Em 1959, uma equipe com nove jovens civis morreram em uma expedição em circunstancias horríveis e inexplicáveis, seus corpos foram achados com marcas de ataques super brutais, algo que até hoje ninguém explicou. Será que eles mataram uns aos outros? Eram vítimas de testes soviéticos secretos? Ou foi algo de outro mundo?

 

Em 25 de janeiro de 1959, dez esquiadores experientes da antiga União Soviética se reuniram ao norte das montanhas do Ural para participar de uma expedição de 14 dias que prometia ser divertida ao esquiar pelos montes através de uma rota conhecida. São eles:

 

– Igor Dyatlov (23 años) Líder da Equipe

– Yuri Yudin Único Sobrevivente

– Yuri Doroshenko (21)

– Zinaida Kolmogorova (22)

– Lyudmila Dubinina (21)

– Alexander Kolevatov (25)

– Alexander Zolotariov (37)

– Rustem Slobodin (23)

– Georgyi Krivonischenko (24)

– Nicolay Thibeaux-Brignollel (24),

 

Tragicamente algo horrível aconteceu e apenas um deles sobreviveu. Os nove restantes morreram de forma estranha e assustadora e ainda hoje o caso continua sendo um mistério, apesar de se tratar da busca mais  documentada da história Russa.

 

A Expedição e o Sumiço

 

O líder da excursão se chamava Igor Dyatlov, e sua equipe constituía de duas mulheres e oito homens: um instrutor de esqui, três engenheiros e sete alunos do Instituto Politécnico dos Urais, localizado na cidade então conhecida como Sverdlovsk  (hoje Ecaterimburgo). E o grupo possuía o objetivo de chegar a Serra Otorten ao norte dos montes Urais.

 

Atualmente seria uma rota de dificuldade ‘média’. Para o grupo, no entanto, era muito mais extrema. Não podemos esquecer que, naquela época, a união soviética valorizava muito os atletas de elite, o que fez com que eles tomassem esta atitude.

 

Este foi o cronograma feito pela equipe para a  expedição:

– Acampar no povoado de Vizhai (Concluído)

– O primeiro destino era a montanha Gora Otorten  (N ° 61 51′ 39 ‘ E 59 ° 21′ 54’) (Montaram acampamento e morreram em 01/02/1958)

– Depois iriam viajar mais de 160 quilômetros a sul ao longo da crista principal dos montes Urais, o pico de Ojkachahl. (Não Finalizado)

– Continuariam para o norte ao longo do Rio Toshemka, a leste da cidade de Vizhai. (Não Finalizado)

– A data prevista de retorno era 11 de fevereiro. Depois de ter alcançado o acampamento de Vizhai, tinham programado enviar telegramas para os seus familiares anunciando o sucesso da missão.  (Não Finalizado)

 

O primeiro acampamento foi montado no povoado de Vizhai. Lá eles ficaram sabendo das lendas que envolviam o local para o qual estavam se dirigindo. A montanha Kholat Syakhl significa “Montanha dos Mortos”. Os Mansi contam que no passado, nove de seus caçadores morreram lá durante um a noite, de repente, sem sintomas de violência. Foram encontrados no dia seguinte por seus companheiros, como se estivessem dormindo. Para eles, a montanha se converteu em um local encantado e seria habitado  por “espíritos” que matavam qualquer pessoa que  entrasse na área. Outra montanha que era o destino dos esquiadores, Gora Otorten, significaria em Mansi “Não vá lá”. Quando as pessoas que habitaram estas terras durante décadas te avisam dessa maneira, seria bom pensar um pouco melhor antes de ir para estes lugares, não é mesmo?

 

Foi no povoado Vizhai que Yuri Yudin, o único sobrevivente, adoeceu de repente e teve que abandonar a expedição. Uma velha lesão nas costas o impediu de continuar. Naquele momento ele sentiu inveja pelos seus companheiros e o resto da vida sentiu a angústia de não saber o que havia acontecido com eles.

 

Estas fotos foram as últimas que tiraram com o acampamento montado e mostram todos alegres e se divertindo.

 

Fotos dos jovens felizes no Acampamento

Fotos dos jovens felizes no Acampamento

 

Dois dias depois eles chegaram a Gora Otorten no dia 1 de fevereiro e lá estabeleceram o seu primeiro e  último acampamento. Sua rota, segundo os mapas de Igor Dyatlov, seguiria o Vale do Rio Auspii, atravessando uma área arborizada na base da montanha Kholat Syakhl, a 10 quilômetros de Gora Otorten. Lá seria o local onde os exploradores montaram o seu acampamento. Ao longo do caminho, eles seguiram a trilha de um caçador Mansi, que havia marcado toda a rota que os exploradores deveriam seguir um dia antes de a expedição começar. Porém naquela noite, algo muito estranho aconteceria, que causaria a morte de todos integrantes da expedição.

Após uma semana sem receber notícias dos jovens, as famílias ficaram preocupadas e pediram ajuda para o instituto politécnico da região, que imediatamente começou uma busca pelos jovens.

A busca começou no dia 21 de fevereiro, mas logo perceberam a complexidade do resgate e foi preciso pedir ajuda militar e civil. Um companheiro do Instituto Politécnico de pessoas desaparecidas, Mikhail Sharavin, era o líder do grupo de buscas e contava com a ajuda de dois aviões e um helicóptero para facilitar a localização do acampamento e dos jovens.

 

Encontram o Acampamento

Em 25 de fevereiro, um avião militar que sobrevoava a área encontra os restos do acampamento.

Logo, a equipe de resgate vai para o local e ao chegar, encontraram o acampamento abandonado localizado na encosta leste da montanha, conhecida como zona de 1079, Kholat Syakhl.  A encosta ocidental da montanha é famosa por vários casos de  avalanches, porém não havia nenhum indício ou conhecimento de ter ocorrido uma avalanche no local naqueles dias.

No acampamento eles descobriram uma barraca coberta de neve e toda destroçada. Dentro não há nenhum vestígio dos garotos, mas todos os seus pertences como roupas e sapatos ainda estavam lá. Ao redor da barraca havia numerosos vestígios de pegadas, pelo menos de oito pessoas, alguns com os pés descalços, outros com um só pé de calçado, sem uma direção clara, evidenciando que havia acontecido uma fuga bastante caótica.

 

A barraca do grupo foi encontrada toda destroçada e coberta de gelo.

A barraca do grupo foi encontrada toda destroçada e coberta de gelo.

 

As pegadas do grupo desciam em direção a floresta. Sharavin, o chefe das buscas explorou toda a área perto das árvores e encontrou o que parecia ser os restos de uma fogueira, localizado a 500 metros da barraca.

 

Descoberta dos 5 Primeiros Corpos

 

E ali mesmo, próximo a uma árvore, encontram os dois primeiros corpos, Krivonischenko e Doroshenko, os dois de pés descalços e com roupas leves (inapropriadas para se usar fora da barraca), apesar do frio que fazia naquela noite. Os dois estavam cobertos por ramos de árvores caídos cheios de neve.

Quando o investigador forense investigou os troncos próximos aos dois, ele percebeu que os troncos estavam cobertos com pedaços de carne e pele humana e que os cadáveres estavam com as mãos dilaceradas, então ele presumiu que alguma coisa havia assustado eles o suficiente para que deixassem suas barracas, sem nenhuma roupa, bota ou proteção especial e que corressem desesperados para tentaram subir na árvore que estava próxima, porem com o frio extremo, suas mãos se congelaram e na tentativa desesperada de subir na árvore, eles teriam dilacerado suas próprias mãos, causando a quedas dos galhos em cima de seus corpos e posteriormente a morte dos dois.

Perto do local, cerca de 270 metros em direção a barraca, a equipe de buscas encontrarou o terceiro cadáver, era o do líder do grupo, Igor Dyatlov. E era mais uma vez uma morte estranha, ele estava deitado virado para cima com a cabeça na direção da barraca e em uma das mãos ele estava segurando um galho e com o outro braço ele cobria o rosto, como se estivesse se protegendo de alguma coisa.

 

Igor Dyatlov, foi encontrado segurando um ramo em uma das mãos e protegendo o rosto com a outra mão.

Igor Dyatlov, foi encontrado segurando um ramo em uma das mãos e protegendo o rosto com a outra mão.

 

Mais a frente em direção a barraca, eles encontraram o cadáver de Rustem meio coberto de neve, ele estava com o rosto no chão e possuía uma fratura de 17 centímetros em sua cabeça.

 

Rustem foi encontrado morto com uma fratura de 17 cm em sua cabeça.

Rustem foi encontrado morto com uma fratura de 17 cm em sua cabeça.

 

Depois disso a equipe de buscas encontrou alguns vestígios de sangue e ao segui-los eles acharam o corpo Zinaida, a que mais se aproximou da barraca depois de ter fugido. Não foi possível comprovar, mas aparentemente o sangue no local, não era dela.

O resto da equipe não pode ser encontrado,  até que ocorreu o desgelo da montanha.

 

Examinando a Barraca

Porem o mistério estava apenas começando, ao examinar a barraca, eles verificaram que ela estava toda cortada e que teriam sido os próprios garotos que em uma tentativa desesperada de fuga, rasgaram a barraca.

A barraca segue sendo um dos maiores mistério sem solução do caso e a que menos provas úteis proporcionou.  Ao localizá-la, todos tinham a esperança de encontrar a equipe com vida, no entanto, o seu interior não foi investigado como deveria. Não foram feitas fotografias, a equipe de buscas retirou todos os objetos pessoais para entregá-los aos familiares, o diário do grupo apareceu, mas desapareceu o de Zolotariov. Foram encontrados vários rolos de filmes sem revelar.  A equipe de buscas não fez um inventário preciso sobre os pertences , atrapalhando assim grande parte da investigação.

Porém, após a análise, os investigadores chegaram a uma conclusão surpreendente: os cortes não haviam sido feitos pelo lado de fora, mas sim a partir de dentro da barraca!

 

Cortes feitos na barraca

Cortes feitos na barraca

 

Imagens no relatório oficial mostrando os cortes.

Imagens no relatório oficial mostrando os cortes.

 

Relatório oficial da barraca

Relatório oficial da barraca.

 

Relatório oficial da barraca mostrando que apesar da lona ser grossa, o grupo não se preocupou em cortar a parte mais frágil, ou seja, nas costuras, mas sim cortaram em qualquer lugar, o que indica que estivessem apavorados.

Relatório oficial da barraca mostrando que apesar da lona ser grossa, o grupo não se preocupou em cortar a parte mais frágil, ou seja, nas costuras, mas sim cortaram em qualquer lugar, o que indica que estivessem apavorados.

 

Descoberta dos Outros 4 Corpos

Em 4 de maio, após o desgelo da montanha foi possível encontrar os restos de 2 corpos desaparecidos em um barranco com cerca de quatro metros de profundidade, bem perto da árvore onde encontraram os dois primeiros corpos.

Ao contrário do resto de seus companheiros, que apareceram em roupa de baixo, estes estavam vestidos, mas com itens aleatórios e todos os corpos haviam sofrido graves danos. Lyudmila tinha fraturas simétricas nas costelas e afundamento da caixa torácica na altura do coração. Mas isso não é tudo, ao examinar o corpo de Lyudmila, viram que sua cabeça estava deitada para trás (com a fratura no peito custaria muito respirar), e que sua boca estava muito aberta e sem língua  (sem língua, como assim? ), nem a carne que recobrisse a cavidade bucal.

 

No que diz respeito a roupa, o pé de Lyudmila foi envolvido em uma peça feita de pedaços das calças de Krivonishenko e Zolotaryov e usava um gorro de peles artificiais e seu abrigo.

Zolotarev tinha as costelas quebradas do lado direito. Thibeaux foi achado com o crânio esmagado e Alexander Kolevatov , apenas estava lá morto.

Durante os funerais, vários membros das famílias alegaram que a pele dos mortos estava com uma cor estranha, meio alaranjada, e seus cabelos haviam ficado cinza. Além disso, nas medições foi encontrado um alto índice de radioatividade em várias peças de roupas analisadas, que por mais que estivessem na posse de outros, pertenciam a Lyudmila.

 

Barranco onde foram encontrados os corpos. Foram os 4 estudando que escavaram, para se proteger do frio.

Barranco onde foram encontrados os corpos. Foram os 4 estudando que escavaram, para se proteger do frio.

 

Corpos dos outros 4 esquiadores foram seriamente danificados pela água congelante que derreteu do barranco.

Corpos dos outros 4 esquiadores foram seriamente danificados pela água congelante que derreteu do barranco.

 

Reconstrução do Caso

Ninguém sabe o que aconteceu naquela noite, mas, paradoxalmente, o caso é documentado em detalhes. Das fotografias tiradas pela própria equipe e seus diários, foi possível supor e  reconstruir todos os seus passos.

Todos apareciam felizes e sem qualquer problema aparente antes de chegar no local onde ficaram acampados.

Eles comeram das 18:00 até 19:00, como evidenciado pelo conteúdo dos seus estômagos, o alimento não digerido indica que o incidente e a posterior morte dos nove, ocorreram entre intervalos que variam de 21:30 – 23:30 do dia 1 de fevereiro e 01:30 – 02:45 na manhã de 2 de fevereiro.

Foi no primeiro intervalo de tempo quando aconteceu o que os pesquisadores chamam de ‘evento desconhecido’, algo que lhes criou tanto medo que os impulsionou a destruir a própria barraca para fugir colina abaixo quase sem roupas.

Os jovens se dispersaram em três direções diferentes e em três grupos, mas se encontraram perto de uma árvore, onde acenderam a fogueira. Neste ponto pode se pensar em três hipóteses para Krivonischenko e Doroshenko,  tentarem subir na árvore,  eles estavam tentando se proteger de algo,  estavam tentando obter mais lenha para a fogueira ou estavam procurando  alcançar um ponto de vista da barraca, encosta acima, para ver se poderiam retornar. Por estarem quase congelado e sem sentir suas mãos, talvez eles nem haviam notado que esta tentativa estaria destroçando suas mãos.

 

Krivonischenko e Doroshenko, destroçaram suas mãos, supostamente tentando subir em um árvore próxima.

Krivonischenko e Doroshenko, destroçaram suas mãos, supostamente tentando subir em um árvore próxima.

 

Depois da barraca, encontraram o lugar onde conseguiram acender uma fogueira. Com a lenha úmida, o vento e o nervosismo da fuga, era muito difícil manter o fogo aceso. E a essa altura, eles já estavam conscientes de que estavam morrendo de frio. Houve uma tentativa desesperada de arrancar galhos, por Doroshenko e Krivonishenko, até o ponto de ferirem as suas mãos. Seus corpos começavam a enrijecer, pelo jeito que se penduravam dos ramos e tentavam arrancá-los com seu peso. Um imenso esforço como esse e sofrendo com uma hipotermia de primeiro grau, acelerou as suas mortes. Foram os primeiros a aparecer, juntos e cobertos com pouca neve.

 

A árvore que Doroshenko e Krivonishenko tentaram escalar. alguns galhos estavam partidos a 4.5 metros de altura.

A árvore que Doroshenko e Krivonishenko tentaram escalar. alguns galhos estavam partidos a 4.5 metros de altura.

 

Os corpos de Doroshenko e Krivonishenko.

Os corpos de Doroshenko e Krivonishenko.

 

Os dois são os primeiros a morrer de frio e provavelmente seus companheiros cobriram seus corpos com ramos e o grupo volta a se separar. Dyatlov, Rustem e Zinaida decidem se aproximar da barraca, mas, com o frio extremo, vão caindo e morrendo sucessivamente. Os três morrem de hipotermia, embora Dyatlov pareça se proteger de algo ou alguém e Rustem apresente um ferimento na cabeça.

Os quatro restantes se escondem, neste momento podem ter sofrido as lesões que o médico legista compara com um acidente de trânsito. Lesões estranhas, já que danificaram o interior dos corpos, mas não produziram qualquer dano ou ferimento externo, embora não seja tão surpreendente devido ao congelamento dos corpos. Eles caíram em um barranco ou se refugiaram nele.

Uma queda poderia causar os danos, embora a altura fosse mínima e eles já estivessem em péssimas condições. O primeiro a morrer foi Thibeaux seguido por Lyudvina, que usou os pedaços das calças de Krivonischenko, já morto (o que justifica que ele tenha aparecido somente com as roupas finas) para cobrir os pés. Quando ela morreu, Zolotarev vestiu o seu gorro e seu casaco, o que não adiantou muita coisa, pois ele foi o próximo a morrer. Kolevatov é o último a morrer de hipotermia.

 

 

A Fundação Dyatlov

Todos os documentos, exceto os que alguns dizem que desapareceram e outros que nunca existiram, estavam a disposição pública, até que a fama do caso fez com que muita gente remexesse neles,  o que fez com que o seu acesso fosse restrito. Uma cópia dos documentos se encontra na Fundação Dyatlov, que tem a missão de preservar a memória dos montanhistas.

 

Yuri Kuntsevitch é o diretor atual da Fundação Dyatlov, que foi criada no Instituto Politécnico para perpetuar a memória dos falecidos e esclarecer as suas mortes. Eles têm em seu poder todos os documentos disponíveis do caso, assim como as fotografias obtidas, telegramas, relatórios e o diário do grupo.

A partir deste material, muitas teorias começaram surgir…

 

O que Aconteceu Naquela Noite?

Depois de apenas quatro semanas, a URSS finalizou o caso e concluiu que todos eles haviam morrido devido a fúria da mãe natureza e que a causa oficial da morte seria hipotermia, algo lógico, umas vez que os jovens ficaram expostos a uma temperatura de 20 graus abaixo de zero. As fraturas de Lyudmila, Zolotarev e Thibeaux eram fatais, mas a hipotermia como causa final ou aceleração da morte não é descartada.

 

Mas muitas perguntas foram levantadas:

 

– O que pode aterrorizar um grupo de nove pessoas, acostumados a acampar em locais extremos e com grande força física? Eles não eram colegiais acampando com medo do escuro.

– Por que Ludmila foi encontrada sem a língua?

– Os ferimentos foram tão intensos que nenhum ser humano seria capaz de fazer. Quem fez?

– Eles estavam a -20ºC – O que os fez fugir da barraca cortando de dentro para fora?

– A última foto tirada pelos estudante mostra o que? O que é aquela luz?

 

Logo circularam várias hipóteses, desde as mais assustadoras que parecem ser as mais razoáveis.

O caso teve muita publicidade por se tratar de nove jovens, mas terminou com outra incógnita:

nove esquiadores morreram por uma “causa maior” ou por uma “força não identificada”, de acordo com o exército russo, que fechou o local durante três anos. A mesma passagem que agora leva o nome do líder da expedição, passagem Dyatlov, onde uma placa recorda os 9 falecidos.

 

Vamos conhecer a partir de agora algumas teorias…

 

Memorial para as Vítimas da tragédia.

Memorial para as Vítimas da tragédia.

 

Teoria da Avalanche

Esta foi a primeira versão, que quase foi dada como oficial. O tempo havia piorado, dificultando a visibilidade. Eles mesmos escreveram isso em seus diários. A zona da montanha que eles escolheram para acampar era propensa a sofrer avalanches e eles sabiam. Por isso uma das dúvidas que surgiram foi por que escolheram esse lugar, já que não era o mais apropriado. Chegaram a pensar que devido ao mau tempo, eles erraram o caminho e muito cansados para retroceder, acamparam naquele lugar.

Yuri, o único sobrevivente, não tinha a mesma opinião, conhecia a forma de pensar de Dyatlov e na sua opinião, era certo que o mau tempo os atrasou mais do que o previsto e o acampamento deveria ser a 20 quilômetros mais adiante, mas em lugar de retroceder e perder mais tempo ou avançar sendo mais perigoso, o mais lógico era acampar exatamente onde eles quiseram.

Era certo que a ladeira produzia avalanches ocasionais, mas nada indicava que fosse ocorrer uma naquele dia e estavam longe o suficiente para fugirem e se protegerem.

Tendo isso em conta, não é estranho pensar que o medo de que a neve se desprendesse não estivesse presente entre eles, porem eles haviam aceitado correr o risco. A teoria oficial continua indicando que durante a noite, um potente ruído fez com que eles acreditassem que estava acontecendo uma avalanche, por isso sua saída precipitada da barraca e a corrida para se protegerem no bosque.

 

Uma das últimas fotos do grupo estabelecendo o último acampamento.

Uma das últimas fotos do grupo estabelecendo o último acampamento.

 

Equipe de resgate no acampamento. Veja que tudo está como na foto acima quando eles montaram acampamento. Ou seja, não houve avalanche nenhuma no local.

Equipe de resgate no acampamento. Veja que tudo está como na foto acima quando eles montaram acampamento. Ou seja, não houve avalanche nenhuma no local.

 

Aqui vemos as condições meteorológicas enfrentada pela equipe.

Aqui vemos as condições meteorológicas enfrentada pela equipe.

Não houve nenhuma avalanche, nem nessa noite nem depois. A neve que cobria a barraca e os corpos era mínima e normal em uma montanha que neva. Os equipamentos dos jovens estavam cravados, rodeando a barraca, do mesmo jeito que eles deixaram como demonstra as últimas fotos tomadas pela equipe e pelo grupo de resgate. Se houvesse qualquer movimento da neve, tudo estaria coberto ou deslocado.

 

Não houve desprendimentos, a teoria oficial continua dizendo que houve um ruído que lhes assustou e que este ruído pôde ter sido causado por um avião em testes, já que perto do local existia uma base militar e isso explicaria as luzes cor de laranja avistadas pelos excursionistas.

Um esportista qualificado saberia distinguir o som de um avião e da neve deslizando. Porém, mesmo que fosse assim e a tensão lhes fizessem se afastar da barraca, ao ver que não havia perigo e que estavam congelando, teriam voltado por suas roupas de abrigo, coisa que não fizeram.

É de dia, e no diário do grupo indicam que a temperatura é de -18º a -24º . O sol está a ponto de se pôr as 17:02 horas. A última anotação do diário de Dyatlov diz:

 

“Não podemos deixar que qualquer um em nossa situação comece o acesso às montanhas. Próximo das 16:00, devemos escolher o local do acampamento. Há vento, um pouco de neve. A camada de neve é de 1,22 metros de espessura. Cansados e esgotados, começamos a preparar a plataforma para a barraca. A lenha não é suficiente. Não cavaremos um fosso para o fogo. Cansados demais para isso. Apenas jantamos dentro da barraca. É difícil imaginar um grande consolo em algum lugar da cordilheira, com um vento penetrante, à centenas de quilômetros de distância dos assentamentos humanos.”

 

Outro fato que desbanca esta teoria é que os danos em seus corpos não poderiam ser produzidos por uma avalanche, porque segundo as pegadas todos eles saíram por suas própria pernas. E sem dúvida, as feridas no crânio e tórax lhes imobilizariam por completo e de imediato. Para que isso tivesse ocorrido no local seria necessário que eles tirassem os seus companheiros da barraca e arrastassem para fora, mas não há nenhuma marca de arrasto e precisamente os mais feridos foram os últimos a morrer.

 

Imagem tirada pelos esquiadores que mostra uma cruz.

Imagem tirada pelos esquiadores que mostra uma cruz.

 

Imagem feita pela equipe de resgate mostra uma cruz. Isso mostra que depois de vários dias o clima não mudou muito e muito menos ocorreu uma avalanche.

Imagem feita pela equipe de resgate mostra uma cruz. Isso mostra que depois de vários dias o clima não mudou muito e muito menos ocorreu uma avalanche.

 

Teoria dos Espíritos da Montanha

A tribo Mansi, teve uma participação muito importante no trabalho de busca e resgate dos mortos, pois eles conheciam a área com a palma da mão,  porem eles tinham uma teoria diferente, eles alegavam que os garotos haviam sido atacados pelos espíritos das montanhas. Pois segundo eles, fantasmas e outros seres místicos que seriam os verdadeiros donos da região e eles não aceitavam intrusos, pois protegiam todo o ambiente das agressões que os seres humanos faziam contra a natureza.

Muitos homens da tribo eram caçadores que conheciam bem o local, porem mesmo conhecendo o local e sendo exímios caçadores, eles não permaneciam no local durante a noite, pois respeitavam e temiam suas lendas.

Os garotos foram avisados, pois eram  considerados mais que intrusos,  eles cortavam os galhos das árvores, faziam fogo, e em qualquer momento podiam ter  faltado com o respeito ao espíritos da montanha, o que fez com que eles pagassem bem caro.

Se tomarmos em conta os diários encontrados na barraca, Igor Dyatlov escreve que sua rota segue um caminho de caça Mansi e que no dia anterior, um caçador havia andado por toda área.  Eles deixaram marcas nas árvores, dizendo quantos caçadores passaram pelo lugar e a qual clã pertenciam. Em uma das fotografias das câmeras encontradas, se vê Igor posando junto a uma dessas marcas. (foto abaixo)

 

'Mansi, Mansi , Mansi. Estas palavras se repetem com mais frequência em nossas conversas. Mansi são pessoas do norte. Pessoas muito interessantes e únicas que habitam os Montes Urais polares do norte. Fechados na região de Tyumen. Eles tem uma linguagem escrita e deixam sinais característicos em árvores do bosque.' Escreveu Igor Dyatlov no dia 30 de janeiro.

‘Mansi, Mansi , Mansi. Estas palavras se repetem com mais frequência em nossas conversas. Mansi são pessoas do norte. Pessoas muito interessantes e únicas que habitam os Montes Urais polares do norte. Fechados na região de Tyumen. Eles tem uma linguagem escrita e deixam sinais característicos em árvores do bosque.’ Escreveu Igor Dyatlov no dia 30 de janeiro.

 

Foram os espíritos das montanhas que aterrorizaram os jovens? Paralisaram eles de medo até que morressem congelados?

O certo é que a maldição dos nove se repete. Pois uma lenda Mansi diz que a muito tempo atrás 9 caçadores Mansi foram mortos no mesmo local e os esquiadores do grupo de Dyatlov também eram nove. Em 1960 um avião com nove pessoas, entre pilotos e geólogos, se chocou na mesma montanha. Morreram os nove e ao recuperar a caixa preta, não encontraram nenhuma explicação do acidente. Atualmente, os excursionistas evitam passar em grupos de nove pelo local. Pois reza a lenda que essa maldição continua a imperar nas montanhas e que os jovens teriam sido mais uma vez vítimas dela.

 

Teoria sobre a Conspiração OVNI

Sempre que há uma história misteriosa em algum lugar do mundo e a mesma fique sem solução ou conclusão aparente, os teóricos já começam a especular sobre a ideia de que por trás destas histórias existam alguma relação com seres alienígenas e OVINIS .

A ideia veio desta vez do depoimento de um grupo de excursionistas que se encontravam acampados há vários quilômetros ao sul, que afirmaram terem visto na noite das mortes, várias esferas de cor laranja sobrevoando a zona onde se encontravam os esquiadores.

 

Curiosamente, um dos defensores desta teoria era um militar, que não podia mostrar as provas por estarem classificadas mas afirmava que as luzers realmente existiram. Este cavalheiro era Lev Ivanov que junto com Vasily Ivanovich Tempalov estudaram o caso e propuseram diversas teorias a partir do depoimento dos excursionistas e das fotografias feitas por eles, mas seus superiores os obrigaram a fechar o caso e seus arquivos foram arquivados. Tempanov se recusou, enquanto Ivanov acatou as ordens dos superiores e foi promovido no dia seguinte.

 

A teoria de Ivanov aponta a que durante a noite de primeiro de fevereiro, várias esferas de cor laranja, vistas pelos excursionistas que foram testemunhas e vários habitantes de cidades da zona e de procedência alienígena, sobrevoaram o acampamento dos nove esquiadores. O pânico se espalhou entre eles, e isto havia feito com que os jovens fugissem assustados. Talvez não lhes atacassem, mas naqueles anos o medo de luzes no céu estava muito enraizado. Estavam em plena guerra fria… Ou talvez tenham sim lhes atacado, lhes obrigando a fugir da barraca e a abandona-la, se escondendo no bosque. As feridas que quatro dos esquiadores sofreram, segundo Ivanov, poderiam ser da colisão de uma nave e o impacto de algum fragmento.

 

Não encontraram restos de nenhuma nave, mas para Ivanov a resposta está na rápida atuação do exército, que teria levado embora os restos antes da chegada das equipes de buscas. Os primeiros a encontrarem o acampamento foram os soldados soviéticos a bordo de um avião. Até que chegassem a equipe de resgate do Instituto Politécnico e os civis, havia passado ao menos um dia, porque já haviam se afastado da zona, e desde o início, pensavam em encontrá-los vivos.

A coloração da pele e cabelos, a radioatividade na roupa e a paralisia dos corpos, indicava a Ivanov que os jovens haviam sido alvos de um ataque alienígena. Também parecia que ele levava em conta a ausência da língua de Dubidina, o que era bastante similar as mutilações de gado que muitos ligavam a ataques extraterrestres. (Cattle mutilation).

É curioso que esta afirmação venha de um militar. Ele realmente acreditava nisso ou apenas estaria tentando esconder alguma coisa ligada a assuntos do exército?

 

Esta é uma das últimas fotografias feita pelos esquiadores e mostra uma estranha formação luminosa.

Esta é uma das últimas fotografias feita pelos esquiadores e mostra uma estranha formação luminosa.

 

Teoria de Uso de Substâncias Tóxicas e Viciantes

Claro que um golezinho de Vodka pra entrar no clima não está descartado. Apareceu uma garrafa dentro da barraca, mas não indicaram se ela estava cheia ou vazia. Também existe  a teoria de que a comida do grupo estava em mau estado essa teoria veio a tona no princípio e existe também a teoria de que o grupo houvesse ingerido bagas alucinógenas (Plantas que brotam na neve…) ou substâncias do gênero.

Isso explicaria, segundo esta teoria, o repentino calor que sentiram, o ataque de pânico, a desorientação, as alucinações…Mas não sabemos se sofreram alucinações ou se estavam vendo algo real. De fato, o grupo se organizou bastante bem, se protegendo do perigo que era a barraca. Parece que todos viram a mesma coisa pela sua forma de atuar, se mantiveram juntos todo o tempo e não estavam nada desorientados, porque na escuridão da noite e soprando um vento que arrastava a neve, foram capazes de se encontrarem.

 

Na análise do conteúdo dos estômagos de 5 dos primeiros encontrados e do resto dos órgãos dos 4 restantes, não citaram a presença de nenhum tipo de substância estranha. Este recurso havia sido muito proveitoso ao encontrar algo e culpar os alucinógenos, ainda mais que se tratava de desportistas e jovens de posição respeitável e as famílias não dariam crédito. Está claro que não eram uns irresponsáveis e se drogar em lugares extremos não é coisa de gente inteligente.

 

 

Lendo os seus diários é possível aprender muito sobre eles. Fora a garrafa de aguardente que todo Russo leva nas estepes Siberianas, eles estavam dispostos a não fumar. Kolmogorova escreve no seu diário:

 

“Os garotos juraram solenemente que não fumariam durante toda a viajem. Me pergunto quanto possuem de força de vontade e se podem viver sem cigarros?”.

 

O último abastecimento antes de subirem ao trem, que levaria eles através do bosque, foi em Zavchoz no dia 23 de Janeiro. Compraram farinha de aveia, enlatados e carne em conserva. Kolmogorova aponta que se esqueceram do sal.

Que houvessem ingerido algum produto em mau estado é algo que não se pode descartar, nem o fato de que um ou dois deles houvessem atacado os demais, mas isso não explica o medo nem a morte dos 9. A não ser que não tivessem consciência do que estavam tomando… Também se fala da ‘Neve tóxica’, cuja água puderam beber ao derretê-la. A neve tóxica seria o produto de experimentos químicos e biológicos do exército, bombardeios, fugas de centrais de água, que ao subir na atmosfera se transformaria em chuva e forma a neve das montanhas.

 

Teoria do Ataque de Tribos Nativas

Como já dissemos anteriormente, nesta região habitavam a tribo dos Mansi e eles também se tornaram suspeitos das mortes dos esquiadores, pela coincidência do número 9 e por eles terem adentrado em seu território, mas logo foram descartados como suspeitos.  De fato, sua ajuda foi muito importante nas tarefas de busca e localização dos acampamentos e corpos.

Houve rumores de que eles poderiam estar zangados com os garotos, por entrarem no seu território sagrado, mas a zona para eles não era sagrada em absoluto, ao contrário, eles pensavam que a montanha estava enfeitiçada.

Mesmo que houvessem sido atacados por guerreiros Mansi armados, os esquiadores também estavam munidos de armas de fogo. Levavam um fuzil, um machado e várias facas. Exceto uma ou outra faca que apareceu junto dos cadáveres, todo o resto foi deixado na barraca. Se ladrões ou pessoas aborrecidas de uma tribo tivessem atacado, primeiro que os jovens não fugiriam sem as armas e segundo, os ladrões teriam saqueado o acampamento. Porem eles não levaram nada.

 

Fora os rastros dos garotos e da possível destruição da cena que a equipe de resgate causou (Coloco outra vez que esperavam encontrá-los vivos, então,  não foram muito com as provas, no momento em que encontraram o acampamento) não havia rastro de mais ninguém.

 

Os rastros nas fotografias foram os usados para seguir a pista do grupo, conduziam até a árvore onde apareceram os primeiros cadáveres. São chamadas de ‘rastros em coluna’, uma vez que prensada a neve, a pegada se congela e ao soprar o vento que arrasta o pó de neve que as rodeia, ficam essas curiosas formações da imagem abaixo, que foram as que levaram em conta para localizá-los. São as marcas de um grupo de 8 a 9 pessoas, caminham juntas mesmo que em algumas seções, alguém se desvia do grupo e volta a se unir mais adiante. São pegadas antigas, muito diferentes das que poderiam deixar as equipes de resgate. Poucos dos pés levam sapatos e a direção coincide com a posição dos corpos.

Andam de forma organizada, todas as outras pegadas caóticas ao redor da barraca, provavelmente pertenceriam ao grupo de buscas, por isso a teoria da fuga à moda louca não se mantém. Abandonaram a barraca com muita pressa sim, mas sabiam para onde se dirigiam.

 

Rastros em coluna encontrados perto da barraca.

Rastros em coluna encontrados perto da barraca.

 

Teoria da Conspiração Militar

Depois de analisar as outras teorias, muitas pessoas foram levadas a acreditar na teoria de que os responsáveis seriam os militares que realizavam testes próximo ao local, armas químicas, teste de mísseis, protótipos de aviões sobrevoando a zona aparentemente eram fatores que influenciaram muitos a levar em consideração esta teoria.

 

Não era desconhecido para ninguém que aquela foi uma zona de manobras militares. Grande parte da área era militar. Ecaterimburgo estava rodeada de mísseis anti-aéreos.

Naqueles anos, estavam experimentando um protótipo de míssil que falhava mais que espingarda de parque de diversões. Eliminar testemunhas inoportunas não era um problema para eles. Acredita-se que os militares conheciam a rota que seguiriam os rapazes, mas acidentes acontecem. Perto de Sverdlovsk, existia um grande complexo de experimentação de armas químicas.

Entre os tipos de armas que poderiam estar experimentando, se fala de algo que explodiu, mesmo que não aparecessem restos, o que explicaria os danos físicos de 4 dos garotos. Algum tipo de spray paralisante, ressonâncias ultrassônicas que produzem confusão momentânea, um forte reflexo que pudesse cegá-los, alguma arma química.

Qualquer coisa que justificasse sua fuga e o porquê eles não voltaram para a barraca. Poderiam ser testemunhas incômodas, sendo preciso executá-las. Aviões de teste sobrevoando a zona e talvez borrifando algum produto, é algo que não se pode descartar.

E o que opinava Yuri, o único sobrevivente? Ele sempre esteve convencido de que os militares tivessem algo a ver. Teve que reconhecer os corpos de seus amigos, que a julgar pelas fotografias dos cadáveres, não deve ter sido nada agradável e ainda explicar que roupa era de quem.

Ele também identificou 2 materiais que não pertenciam ao grupo, um óculos militar e um ‘obmtki’, uma peça de roupa que se usa para envolver os pés ou as pernas para manter o calor, enrolando-o como uma venda. Tem uma forma característica e é de um material determinado. Se utilizou amplamente entre os soldados nos anos 40 e depois entre os prisioneiros dos campos de concentração de Stálin.

E quem sabe, não seguiria sendo usado por algum soldado na época. Ninguém sabe como chegou lá e ninguém sabe como desapareceu da sala de provas.

Encontraram três câmeras dentro da barraca, todas com fotografias similares de distintas perspectivas, mas ele insistiu que eram 4 câmeras, as levadas pelos seus companheiros e também faltava um dos diários.

Yuri Yudin também menciona que em algum momento da investigação, ele viu alguns documentos que indicavam que os militares começaram as indagações 10 dias antes que a busca oficial começou, pelas pessoas do instituto politécnico. Mas esses documentos também desapareceram. Também viu como tiravam da sala de necropsia, recipientes com os órgãos de seus amigos para enviarem a laboratórios, que nunca chegaram. E se chegaram, não há informação a respeito deles. Apesar de que os informes forenses preliminares são muito detalhados e profissionais.

O barranco onde apareceram os últimos quatro esquiadores, era uma fossa cavada por eles mesmos aproveitando o desnível do terreno, em teoria para se protegerem do frio, mas nesse lugar apareceram os mais feridos. Talvez fosse um primeiro refúgio após apagarem o fogo da árvore.

 

Um obmtki – Equipamento utilizado por militares foi encontrado no local.

Um obmtki – Equipamento utilizado por militares foi encontrado no local.

 

Teoria da Espionagem

Por último, chegaram a afirmar que ao menos um dos membros da equipe era um duplo espião infiltrado. Também há quem opine que todos eram espiões ou estavam trabalhando em algum projeto secreto dentro do instituto politécnico. É certo que três eram estudantes de engenharia, mas o resto era de rádio e de economia. O suspeito é o guia Zolotariov, era mais velho que os demais (37 anos), usava um nome falso (Não se chamava Alexandre, mas sim Cemen) de origem Cossaca e esteve no exército. Era um veterano de guerra de um pelotão que só sobreviveram 3%, tinha 3 medalhas de honra, quando no máximo os veteranos tinham apenas uma e antes da segunda já estavam mortos.

Isso explicaria porque havia uma peça de roupa contaminada por radioatividade, ainda que leve.

Naquela época, os ocidentais não tinham um acesso fácil para se infiltrar como espiões, assim que contratavam a cidadãos russos. Sua missão era localizar os lugares onde poderia se enriquecer urânio, por isso trocavam com o espião em questão, um objeto ou uma peça de roupa impregnada de radiatividade. A central nuclear secreta de Tomsk-7 foi descoberta assim, mediante o intercâmbio do boné de um esquiador contaminado de radiação. Estima-se que Zolotariov seria um espião duplo e lhe contactavam para entregar uma peça contaminada, mas era uma armadilha para que a KGB pegasse o ocidental.

 

Teoria do Yeti

Os Mansi dizem que a região é habitada por uma criatura chamada Menk. Seu rugido teria feitos os esquiadores se apavorarem e por isso eles fugiram da barraca e correram em direção à floresta. O Menk os seguiu e eles foram todos mortos.

O que seria uma das teorias mais malucas, com a liberação de arquivos antes confidenciais acabou se tornando uma das mais interessantes e por incrível que parece umas das mais aceitas por todos.

Em janeiro de 2014 o explorador Mike Libecky, a jornalista russa Maria Klenokova e uma equipe de filmagem se embrenharam na Rússia atrás de respostar para o caso e o resultado foi o documentário Russian Yeti: The Killer Lives exibido no Discovery Channel (tem completinho e em português no Youtube). O que eles descobriram foi impressionante e surpreendeu a todos, pois tudo indica que foi um Yeti que matou os 9 estudantes.

A equipe foi visitar a Fundação Diatlov e lá conversaram com as duas primeiras pessoas que chegaram ao local e descobriram a barraca. Eles disseram que viram pegadas na neve com o dobro da humana e que elas não foram mencionadas nos relatórios oficiais.

 

Fotografia supostamente conseguida pela equipe de pesquisadores, mostra nitidamente uma pegada bem maior do que o padrão de pegada humana!

Fotografia supostamente conseguida pela equipe de pesquisadores, mostra nitidamente uma pegada bem maior do que o padrão de pegada humana!

 

Depois eles foram falar com os Mansis e encontraram a última testemunha Mansi viva dos eventos! Ela contou que tinha cinco anos na época e que ela saberia o que matou os estudantes: O Menk!  uma criatura com 2 a 3 metros de altura, muito forte e que costumava matar cervos e arrancar suas línguas (lembra que a Ludmila foi encontrada sem a língua?). O Menk seria apenas um dos nomes para criaturas grandes e peludas que vivem em florestas isoladas. Ele não gosta que assovie, portanto quando for para uma floresta russa não assovie!

O assunto é tão sério que em 1958 o governo russo lançou uma expedição com o objetivo de capturar um Yeti vivo!

Então Maria recebeu um CD de uma fonte anônima com imagens do único sobrevivente, Yuri Yudin, falando sobre o caso e que encontrou uma peça de roupa militar.

Depois de meses eles conseguiram ver o material sobre o caso que estava no arquivo público da cidade de Ecaterimburgo. Neste arquivo encontraram a análise da barraca e fotos de pegadas muito estranhas. Mas o mais interessante foi a revelação de que em um pedaço de papel escrito pelos estudantes dizia “Agora sabemos que o Homem das Neves Existe”.

 

Eles então reexaminam foto por foto que obtiveram na Fundação Dyatlov e encontraram uma foto muito estranha, uma que mostra um Yeti! Eles voltaram a Fundação para ver se ela se encontrava no negativo original e ela estava lá! E teria sido tirada apenas um dia antes deles morrerem.

 

Uma das últimas fotos encontradas na câmera dos jovens retrata uma criatura grande, aparentemente peluda a espreita entre as árvores, muito parecida com as características dadas por quem diz ter visto um Yeti.

Uma das últimas fotos encontradas na câmera dos jovens retrata uma criatura grande, aparentemente peluda a espreita entre as árvores, muito parecida com as características dadas por quem diz ter visto um Yeti.

 

Bônus: O Relatório Forense dos Corpos

Nas fotografias dos cadáveres, estes estão vestidos. Quando se fala de roupa interior realmente é preciso falar de ‘roupa de interior’, dizem que os falecidos estavam meio nus, mas isso não é verdade. Os esquiadores levavam dois tipos de roupa, a de estar dentro da barraca, que é a que se considera como roupa de interior (roupa de interior da barraca), e a de abrigo externo. A roupa de interior eram camisetas de manga curta, camisetas de manga longa, blusões (um ou dois), calças grossas e vários pares de meias. Também tinham um calçado especial para andar pela barraca. Saíram da barraca com a roupa de repouso deixando a de abrigo externo e os dois pares de sapatos. É estranho que não tivesse colocado seus sapatos de interior da barraca, o que levaria a acreditar que o incidente ocorreu justo quando estavam trocando de calçado.

Os cadáveres encontrados sob a árvore sim levavam pouca roupa, mas porque seus colegas cortaram-nas em pedaços para se abrigar, uma vez que estavam mortos e certamente em rigor mortis, por isso tiveram que cortar a roupa.

Isto descarta a teoria do ‘paradoxo do nu’ por hipotermia, teoria que diz que em momentos de hipotermia extrema, os afetados começam a tirar a roupa, desorientados. Eles não estavam desorientados, porque tentavam manter o calor por todos os meios. Mas alguns blusões de lã e umas calças, em uma noite que superou os -20º centígrados (especula-se que com uma sensação térmica de uns -30º devido ao forte vento que soprava), era praticamente o mesmo que estar nu.

 

Yuri Doroshenko – Causa da morte: hipotermia

 

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É o mais próximo da fotografia e se encontra de barriga para cima, com os braços na altura da cabeça, sinal de que teria sido arrastado. Foi identificado pela sua altura, 1,80 m. Era o mais forte dos nove e casualmente um dos primeiros a morrer. Saiu da barraca em boas condições, porque as impressões de uma pessoa alta que caminhava com passo firme se distingue claramente. Vestido com uma calça de lã, calças curtas sobre essas, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa e colete. Nos pés um par de meias de lã. Sem calçados. Nas calças foram encontradas restos de lágrimas e a meia do pé esquerdo estava parcialmente queimada.

Sobre as lesões que apresentavam o corpo: Presença de sangue na boca, nariz e ouvidos. Danos no braço direito na altura do ombro: Hematoma de 2 centímetro na axila, abrasões de 2 a 1,5 cm (Isto quer dizer que cobre uma superfície de 2 x 1,5 cm de área, dentro da qual estão os danos) na parte interna do ombro não há sangramentos, mas haviam dois cortes na pele.

 

Marcas de golpes acimas do antebraço direito (sob o cotovelo) de coloração marrom-avermelhada entre 4 a 5 cm.

A pele dos dedos de ambas as mãos estavam arrancadas e estas apareceram no tronco da árvore sob a qual foram encontrados os corpos. Machucados em ambas as pernas (abaixo dos joelhos). Marcas de congelamento no rosto e orelhas (que em volta, a pele tem um tom marrom escuro-negro).

Na bochecha direita, havia a descarga de líquidos cinzentos espumosos procedentes da boca. Este líquido costuma aparecer em caso de compressão do tórax.

A conclusão é que as feridas foram produzidas ao cair da árvore, ao arrancar ramos utilizando o peso do corpo ou tentando se manter sobre os galhos.

 

Yuri Krivonischenko – Causa da morte: hipotermia

 

morto_yuri-krivonischenko

 

Vestido com camisa leve, camisa de manga longa, calças curtas, calças longas e meias, tinha as roupas rasgadas na perna esquerda. Sem calçado.

Machucados na testa e um hematoma na altura do osso temporal esquerdo. Sangramento difuso na região temporal direita e occipital devido ao rasgão do músculo temporal (tudo indica um golpe na cabeça).

 

Faltava a ponta do seu nariz. As orelhas estavam congeladas. Aparece de bruços na neve tombado junto ao seu colega.

Numerosas contusões: No lado direito do peito (7,2 e 1,2cm). Hematomas nos músculos com rasgos de menor importância. Hematoma no glúteo esquerdo (10,3cm). Contusões na perna esquerda. Abrasões na parte exterior da perna esquerda (6,2 e 4,5). Queimadura na perna esquerda(10,4).

Mãos: Machucados com desprendimento da epiderme na parte posterior da mão esquerda.

As partes da epiderme desprendida das mãos, foram encontradas entre os dentes do defunto. Como a pele perdida se encontrava na árvore, em que supostamente subiram e da qual supostamente caíram, se pensa que em algum momento mordeu a árvore (também pôde ter mordido própria mão). Não houve indicação de troca de pele entre os dois cadáveres, apenas que a pele encontrada na árvore era dos dois.

 

Conclusão: tentativa desesperada de se manter sobre a árvore ou de arrancar galhos para o fogo.

 

Igor Dyatlov – Causa da morte: hipotermia

Cabeça nua. Abrigo de pele com bolsos desabotoados. Camisa de manga longa, camiseta não muito grossa. Calças, calças de esqui. Sem calçado. Meias de algodão em ambos os pés, meia de lã só no pé direito. Nos bolsos, tinha um canivete pequeno e uma fotografia de Zinaida Kolmogorova. Seu relógio parou às 05:31. A camisa de manga longa era de Yuri Yudin, este a identificou posteriormente e explicou que a havia emprestado a Doroshenko. Tudo indica que as peças de roupas dos dois primeiros a morrerem, foram repartidas entre seus colegas, ou que entre eles trocaram as roupas.

Lesões: Abrasões na testa de cor marrom-avermelhada. Escoriações em ambas bochechas de cor marrom-avermelhada  sangue seco nos lábios, perda antiga de um incisivo na mandíbula inferior.

Na parte inferior do antebraço e na superfície da palma da mão (não indicam qual das duas, suponho que a direita) haviam muitos arranhões pequenos de cor vermelha escura. Contusão nas articulações metacarpofalangicas da mão direita de cor marrom-avermelhada (isto é, a zona do punho com a qual se bate com a mão fechada). Contusões na mão esquerda de cor marrom-avermelhada. Feridas superficiais no segundo e no quinto dedo de dita mão.

 

Forte golpe nos joelhos sem sangramento. Hematomas na parte inferior da perna direita (acima do tornozelo). Abrasões em ambos os tornozelos de cor vermelha brilhante com hemorragia subjacente.

 

Zinaida Kolmogorova – Causa da morte: hipotermia

 

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Seu cadáver foi encontrado semi-enterrado. Estava melhor vestida, levava dois gorros, camisa de manga longa, camiseta, outra camisa sobre a camiseta e outra camiseta em cima com as mangas rasgadas. Calças esportivas, calças de algodão, calças de esqui com três pequenos buracos na parte inferior. Três pares de meias. Sem calçado. Levava uma máscara militar, sem a indicação de que tipo.

Tinha um hematoma de 29 cm de comprimento por 6 de largura que rodeava o lado direito na região da cintura.

Congelamento nas falanges dos dedos, contusões nas mãos e nas palmas. Meninges inflamadas (sinal de hipotermia)

 

Rustem Slobodin – Causa da morte: hipotermia

 

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Levava uma camisa de manga longa, outra camisa, uma camiseta,  calças em cima de outras calças, quatro pares de meias e uma bota no pé direito. Nos bolsos levava uma faca, uma caixa de fósforos, um pente, seu passaporte, 310 rublos e um lápis. Seu relógio estava parado, marcando 08:45.

 

Lesões: Abrasões na testa de cor avermelhada, hematoma de cor marrom-avermelhada na pálpebra do olho direito com hemorragia subjacente. Restos de sangue no nariz. Lábios inflamados, inchaço e abrasões irregulares na metade direita do rosto. Abrasões no lado esquerdo do rosto.

Epiderme rachada em todo o antebraço direito. Hematomas na zona metacarpofalangica de ambas as mãos. Machucados de cor marrom-avermelhada na face média do braço esquerdo e na palma da mão esquerda. Contusões na tíbia esquerda.

A cabeça apresentava uma fratura no osso frontal e nos músculos temporais de ambos lados do rosto.

O forense não explica a natureza das lesões, mas é como se ele tivesse ido se ferindo sucessivamente com tudo o que encontrasse no caminho.

Era o único corpo que mantinha algo de calor corporal no momento de cair ao solo, já que a neve sob a sua cabeça havia derretido e se transformando posteriormente em gelo (a ferida na cabeça ajudou). Seu cadáver estava completamente coberto pela neve.

 

Lyudmila Dubinina – Causa da morte: hemorragia cardíaca e hemorragia interna

 

morto_lyudmila-dubinina

 

Levava roupa interior, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa, duas jaquetas, dois pares de calças, meias  longas, outro par de meias danificadas pelo fogo e uma meia sem par. Tinha cortado em tiras uma camiseta, levando uma parte enrolada no pé esquerdo e a outra havia se desprendido. Foi encontrada entre a neve. Levava a calça e a camiseta de Krivonishenko, em que foi encontrado uns níveis baixos de radiação.

Danos corporais: A língua não foi encontrada, faltava o nervo hipoglosso bem como os músculos do céu da boca. Não indicam se foi arrancada ou não, simplesmente que não estava lá. Os tecidos macios ao redor dos olhos, os olhos e as sobrancelhas desapareceram, assim como a pele da área temporal esquerda e o osso encontrava-se parcialmente exposto.

As cartilagens nasais foram rompidas. Faltavam os tecidos macios do lábio superior, no qual, os dentes e o osso da mandíbula superior estavam expostos.

 

Lesões nas costelas. No lado direito estavam quebradas as costelas 2, 3, 4 e 5 seguindo duas linhas de fraturas visíveis. No lado esquerdo  foram quebradas as costelas 2, 3, 4, 5, 6 e 7, seguindo também duas linhas de fraturas visíveis.

 

Hemorragia em massa na aurícula direita do coração. Foi encontrado 100 gramas de sangue coagulado no estômago. Hematoma na coxa esquerda, com o tamanho de 10 ,5 cm.

Tecidos danificados ao redor do osso temporal esquerdo, com tamanho de 4, 4 cm.

 

‘Alexander’ Zolotariov – Causa da Morte: hipotermia agravada pelas lesões sofridas.

Os olhos desapareceram. Faltavam os tecidos macios ao redor da sobrancelha do olho esquerdo, em uma superfície de 7, 6 cm, o osso está exposto. Teve as costelas quebradas 2, 3, 4, 5 e 6 do lado direito, seguindo duas linhas de fraturas visíveis. Ferida aberta no lado direito com o osso exposto de 8 a 6 cm de tamanho.

Tanto Zolotariov como Dubinina tiveram um mesmo padrão de lesões. São muito similares no ângulo e na força exercida, apesar de que tanto a altura e a compleição corporal dos dois é muito diferente. O que lhes causou estas lesões não foi um evento único e uniforme, mas sim, produziu danos similares em duas pessoas diferentes. Seria como comprovar quanta força seria preciso exercer para quebrar as costelas de uma mulher forte de 20 anos e de um homem atlético de 37, a potência da força exercida é diferente, mas o resultado é o mesmo.

Sob a roupa foi encontrada a seguinte tatuagem: Г + С + П = Д (não foi especificado em que parte do corpo) O último símbolo depois do igual, significa ‘amizade’, os três primeiros são as iniciais dos amigos, era uma tatuagem muito comum entre os soldados soviéticos que serviram muito tempo juntos. Entre as letras não há nenhum A, pelo qual o nome com que se apresentou ao grupo, Alexander, realmente não era o seu nome, mas sim, Cemen. Também encontraram uma frase militar e seu ano de nascimento, 1921.

 

Nicolai Thibeaux-Brignolle – Causa da morte: hemorragia cerebral

 

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Apresentava múltiplas fraturas no osso temporal direito, com ampliações nos ossos frontais e esfenoides, seguindo um padrão ovalado. Segundo uma das hipóteses, seguindo a teoria da avalanche, ele estaria dormindo próximo de sua câmera fotográfica e ao cair a neve sobre eles, sua cabeça teria batido contra o objeto. Dentro da barraca não havia nenhuma câmera quebrada nem manchada de sangue e o padrão das impressões não mostra o arraste de uma pessoa inconsciente na fuga para o bosque, quando esta ferida provocou uma hemorragia cerebral que o deixou em um estado muito similar ao coma. O forense, Vozrojdenniy, não estava de acordo, porque a ferida e o afundamento do crânio não mostravam um círculo perfeito, mas sim, irregular, mais parecendo ao de uma pedra, mas também descarta a queda acidental sobre uma pedra.

Se poderia saber mais sobre o impacto caso se pudesse observar a retina, desprendida ou não, mas lamentavelmente, os globos oculares haviam desaparecido.

Também apresentava um hematoma no lado esquerdo do lábio superior e uma hemorragia na parte baixa do antebraço, com o tamanho de 10 a 12cm.

 

Alexander Kolevatov – Causa da morte: hipotermia

 

Ausência dos tecidos macios ao redor dos olhos e dos globos oculares, as sobrancelhas desapareceram e os ossos do crânio estavam expostos. Os danos no rosto que sofreram os quatro cadáveres têm uma explicação simples, a carne, primeiro congelada e depois molhada durante o degelo, pode se separar com muita facilidade do crânio.

Tinha uma fratura no nariz, uma ferida aberta por trás da orelha, com o tamanho de 3 cm e o pescoço deformado (não é detalhado que tipo de deformidade).

 

Conclusão

De fato algo muito estranho aconteceu neste local para que um grupo de atletas experientes morressem de causas naturais e hipotermia, como foram citados no laudo oficial.  Analisando todas as evidencias está claro que de longe a hipotermia  ou uma avalanche ocorrida no local são teorias que já podemos descartar logo de cara, acabamos de ler a respeito da necropsia dos corpos e fica claro que todos eles estavam com diversas fraturas e ferimentos em diversos locais do corpo, ferimentos que somente alguma coisa muito forte e violenta poderia causar. Como vimos anteriormente alguma coisa aconteceu aquela noite que assustou os jovens o suficiente para eles deixarem o calor e a proteção de suas barracas de lado e corressem em direção a floresta, sem proteção nenhuma e sem nenhuma roupa especial. Ninguém em sã consciência, ou até mesmo, bêbado como diz uma das hipóteses seria louco o suficiente para sair para um frio de -30 graus, sendo que todos sabiam que isso poderia mata-los em alguns minutos. Com certeza algo os espantou da barraca, após ler várias fontes, ver vídeos e estudar o caso, as teorias pelas quais simpatizei foram  a de que a tribo Mansi armou uma cilada para o grupo, pois estavam protegendo o seu território e eles não gostavam que nenhum estrangeiro adentrasse seu solo sagrado. Eles terem ajudado nas buscas não os torna inocentes, apenas indica que eles já sabiam onde o grupo estava. A outra teoria que me chamou a atenção seria a teoria do Yeti, ou como conhecemos Pé grande, Homem das Neves, como vocês preferirem, está teoria parece loucura a princípio, porem se observamos todos os fatos, os ferimentos brutais causados nos jovens, as pegadas gigantes encontradas ao redor do acampamento, até chegar na fotografia tirada pelo grupo, lembrando que naquela época não existia Photoshop e que o negativo original também estava com a criatura, torna quase que certeira esta teoria de que o grupo tenha sido atacado por um Yeti, ou como os nativos os chamavam Ment, os Mansis disseram que a criatura possuía um som característico, parecido com um assobio, os jovens devem ter escutado o assobio, e como estava muito frio para sair, eles rasgaram um pedaço da barraca para espiar o que estava fazendo aquele som, quando olharam nas frestas viram a criatura assustadora se aproximando, apavorados rasgaram a barraca de dentro pra fora, e saíram correndo em direção a floresta em busca de proteção, os dois primeiros tentaram escapar escalando numa árvore porem, com o frio extremo, não conseguiram subir e ainda deceparam suas mãos pois não sentiam mais elas devido a baixa temperatura, logo foram mortos pela criatura, após isto a criatura teria perseguido e matado todo o resto do grupo, e como os Mansis haviam dito que a criatura gostava de partes mais moles, quando matavam os cervos, a criatura arrancou e comeu a língua da Lyudmila e fugiu para a floresta deixando os corpos para trás. Bom está é minha teoria, e vocês no que acreditam? Deixem seus comentários aqui!