Quando pensamos em crianças, qual a primeira imagem ou lembrança que vem a sua mente? Na grande maioria dos casos associamos crianças a termos como alegria, pureza, ingenuidade, enfim somente sentimentos bons e inocentes, não é mesmo? Mas infelizmente nem sempre é assim que as coisas acontecem, essa lista serve pra mostrar que certas vezes as coisa podem sair e muito do controle. Estão preparados?


 

Mary Bell

Mary Flora Bell nasceu em Newcastle, Inglaterra no dia 26 de Maio do ano de 1957, Mary encabeça essa lista devido a atrocidade dos seus atos, e sua pouca idade na altura dos acontecimentos. Vamos aos fatos:

Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância sua mãe teria tentando tirar sua vida uma série de vezes, segundo relatos da própria Mary, logo após o seu pai ter sido preso, os atentados contra sua vida ficaram ainda mais frequentes.  Chegando a ser sexualmente abusada diversas vezes.

Mary Bell aos 11 anos, idade que fez 1 dia depois de ter cometido seu primeiro assassinato.

Mary Bell aos 11 anos, idade que fez 1 dia depois de ter cometido seu primeiro assassinato.

Durante sua infância em virtude de todas as atrocidades cometidas por sua mãe, Mary começou a apresentar comportamentos sociopatas e homicidas, mostrando completa falta de empatia com as outras pessoas.

Infelizmente no dia 25 de Maio de 1968, um dia antes de Mary completar 11 anos, os ataques de Mary fizeram a sua primeira vitima fatal, um garoto de 4 anos de idade, chamado Martin George Brown, que foi encontrado morto, Matin teria morrido por asfixia e seu corpo teria sido jogado do segundo andar de uma casa abandonada. O crime chocou a cidade, mas até então ninguém associava o crime à pequena Mary. Uma semana após a morte do garoto uma creche local foi invadida e vandalizada e em seguida foram encontrados diversos recados rabiscados no local.

As notas diziam: “Nós assassinamos Martin Brown, foda-se de Bastardo.” E “Foda-se, assassinamos, cuidado, Fanny e Fagot”

As notas perturbadoras deixadas para trás, reivindicando a responsabilidade por matar Martin Brown.

As notas perturbadoras deixadas para trás, reivindicando a responsabilidade por matar Martin Brown.

 

Dois meses depois surgiu a segunda vitima de Mary, Brian Howe, de quatro anos. O menino foi achado pelo irmão, estrangulado e com um ferimento em forma de “M” no abdômen. O mais perturbador desse momento foi que Mary se ofereceu para ajudar nas buscas de Brian, realizadas pelo irmão mais velho do garoto. Só para poder acompanhar a reação do irmão quando encontrasse Brian.

Vítimas de Mary Bell: Brian Howe (à esquerda) e Martin Brown (à direita).

Vítimas de Mary Bell: Brian Howe (à esquerda) e Martin Brown (à direita).

Claro que as mortes não passariam em branco, os assassinatos aparentemente aleatórios chocaram a comunidade. Os policiados entraram em pânico e decidiram então entrevistar todas as crianças da comunidade para detectar qualquer comportamento suspeito. Quando entrevistaram Mary Bell, eles sabiam que tinham encontrado o assassino de Brian. E o depoimento de Norma chamou atenção dos oficiais, quando a menina disse que estava presente no momento do assassinato de Brian e que teria sido uma menina que teria cometido o crime. O depoimento de Mary só aumentou a certeza de que as duas estavam presentes no crime. No mesmo dia mais tarde em um novo depoimento Norma entregou Mary, dizendo que a menina tinha cometido o assassinato.

No dia 7 de agosto as duas foram presas, durante o julgamento Mary não demostrou nenhum tipo de arrependimento ou mesmo emoção, nem mesmo ao saber que seria presa. Segundo o relato do Psiquiatra do Estado, ela parecia se divertir com aquilo tudo.

Mary e Norma foram a julgamento pelas mortes de Brian Howe e Martin George Brown no dia 5 de agosto de 1968, o julgamento durou vários dias. O promotor de acusação Rudolf Lyons comentou sobre o comportamento mórbido de Bell de caçoar da dor dos familiares da vítima, ele citou também o conhecimento de Bell sobre o estrangulamento de Brian, pois não foi publicamente comentado a causa da morte do garoto.

Em 17 de dezembro de 1968, Norma Bell foi absolvida de todas as acusações. Mas o que aconteceu com Norma? Não lhe foi concedida uma nova identidade, uma vez que esta não era uma prática comum na época. Provavelmente ela foi enviada de volta para morar com a sua família, a qual fez grandes esforços para se proteger dos tabloides britânicos.

Mary Bell foi condenada por homicídio culposo com base em responsabilidade reduzida. Apesar disso, os psiquiatras descreveram Mary Bell como alguém com “sintomas clássicos de psicopatia” e “inteligente, manipuladora e perigosa”. Em seu julgamento, o juiz disse: ‘Essa menina é perigosa, e, portanto, devem ser tomadas medidas para proteger as outras pessoas’ e mandou-a para Red Bank Special Unit, para que pudesse receber o tratamento adequado, Red Bank era uma clinica altamente segura e que já abrigava Jon Venables , um outro assassino de crianças notório. Ela ficou sob os cuidados de James Dixon, que de certa forma lhe serviu como um pai. Ela também recebeu visitas da mãe, Betty, que ao perceber a aparência masculinizada de Bell teria dito: “Jesus Cristo, o que ainda vai ser? Primeiro assassina, agora lésbica?”

Mesmo presa Mary Bell provou ter um comportamento bem difícil. Depois de ser transferida para uma instituição menos segura em 1977, ela e um companheiro de prisão escaparam com a ajuda de dois jovens, que mais tarde venderam a história aos tabloides, alegando que ela escapou da prisão para que ela pudesse engravidar. Em seu breve tempo fora, Mary perdeu sua virgindade. E essas circunstâncias colocaram Mary de volta no foco da mídia quando um dos meninos, que alegou ter tomado a sua virgindade, explicou o processo em detalhe nas colunas de tabloides britânicos.

Por causa do incidente, os privilégios da prisão de Mary foram retirados por 28 dias.

Junho Richardson segura a foto de seu filho Martin Brown. June se tornou um ativista pelos direitos das vítimas e até apoiou a candidatura de Mary Bell para o anonimato, embora ele nunca pudesse perdoá-la.

Junho Richardson segura a foto de seu filho Martin Brown. June se tornou um ativista pelos direitos das vítimas e até apoiou a candidatura de Mary Bell para o anonimato, embora ele nunca pudesse perdoá-la.

Mary Bell ficou presa por 12 anos. Quando conseguiu a liberdade aos 23 anos de idade, foi-lhe concedida uma nova identidade e anonimato pelo governo, permitindo-lhe iniciar uma nova vida com um novo nome.

Quatro anos mais tarde, ela teve uma filha, que não tinha idéia sobre o passado sombrio de sua mãe, até 1998, quando alguns fotógrafos e repórteres conseguiram descobrir o seu paradeiro, forçando-os a sair de casa com lençóis cobrindo a cabeça. Após o incidente, a filha de Mary Bell também recebeu uma nova identidade para manter o seu anonimato pelo governo.

Mary Bell, algumas fotos que se tem registro de Mary Bell depois de deixar a cadeia.

Mary Bell, algumas fotos que se tem registro de Mary Bell depois de deixar a cadeia.

 

Hoje em dia na Inglaterra existe uma lei com seu nome que protege a identidade de crianças envolvidas em qualquer procedimento legal. Em 2007 Mary finalmente concordou em ser entrevistada e contou sua história para a jornalista Gitta Sereny, e toda essa história  resultou no livro “Gritos no Vazio” que detalha tudo o que Mary Bell passou em sua vida.


 

Joshua Phillips

O caso Joshua é um dos poucos em que o assassino não está inserido em um contexto de violência doméstica e parecia ter um ambiente familiar saudável. Vamos aos acontecimentos:

Joshua Phillips nasceu na cidade de Jacksonville, Florida, EUA, no ano de 1984, filho de Melissa Philips e Steve Phillips.

Na época Joshua tinha apenas 14 anos.

Na época Joshua tinha apenas 14 anos.

Era 03 de novembro de 1998, uma tarde  normal, crianças brincavam na rua quando aconteceu um fato que mudaria o destino de duas famílias para sempre. Aproximadamente as 17:00 horas Maddie Clifton saiu de casa para jogar um pouco de basquete. Mais tarde sua mãe chamou a irmã mais nova Jessie para jantar, ao chegar a menina disse que não estava com sua irmã, isso fez com que os pais ficassem alarmados, ligando para a emergência (911) para informar o sumiço da filha. Seu pai relatou da seguinte forma o desaparecimento : “Foi como se ela tivesse fechado a porta e sumido da face da Terra.”.

Na mesma noite todos da comunidade se mobilizaram para ajudar na procura da menina, inclusive os vizinhos Steve e Melissa Phillips e seu filho Joshua de 14 anos. As buscas prosseguiram sem sucesso ao longo da semana.

Uma semana após o ocorrido a comunidade toda estava muito consternada, como era de se esperar. Enquanto Melissa arrumava a casa, percebeu um cheiro desagradável vindo do quarto de Joshua, ao entrar a mãe de Joshua vê uma poça de agua no chão, pensando se tratar de alguma espécie de vazamento ela se aproxima da cama. Nesse instante, ela entra em completo estado de choque e sai do quarto correndo desesperada. Melissa então liga para os policias e conta que pensava ter visto um pé dentro do colchão que estava no quarto do seu filho.

A policia chega na residência e imediatamente marca a casa como “cena de crime”, alguns minutos depois os oficias batem a porta dos Clifton, afirmando que sua filha havia sido encontrada morta dentro do colchão de água de Joshua!

O oficial de Jacksonville Don Tuten (à esquerda) ajuda a transportar o colchão de água de Joshua Phillips para o tribunal.

O oficial de Jacksonville Don Tuten (à esquerda) ajuda a transportar o colchão de água de Joshua Phillips para o tribunal.

 

O garoto, que estava na escola foi conduzido imediatamente sob custodia para que pudesse prestar seu depoimento. Chegando na delegacia Joshua ouviu do seu próprio pai o pedido de que ele contasse a verdade de tudo o que tinha acontecido, então Joshua contou sua versão dos fatos:

Segundo ele, Maddie foi a sua casa para jogar, quando por um acidente Joshua a acertou com um taco, a menina começou a chorar, logicamente, e a fazer muito barulho, ele a levou para seu quarto para tentar acalmar as coisas, como a menina não parava de chorar, Joshua ficou desesperado e bateu a cabeça dela várias vezes no chão e depois a golpeou com uma faca. Durante a noite ouviu Maddie fazer mais alguns barulhos e voltou a esfaqueá-la.

Joshua disse que entrou em pânico, pois não poderia estar brincando naquela hora sem os pais em casa, quando machucou Maddie só conseguiu pensar nas consequências geradas para ele, caso os pais chegassem e ficassem sabendo do ocorrido.

Melissa Phillips e Steve Phillips, pais de Joshua, acompanham o primeiro dia de julgamento de seu filho.

Melissa Phillips e Steve Phillips, pais de Joshua, acompanham o primeiro dia de julgamento de seu filho.

Ele foi condenado por assassinato em primeiro grau, o estranho é que não demonstrou nenhum tipo de reação ao saber que passaria o resto dos seus dias preso.  A defesa de Joshua não obteve sucesso na tentativa de sustentar que o garoto teria feito aquilo por pânico, sem apresentar nenhuma testemunha no julgamento. Entretanto o caso foi encerrado com o motivo do crime descrito como indefinido. Para a mãe Melissa, o comportamento de Joshua foi ocasionado por uma lesão no lóbulo frontal, fruto de uma lesão quando ainda criança. Fato é que essa lesão não foi nem citada pela defesa. Já para seu pai ele não deveria ter sido julgado como adulto, por ter apenas 14 anos na época do acontecimento.

Hoje Joshua continua cumprindo sua prisão, e isso provavelmente acontecerá até o fim de sua vida. Joshua tem tido um ótimo comportamento na prisão. Apesar de viver com os presidiários na idade adulta desde que ele tinha 15 anos, Josh diz que nunca foi abusado sexualmente ou teve algum problema físico na prisão. Lá dentro, ele recebeu o seu diploma do ensino médio e agora trabalha como um escriturário dentro da prisão, aconselhando seus companheiros prisioneiros. 

Steve Clifton está por trás de sua esposa, Sheila, e sua filha, Jessica. A Família da vítima concedeu uma entrevista coletiva momentos depois que Joshua teve sua condenação decretada.

Steve Clifton está por trás de sua esposa, Sheila, e sua filha, Jessica. A Família da vítima concedeu uma entrevista coletiva momentos depois que Joshua teve sua condenação decretada.

“Ele quer fazer o bem. Ele quer fazer algo por si mesmo”, diz a mãe de Joshua. “Eu acredito que ele deveria ter uma segunda chance, e que pudesse sair um dia.”

Surpreendentemente, hoje em dia, até mesmo a mãe de Maddie, que foi morta por Joshua, mudou de opinião em relação ao jovem.

“Eu não o odeio. Eu odeio o que ele fez”, diz Sheila Clifton. “Ser posto na prisão por toda a sua vida, eu não posso imaginar. Acho que nenhuma criança deveria sofrer isso.”

O Senador Steven Geller, da Flórida apresentou um projeto de lei que tornaria os infratores violentos, que houvessem cometido o crime pela primeira vez e que fossem sentenciando com prisão perpétua, pudessem ter uma possibilidade de liberdade condicional após oito anos.

Pouco depois, conservador governador da Flórida, Jeb Bush, disse que está considerando seriamente o projeto de lei de Geller. Mas se a lei for aprovada, ela poderá afetar somente os casos futuros, significando que prisão perpétua de Joshua permaneceria.

Joshua continua cumprindo sua sentença de prisão perpétua e terá uma nova audiência em fevereiro de 2017

Joshua continua cumprindo sua sentença de prisão perpétua e terá uma nova audiência em fevereiro de 2017.

Mas o que Josh faria se tivesse uma segunda chance?

“Se eu saísse, eu deveria muito ao mundo. Eu tentaria fazer o que pudesse para pagá-los. Eu não sei se mereço uma segunda chance ou não, mas eu sei que eu quero  essa chance.” Diz Joshua.


 

Eric Smith

O próximo da lista é o estadunidense Eric Smith, natural de Steuben County, Nova Iorque, EUA. Nascido em 22 de Janeiro de 1980 o filho de Ted e Tammy Smith, sempre sofreu com violência física e verbal de outras crianças por causa de sua aparência, ruivo com sardas e óculos grande. Segundo a mãe sua aparência se deve a um remédio que ela precisou tomar durante a gestação, por conta de uma epilepsia.

Eric Smith era constantemente alvo de bullying por causa de sua aparência física.

Eric Smith era constantemente alvo de bullying por causa de sua aparência física.

No verão de 1993, Eric participou de um programa de recreação. E foi lá que ele fez encontrou a sua vítima. Era dia 2 de agosto de 1993, a mãe de Robie um garotinho de 4 anos que morava na vizinhança não podia levá-lo ao programa e, então, o menino foi, pela primeira vez, sozinho, pois o local do programa era praticamente ao lado de sua casa e não teria ruas para atravessar. Porem Eric teria tido um surto psicótico no dia anterior e ainda abalado psicologicamente, atraiu o menino Robie de apenas 4 anos para um lugar afastado, no parque da cidade e assassinou o garoto. Além da violência dos golpes na cabeça e do estrangulamento que vitimaram o pequeno Robie, Eric ainda sodomizou o menino com um galho de arvore, caracterizando um crime de abuso sexual.

Derrick Joseph Robie, a vítima de Erich possuía apenas 4 anos na época.

Derrick Joseph Robie, a vítima de Erich possuía apenas 4 anos na época.

Na época do crime, os detalhes do fato não foram levados a público, porém, com o risco do deferimento da liberdade condicional de Eric, a família de Robie decidiu contar, em entrevista à CBS News:

“O corpo de Robie foi encontrado em um pequeno pedaço de madeira, a meio caminho entre o parque onde ele estava indo e sua casa. Segundo o promotor Tunney, Robie foi atraído na calçada e em seguida foi estrangulado, o assassino, desconhecido, desenterrou uma grande rocha e outra menor, com as quais golpeou Robie várias vezes. Depois, abriu a lancheira de Robie, comeu seu lanche, encontrou um pequeno galho de árvore com o qual sodomizou Robie… posteriormente o assissino arrumou o corpo de Robie.”

 

Dois dias após o funeral do garotinho Robie, Eric confessou o crime, sendo condenado em unanimidade por assassinato em segundo grau. Eric diferentemente de Joshua Phillips foi julgado como assassino juvenil, sendo punindo em primeira estância com nove anos de reclusão e após a maioridade voltaria a ser julgado, podendo ter sua prisão perpetua decretada.

Durante seus depoimentos Eric nunca mostrou qualquer arrependimento e segundo o investigador do caso, Eric estava feliz, alegre e gostava de fato de contar o que tinha acontecido.

 “Do outro lado da rua, em campo aberto. Foi quando vi Derrick”.

  E Descreveu as roupas e a lancheira que Derrick carregava.

Eric em foto durante uma de suas 8 tentativas de liberdade.

Eric em foto durante uma de suas 8 tentativas de liberdade.

Durante a sua pena, entretanto Eric parece ter tomado consciência da gravidade de seus atos e escreveu uma carta para a família da vítima:

“Sei que minhas ações causaram uma terrível perda na família de Robie e, realmente, sinto muito… tentei pensar em tudo o que Derrick nunca experimentará: seu 16º aniversário, Natal, casa própria, graduação, faculdade, casamento, seu primeiro filho. Se pudesse voltar no tempo, gostaria de trocar de lugar com Derrick e suportar toda dor que causei a ele”.

Ao final da declaração, afirma que não pode suportar a ideia de “muros, arame farpado e barras de metal pelo resto da vida”.

O engraçado é que, ao invés de desejar nunca ter feito , ele aquilo Eric desejou “trocar de lugar com a vítima para sentir o que o menino sentiu”.

Em 2016 Eric teve a sua liberdade condicional negada pela oitava vez.

Em 2016 Eric teve a sua liberdade condicional negada pela oitava vez.

Segundo o promotor de Justiça John Tunney, em momento algum duvidou que, se não tivesse prendido Eric, este teria matado novamente.

 Smith, fez 36 anos em 2016, e hoje está na Instalação Correcional de Collins no condado de Erie, cerca de 25 quilômetros ao sul de Buffalo, onde ele está preso há nove anos, depois de ter sido transferido de um centro juvenil.

A cada dois anos, Eric é elegível para a liberdade condicional, e apesar de estar fazendo progressos nos programas institucionais e ter um histórico limpo no sistema penitenciário, Erich teve, pela oitava vez consecutiva, a sua liberdade condicional negada! Em 2018 Eric irá comparecer perante a justiça mais uma vez para tentar novamente a sua liberdade condicional, enquanto isso, ele permanecerá encarcerado.


 

Elizabeth Thomas

Talvez este seja o caso mais famoso de nossa lista, aqui nós iremos detalhar a intrigante história de Beth Thomas, uma garotinha que perdeu sua mãe quando ainda tinha um ano de idade, fazendo com que ela e o irmão ficassem sob os cuidados do pai biológico. Durante os meses seguintes eles foram constantemente abusados pelo pai, até que um dia os médicos conseguiram identificar esse abuso e as crianças foram acolhidas por uma assistente social. Em fevereiro de 1984 os irmãos foram adotados pelo casal Tim e Nancy Thomas. O casal queria muito ter filhos, porem eles não podiam ter filhos biológicos então a chegada dos irmãos foi muito comemorada pela família, mas os pais adotivos desconheciam o histórico de abusos sofridos pelas crianças.

Atrás desse rostinho angelical, Beth Thomas escondia toda sua raiva!

Atrás desse rostinho angelical, Beth Thomas escondia toda sua raiva!

Tudo ia muito bem até que Beth começou a ter pesadelos estranhos. Os pesadelos de Beth eram sobre um homem que “caia em cima dela e a machucava.”

Ao saber desses pesadelos não demorou muito para que os pais adotivos de Beth começassem a perceber que havia algo de estranho nela. Além disso, ela costumava maltratar os animais (muitos deles ela matava) e tentava constantemente matar seu irmãozinho, sempre que podia o molestava ou fazia algo que lhe causasse dor e esse comportamento violento também se manifestava com o resto da família. Além disso, Beth tinha uma sexualidade aflorada precoce, costumava se masturbar de forma excessiva, chegando muitas vezes a causar sangramentos, fazendo com que a família tivesse que leva lá ao hospital. Beth não escondia o desejo de matar a família toda, por varias vezes escondeu facas pela casa pra poder concretizar sua vontade.

Os médicos ficaram espantados com a frieza da criança, que não demostrava hora nenhuma algum sentimento ou incomodo com toda aquela situação, veja um trecho de uma consulta e tire suas próprias conclusões:

 – “Dr. Ken: As pessoas têm medo de você, Beth?
-Beth: Sim.
-Dr. Ken: Seus pais têm medo de você?
-Beth: Sim.
-Dr. Ken: O que você quer fazer com eles?
-Beth: Esfaqueá-los.
-Dr. Ken: O que você quer fazer com o seu irmão?
-Beth: Matá-lo.
-Dr. Ken: Em quem você gostaria de espetar alfinetes?
-Beth: Na mamãe e no papai.
-Dr. Ken: O que você quer que aconteça com eles?
Beth: Que Morram.”

Em Abril de 1989, Beth foi encaminhada para uma casa especializada em cuidar de crianças com desordem emocional, sendo diagnosticada com Transtorno de Apego Reativo. O Transtorno de Apego Reativo é um grave distúrbio psicológico e afeta crianças e bebês. A característica essencial do Transtorno de Apego Reativo é uma ligação social acentuadamente perturbada e inadequada ao nível de desenvolvimento na maioria dos contextos, com início antes dos cinco anos de idade e associada ao recebimento de cuidados amplamente patológicos. Essa condição impede o afetado de se relacionar com qualquer outra pessoa, além da completa falta de empatia.

Após o diagnostico Beth foi internada em uma instituição para tratamento, ficando boa parte de sua infância e adolescência naquele lugar, que fez muito bem pra ela, que readquiriu a capacidade de sentir empatia pelas pessoas.

Sua história foi tão chocante que um documentário (Child of Rage) foi produzido para contar e alertar as pessoas sobre os danos que maus tratos e abusos podem gerar em uma criança, tendo consequências imprevisíveis.

O documentário é chocante e mostra toda a raiva e a falta de sentimentos que a menina possuía, confira:

 

Atualmente Beth tem uma vida saudável, física e mentalmente. Ela trabalha na unidade de tratamento intensivo neonatal, cuidando de bebes recém nascidos ou com alguma doença grave. Juntamente com Nancy sua mãe adotiva em uma instituição de apoio a crianças com distúrbios comportamentais graves. Usando sua experiência para ajudar as famílias que passam por esse mesmo drama.

Hoje Beth Thomas se tornou uma linda mulher e está totalmente recuperada, trabalahndo ao lado de sua mãe.

Hoje Beth Thomas se tornou uma linda mulher e está totalmente recuperada, trabalahndo ao lado de sua mãe.


 

Conclusão

Não é a intenção do Ser Curioso fazer qualquer tipo de generalização, de qualquer espécie que seja. Mas vocês repararam que comumente os distúrbios comportamentais destas crianças são associados à violência sofrida? Seja ela física ou psicológica. Não é preciso muito esforço para compreender que um ambiente familiar saudável é muito importante no desenvolvimento da criança, novamente não falamos aqui de nenhum modelo de família, apenas de um ambiente que dê às crianças as condições dignas de vida, que são garantidas por lei, inclusive.

Em qualquer dia e hora acontece um tipo de violência ou abuso contra crianças e adolescentes, mas nem sempre as vítimas ou seus parentes se interessam em denunciar o crime. E assim os praticantes da violência continuam agindo livremente, como se nada tivesse acontecido, causando um dano maior as vítimas afetadas.

 

Os especialistas dizem que o silencio é a principal causa do aumento da violência sexual contra crianças e jovens. Se as pessoas não usam o disque denúncia ou outras formas de denunciar o crime, fica difícil a erradicação.

 

Claro que o silêncio, em muitas ocasiões, é motivado pelo constrangimento ou pelo trauma de relatar a ocorrência. Também pela certeza que muitas vítimas têm de que nada vai acontecer com o criminoso.

 

Se você criança ou jovem foi vítima de violência sexual ou outro tipo de crime, conte o que aconteceu para seus pais, responsáveis, professores ou uma pessoa de sua confiança. Eles provavelmente relatarão o fato para as autoridades através do disque denúncia ou de outras formas.

 

Por isso nós encerramos este artigo, deixando este recado:

Qualquer, repito QUALQUER, caso de violência infantil precisa ser denunciado, para isso os direitos humanos disponibilizam o DISQUE 100, é rápido, seguro e sua identidade vai permanecer anônima.