado “na frente dos Pilares de Hércules”, que são o Estreito de Gibraltar, e que devido a um cataclismo terrível, talvez uma erupção vulcânica, “em um único dia e noite de infortúnio, a ilha de Atlas desapareceu da face da terra”. Não é nenhum segredo que tal ilha pode ter existido; até o nome do Oceano Atlântico vem de tal ideia. Se Atlântida realmente está no fundo do oceano, talvez a sua civilização fosse tão tecnologicamente avançada que sobreviveu a essa submersão e está no Triângulo das Bermudas até hoje.

A tecnologia deles pode até estar além da nossa, o que significa que eles poderiam se proteger da pressão de água em cima deles, e seus descendentes podem estar vivos, pelo menos parcialmente, sob o Triângulo. Sua civilização poderia ter o poder de romper o campo eletromagnético, afundar navios e aeronaves, recuperando os destroços, continuando a existir sem serem perturbados por nós.

Na leitura de Edgar Cayce sobre a civilização de Atlântida, ele relata uma pirâmide de cristal gigante que ficava na superfície do mar na época dos Atlantes. De acordo com Edgar, a pirâmide era uma fonte de energia para guiar as aeronaves atlantes. Edgar diz que a pirâmide continua submersa em algum lugar no meio dos 3 milhões de quilômetros quadrados do Triângulo das bermudas, e afirma que seja possível que em dias ensolarados o reflexo do cristal pode ser tão forte que é capaz de interromper os equipamentos eletrônicos das aeronaves e navios que estão por perto, de modo que eles perdem toda a referência de direção e a capacidade de comunicação.

 

Pirâmide de Cristal de Atlantis

Pirâmide de Cristal de Atlantis.

 

  • Monstros Marinhos:

Histórias marítimas falam sobre enormes criaturas marítimas que são capazes de naufragar barcos e navios, como Krakens e peixes gigantes. Atualmente têm sido provado cientificamente que é possível existirem esses tais animais em oceanos profundos, e em 2012 uma expedição da Discovery Channel conseguiu captar imagens de uma lula com mais de 7 metros de altura.

 

Krakens o monstro marinho que engolia todas embarcações com ajuda de seus tentáculos.

Krakens o monstro marinho que engolia todas embarcações com ajuda de seus tentáculos.

 

  • OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados) e OSNIS (Objetos Submarinos Não Identificados)

Quando você não consegue explicar algo, alienígenas parecem uma boa opção, afinal, qualquer coisa com extraterrestres no meio é uma boa teoria. Vira e mexe eles são especulados como causadores de desastres misteriosos, como o do USS Cyclops, um navio de marinha transportando 11.000 toneladas de manganês para utilização em munições pelas Bermudas. Minério de manganês cru não é inflamável, portanto, se houve uma explosão, não foi o manganês que a causou. Uma caldeira poderia ter explodido e afundado o navio enorme, mas se fosse assim, destroços de madeira do navio espalhados pela água não teriam afundado, e a Corrente do Golfo teria os levado para o norte, o que não aconteceu.

O Cyclops saiu do Rio de Janeiro em 16 de fevereiro de 1918 para Baltimore, Maryland (EUA). Parou na Bahia em 20 de fevereiro, depois parou em Barbados. Foi considerado seguro e em condições de navegar e partiu em 4 de março através do centro do Triângulo, e nunca mais foi visto. Será que foi parar em uma nave espacial?

Cristóvão Colombo descreveu ter visto estranhas luzes dançantes no céu durante o seu percurso pelo Triângulo das Bermudas. Mais tarde ele relata ter visto também um objeto de luz submergir do oceano. Além disso, Colombo relatou que nessas duas ocasiões a bússola estranhamente começava a apontar para o sul. Há muitos relatos atuais sobre avistamentos de OVNIS e OSNIS na região do triângulo das bermudas, e algumas teorias dizem que esses objetos utilizam esses portais do tempo e buracos de minhoca para entrar e sair do nosso planeta.

 

Existem vários relatos de avistamentos de OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados) e OSNIS (Objetos Submarinos Não Identificados) na região do Triangulo das Bermudas.

Existem vários relatos de avistamentos de OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados) e OSNIS (Objetos Submarinos Não Identificados) na região do Triangulo das Bermudas.

 

Conclusão

                Com todos estes acidentes e todas essas especulações que tivemos a chance de  verificar neste nosso artigo, muitos começaram a acreditar que, ao passar por essa região, as pessoas pudessem ser abduzidas, entrar em outra dimensão ou ser submetidas a algum fenômeno metafísico. Como vimos existem as teorias de causas naturais e as teorias sobrenaturais sobre os acidentes ocorridos, porem a dúvida continua rondando sobre as cabeças de estudiosos e pesquisadores e ainda serão necessários muitos anos de estudos e pesquisas para que se possa realmente chegar a uma conclusão do que se passa na região do Triangulo das Bermudas.

Eu prefiro acreditar nas teorias sobrenaturais, em relação aos Extraterrestres e a cidade perdida de Atlântida, mas e você, em que acredita?