Fala Curiosos, todos vocês sabem o estrago que uma bomba atômica é capaz de fazer e desde a vitória de Trump nas eleições americanas, os assuntos relacionados a armamentos nucleares voltaram à tona. Isso é realmente aterrorizante, pois os danos causados por este tipo de armamento levam dezenas de anos para serem recuperados. Mas se uma bomba já causa um estrago gigantesco, imaginem 500 bombas atômicas? Isso mesmo curiosos, hoje iremos falar do curioso e perturbador “Polígono”, o campo de testes onde soviéticos explodiram quase 500 bombas atômicas. Semipalatinsk, no Cazaquistão, foi o maior campo de testes nucleares da história e apesar de abandonado há 25 anos, ainda causa sequelas nos habitantes da região. E é isso que veremos a seguir, ótima leitura a todos!


 

O Local e sua História

O mundo inteiro ficou chocado com os atentados atômicos dos EUA nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945. Com isso, duas semanas mais tarde, um comitê especial foi criado pela ordem de Stalin na União Soviética. Que autorizava e dava poderes extraordinários para trazer quaisquer recursos da URSS para acelerar o trabalho no projeto atômico. Assim, a corrida armamentista nuclear começou e começamos a presenciar o confronto entre a URSS e os Estados Unidos para a supremacia sobre as armas nucleares.E para isso seria necessário um local para realização dos testes atômicos e o local foi escolhido.

Um dos principais locais selecionados para o teste foi o Local de Teste Semipalatinsk de 18.000 quilômetros quadrados, também conhecido como “O Polígono”, localizado ao sul do vale do Rio Irtysh, no Cazaquistão. E ficava a apenas 150 km a leste da cidade de Semipalatinsk (mais tarde renomeado Semey) com uma população superior a 100.000 indivíduos. Centenas de milhares mais viviam dentro de um raio de 80 km em numerosas aldeias espalhadas. Durante a Guerra Fria, mais precisamente entre 1949 e 1989, o local, conhecido oficialmente como Campo de Testes de Semipalatinsk, esteve no coração do programa nuclear da União Soviética, isso porque nada menos que 456 bombas foram detonadas nos 18 mil quilômetros quadrados do local. O governo soviético manteve os testes secretos. Até mesmo a Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos estava convencida de que os soviéticos estavam pesquisando armas de feixe de partículas em vez de armas nucleares.  O Polígono era o maior campo de testes do mundo e sua extensão equivalia ao território inteiro da Bélgica.

O pedaço em Laranja mostra a área de testes conhecida como Polígono que ocupava um espaço equivalente a região da Bélgica.

O pedaço em Laranja mostra a área de testes conhecida como Polígono que ocupava um espaço equivalente a região da Bélgica.

Os testes eram coordenados a partir de uma cidade planejada chamada Kurchatov, que recebeu este nome em homenagem ao físico Igor Kurchatov, um dos pais do programa nuclear soviético. A região foi escolhida tanto pelas suas características geográficas quanto por sua relativa proximidade de Moscou e, de acordo com o chefe do programa nuclear soviético, Lavrenti Beria, por ser um local “praticamente desabitado”.

O raríssimo vídeo abaixo mostra um desses testes, no título podemos ver que segundo o autor que subiu o vídeo para o Youtube esse foi o primeiro teste realizado no local, porem não temos certeza se essa informação procede, mas temos certeza de que o teste se passa no local e é incrível a destruição causada pela bomba!


As Consequências na População

Porém, quando as autoridades russas decidiram que ali seria um campo de testes, em 1947, cerca de 700 mil pessoas viviam nos arredores do Polígono. Então você já deve imaginar o tamanho do desastre? O desastre foi enorme e as consequências dessas explosões são sentidas até hoje.

Como é de se esperar a radiação se espalhou pelo local e contaminou milhares de pessoas,  Karipbek Kuyukov foi uma delas, ele nasceu sem os braços devido a uma má formação causada pela radiação nuclear. Karipbek superou muitos obstáculos para se tornar um ativista anti-armas nucleares e artista renomado, cujas obras foram mostradas em todo o mundo. Hoje, Karipbek frequentemente pinta retratos das vítimas de testes nucleares e, como embaixador honorário no Projeto ATOM, fala contra armas nucleares em conferências e eventos realizados em lugares como as Nações Unidas e o Congresso dos Estados Unidos.

Devido a radiação recebida pelos seus pais Karipbek Kuyukov nasceu sem os braços!

Devido a radiação recebida pelos seus pais Karipbek Kuyukov nasceu sem os braços!

Durante muitos anos, os habitantes do “Polígono” eram examinados periodicamente por médicos do Exército. A região registrou o surgimento de doenças, incluindo inúmeros casos de câncer. E por esse motivo, famílias inteiras se suicidaram. Crianças com doenças genéticas, leucemia, infertilidade e câncer são realmente comuns aqui. Após a queda da União Soviética e o nascimento do Cazaquistão, no Verão de 1991, o local foi fechado. Mas um décimo da população total do país, cerca de 1,5 milhão de pessoas, tem problemas de saúde. Muitas pessoas pobres ainda vivem na zona mais perigosa de forma semi-nómade e vendem a sucata restante por dinheiro. Uma em cada 20 crianças na área nasce com deformidades graves, e metade deles não pode atingir a idade de 60 anos.


Material Deixado para Trás

Em 29 de agosto de 1991, o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, ordenou o fechamento de Semipalatinsk. A república soviética declarou sua independência em dezembro daquele ano e renunciou de forma voluntária ao arsenal nuclear herdado após o colapso da URSS.

Devido a este fato, o dia 29 de agosto foi escolhido pelo ONU como o Dia Internacional contra os Testes Nucleares, a pedido do governo cazaque.

O representante permanente do Cazaquistão na ONU, Kairat Abdrakhmanov, disse que o país tinha, então, mais de 110 mísseis e cerca de 1,2 mil ogivas nucleares, que foram devolvidas à Rússia até 1995. A retirada das tropas soviéticas trouxe consequências socioeconômicas terríveis para Semipalatinsk. Um contingente de apenas 500 soldados cazaques ficou a cargo da segurança das instalações.

Sendo assim, os habitantes da região começaram a desmantelar a estrutura abandonada para vender como sucata, expondo-se ainda mais à radiação. O próprio diretor do “Polígono” foi despedido em 1993, depois de vir à tona a notícia de que ele traficava equipamento militar.

No local é possível encontrar centenas de crateras onde as bombas explodiram, milhares de materiais foram abandonados lá ea população se aproveitou disso para vender o material, sem saber que assim elas estariam se contaminando mais ainda com a radiação.

No local é possível encontrar centenas de crateras onde as bombas foram explodiram, milhares de materiais foram abandonados lá, e a população se aproveitou disso para vender o material, sem saber que assim elas estariam se contaminando mais ainda com a radiação.


Os Problemas Crônicos causados pela explosão

E os problemas de saúde continuaram depois do fim dos testes nucleares. O Instituto de Medicina Radioativa e Ecologia do Cazaquistão estima que, entre 1949 e 1962, uma população entre 500 mil a 1 milhão de pessoas tenha sido exposta à radiação. E que as consequências desses testes seriam muito diferentes das ocorridas em Chernobyl, uma vez que em Chernobyl o acidente nuclear teria sido um só, já nas proximidades do Polígono os testes eram constantes, causando impactos crônicos nos habitantes da região.

Devido a exposição crônica aos testes, ,milhares de pessoas sofreram deformidades e milhares de crianças nasceram com má formação e dezenas de outras doenças.

Devido a exposição crônica aos testes, ,milhares de pessoas sofreram deformidades e milhares de crianças nasceram com má formação e dezenas de outras doenças.


O fim dos testes e o exemplo dado pelo Cazaquistão

O Cazaquistão, sabendo de primeira mão as consequências causadas pelos testes nucleares tornou-se um exemplo para todo o planeta. O Cazaquistão tornou-se o primeiro país do mundo a se recusar a ter um arsenal de armas nucleares. E assim esperamos que um dia todos os outros países sigam este exemplo.

Kuyukov, aquele rapaz que mostramos anteriormente que nasceu sem braços devido a exposição de seus pais à radiação virou um ativista na luta contra o armamento nuclear e em uma conferencia que aconteceu no dia 29 de agosto, Kuyukov fez um emocionante discurso contando toda sua experiência:

O Emocionante discurso feito por Karipbek Kuyukov você confere abaixo:

O Emocionante discurso feito por Karipbek Kuyukov você confere abaixo:

 

Caros participantes da Conferência.

Meu nome é Karipbek Kuyukov. Eu nasci na aldeia de Yegyndybulak, que está localizada a 100 quilômetros de Semipalatinsk, o antigo local de testes de armas nucleares da União Soviética. Esta terra é sagrada para mim, não só porque é a minha pátria, mas também porque meus antepassados nasceram aqui e viveram ali. Para mim, é a terra mais bonita do Cazaquistão.

Anos atrás, durante os testes, meus pais testemunhavam constantemente aquelas nuvens de cogumelos brilhantes e vastas enquanto enchiam o céu. Quando eu nasci, eu nasci sem braços, e foi um choque para minha mãe. Mais tarde, quando eu tinha idade suficiente para entender, meu pai me dizia como ele dirigiria pelas estradas e era interrompido por soldados militares por estar invadindo um território proibido, mesmo que este fosse o caminho mais curto de um lugar para outro. Meus pais subiam na colina para ver melhor os cogumelos nucleares, embora fossem instruídos a deitar-se no chão e cobrir-se. Lembro-me dos arremessos tremendo e do barulho dos pratos. Lembro-me de anúncios no rádio,  nos informando sobre outras “explosões nucleares pacíficas”.

Meu pai estava, é claro, seriamente preocupado com meu futuro e muito preocupado sobre como eu iria viver sem os braços. Ele me trouxe para Leningrado depois de saber sobre o instituto de próteses de Leningrado onde foram feitas próteses de braço para mim. Sua esperança era que eu fosse capaz de usá-los. Acabei estudando em Leningrado e acabei recebendo meu diploma, mas nunca consegui me acostumar com os braços protéticos. Além de meus estudos escolares, eu assumi a arte. Tenho adorado desenhar desde a minha infância. Eu não sei por que, mas minha alma estava se esforçando para criar algo bonito. Eu fiz isso sem braços, com meus pés, pernas e boca. Eu me tornei um artista, porque a alma de um artista não pode ser diminuída por uma limitação física.

É terrível perceber que durante os 40 anos de testes nesta terra sagrada, 470 explosões nucleares foram realizadas. As pessoas que viveram em Semipalatinsk na época, sem conhecimento prévio sobre os perigos, saiam de suas casas durante as explosões para vê-las. Eles nem sequer sabiam sobre as ameaças à saúde e as consequências devastadoras dos crimes cometidos contra eles. As pessoas eram basicamente tratadas como cobaias. Foram realizados estudos de flora e fauna. Naquela época, disseram-nos que as substâncias radioativas não afetavam a flora nem a fauna. Que mentira terrível! Overdoses de radiação causaram nos seres humanos diversos tumores de câncer, câncer de pele e leucemia. Eram sentenças de morte! E, além do mais, de acordo com os especialistas, as consequências da radiação podem afetar de cinco a seis gerações de pessoas. Estive em muitos países onde as pessoas têm vivido sob a sombra de testes nucleares. Eu vi as lágrimas caindo dos olhos das mães de Hiroshima e Nagasaki. Eu participei de reuniões e protestos no site de teste de Nevada nos Estados Unidos. Eu tenho trabalhado com muitos amigos, um deles também sofreu as consequências do desastre de Chernobyl. Tenho visto mães doentes, e crianças escondidas por mães desconfortáveis em mostrar seus filhos para outras pessoas. Eu vi os efeitos das grandes calamidades que danificaram nosso planeta. Em todos os lugares onde estive, as pessoas sabem sobre o Cazaquistão e sobre a iniciativa de paz sem precedentes do nosso chefe de Estado.Exatamente 21 anos atrás, graças ao meu Presidente, o sitio de teste Semipalatinsk foi fechado. Tenho orgulho de viver no Cazaquistão, o primeiro país a abandonar a loucura nuclear e servir como um exemplo digno para outros poderes que continuam a corrida armamentista. Graças à decisão tomada pelo Presidente Nursultan Nazarbayev, fui encorajado a contribuir e a lutar para livrar o mundo das armas nucleares.

Minha principal missão nesta terra é fazer tudo o possível para que pessoas como eu sejam as últimas vítimas dos testes nucleares.Vou continuar a apelar a toda a humanidade para preservar a segurança no planeta até que meu coração pare. Estou feliz por viver numa época em que a voz de uma pessoa pode ser ouvida e apoiada por milhões de pessoas que vivem nos lugares mais distantes da Terra. Nossas vozes podem se tornar uma voz poderosa! E todos como um só, podemos pedir o fim permanente do teste de armas nucleares. Temos uma escolha: ser passivo e deixar que os chefes de Estado resolvam a questão ou unam e defendam a nossa cidadania e os direitos humanos. Cada pessoa tem o direito de decidir o futuro que quer para si, suas famílias e sua nação. Eu fiz a minha escolha. Apoio o Projeto ATOM, cujos objetivos, tal como sublinhado pelo nosso Presidente, são unir os esforços comuns na luta contra os testes de armas nucleares. Eu me tornei um embaixador honorário do Projeto porque tenho muito a dizer ao mundo, já que pessoalmente conheço o sofrimento que a corrida de armas perigosas traz. E peço a cada pessoa para ser ativa na construção de um futuro livre de explosões nucleares: assine a petição online do Projeto ATOM, faça sua marca na história. Nosso objetivo comum é proteger a humanidade do pesadelo nuclear. Não vamos repetir os erros do passado! Apelo a todas as pessoas nesta sala para ajudar a parar o teste de armas nucleares em todo o mundo!Todos locais de testes nucleares devem ser fechados!Deixe nosso céu limpo e nossos filhos saudáveis!

Eu não tenho braços para abraçar todos vocês e para expressar minha gratidão por participar desta conferência, mas eu tenho um coração e ele pertence a todos vocês! Permita que suas famílias vivam em paz e serenidade!Obrigado,

Karipbek Kuyukov

 


Outras curiosidades sobre o local:
As primeiras bombas eram “sujas”, por isso há uma enorme quantidade de plutônio nos campos

Haviam no local grandes estruturas que pareciam asas de aeronaves e eram chamadas de "gansos" e outros edifícios sem vidro de janela que foram construídos para medir as ondas de choque de explosões.

Haviam no local grandes estruturas que pareciam asas de aeronaves e eram chamadas de “gansos” e outros edifícios sem vidro de janela que foram construídos para medir as ondas de choque de explosões.

Lagos atômicos em todos os lugares

As explosões causaram enormes crateras no solo do local e posteriormente se formaram enormes lagos espalhados por toda região, O maior tinha um diâmetro de 500 m e uma profundidade máxima de80 m, formado em 1965. "O lago não tem vida, o peixe não pode viver lá", disse um fazendeiro local chamado Aiken Akimbekov.

As explosões causaram enormes crateras no solo do local e posteriormente se formaram enormes lagos espalhados por toda região, O maior tinha um diâmetro de 500 m e uma profundidade máxima de80 m, formado em 1965. “O lago não tem vida, o peixe não pode viver lá”, disse um fazendeiro local chamado Aiken Akimbekov.

O Rio Chagan

A água potável do rio contaminado mais próximo tem quase cem vezes mais trítio do que o limite recomendado.

A água potável do rio contaminado mais próximo tem quase cem vezes mais trítio do que o limite recomendado.

Orfanatos

Orfanatos

A maioria destes recém-nascidos foram abandonados e deixados para os orfanatos locais nas cidades mais próximas.


Relatos de Habitantes

"Cheirava ... você sabe, como o cabelo, como o cabelo queimando, o cheiro voltou da terra toda vez que choveu." - disse uma mulher local, Makysh Iskakova.

“Cheirava … você sabe, como cabelo, como cabelo queimando, o cheiro voltava da terra toda vez que chovia.” – disse uma mulher local, Makysh Iskakova.

 "Eu estava trabalhando em um instituto médico, onde ensinava química. Quase todos os dias, haviam anúncios no rádio ao meio-dia que diziam: 'Agora vai haver um teste de armas nucleares'. As janelas da minha sala de aula foram quebradas pela onda de choque de uma das explosões. - Yevdokia Matushkina
 “Eu estava trabalhando em um instituto médico, onde ensinava química. Quase todos os dias, haviam anúncios no rádio ao meio-dia que diziam: ‘Agora vai haver um teste de armas nucleares’. As janelas da minha sala de aula foram quebradas pela onda de choque de uma das explosões. – Yevdokia Matushkina

 "Eu estava trabalhando em um instituto médico, onde ensinava química. Quase todos os dias, haviam anúncios no rádio ao meio-dia que diziam: 'Agora vai haver um teste de armas nucleares'. As janelas da minha sala de aula foram quebradas pela onda de choque de uma das explosões. - Yevdokia Matushkina
 “Quando eu fiquei cega por causa da explosão, meu tio me levou para ver um médico e o médico disse que era minha culpa, pois eu havia olhado para a luz brilhante da explosão.” – Yevdokia Matushkina

Como o local está hoje?

Atualmente o local se tornou popular entre os turistas estrangeiros, eles gostam de caminhar ao longo da costa de um lago nuclear, inspecionar o antigo local de teste nuclear de Semipalatinsk e visitar o museu do Centro Nacional Nuclear.

O prefeito da cidade de Kurchatov Nurbol Nurgaliyev expressou a esperança de que durante a EXPO 2017 exposição internacional, um monte de turistas estrangeiros possam visitar o sítio nuclear de Semipalatinsk (STS ou Semipalatinsk-21). Além disso, a popularidade do turismo industrial no mundo está crescendo de forma constante.

Funcionários de Kurchatov em conjunto com especialistas do Centro Nacional Nuclear desenvolveram três rotas relacionadas com as instalações do antigo local de teste de Semipalatinsk. O turismo nuclear é relativamente um novo tipo de turismo em que os visitantes aprendem um pouco mais sobre a Era Atômica, viajando para locais importantes na história atômica, como museus com armas atômicas, veículos que transportavam armas atômicas ou locais onde armas nucleares foram detonadas. No vídeo abaixo podemos ver um pouco mais desse “Passeio Turístico” desde o mudeu até o local dos testes:

Os edifícios, bunkers, túneis e outras infra-estruturas ainda estão lá no local de teste de Semipalatinsk. As mais visíveis são as fileiras de torres de concreto que ficavam a várias distâncias do ponto zero e abrigavam vários equipamentos de medição. Algumas das torres racharam. Outras têm bolhas, possivelmente desenvolvidas quando o calor da explosão derreteu o concreto. O nível de radiação dentro do “polígono” hoje é na maior parte baixo, mas há ainda existem alguns pedaços onde radiação residual é elevada na área.

Em 2001, foi construído um memorial para as vítimas do Sítio de Testes Nucleares de Semipalatinsk chamado “Stronger than death” ou em portugês, “Mais fortes que a morte”.

O memorial às vítimas do local do teste nuclear de Semipalatinsk. Crédito da foto: Anton Roschin (à esquerda) / Roman Nefedov (à direita).

O memorial às vítimas do local do teste nuclear de Semipalatinsk. Crédito da foto: Anton Roschin (à esquerda) / Roman Nefedov (à direita).


Conclusão Ser Curioso

A criação da bomba atômica demonstrou o quanto à ciência humana evoluiu em termos de conhecimento e manipulação de materiais nucleares. Porem, em mãos erradas, essa evolução pode agir de forma totalmente contrária e causar o maior regresso que a humanidade já viu, uma guerra atômica pode causar a destruição de grande parte do planeta e fazer com que a raça humana regresse centenas de anos no tempo, voltando a viver como seres das cavernas. Eu, como mero mortal, muitas vezes já parei para pensar nesse assunto e sempre quando penso nisso milhares de questionamentos  surgem em minha cabeça, são coisa dotipo: Qual seria o motivo de manter armas como essas ativas até hoje?  Qual seria a necessidade de armas capazes de destruir países inteiros? Qual seria a culpa da população atingida? E etc… Infelizmente o poder atômico está nas mãos de poucas pessoas e cabe a elas usa-lo ou não usá-lo, a nós restou somente a esperança de que nossos governantes e representantes possam entender de uma vez por todas que estamos a um passo da autodestruição.

E para finalizar nós deixaremos aqui o link do site do “The Atom Project”, onde todos nós podemos assinar a petição online contra o desarmamento nuclear, não custa nada, leva menos de um minuto e você pode estar fazendo a sua parte e deixando o mundo um pouco melhor. Eu já assinei, e você está esperando o que?

Assine a Petição Online! Acesse aqui o site do “The Atom Project” e ajude a salvar o mundo!

O Ser Curioso assinou a petição online contra o desarmamento nuclear e todos nosso integrantes também fizeram isso. Nós fizemos a nossa parte, está esperando o que para fazer a sua?

O Ser Curioso assinou a petição online contra o desarmamento nuclear e todos nosso integrantes também fizeram isso. Nós fizemos a nossa parte, está esperando o que para fazer a sua?

 


Referências

http://g1.globo.com/mundo/noticia/a-perturbadora-historia-do-poligono-campo-de-testes-onde-sovieticos-explodiram-quase-500-bombas-atomicas.ghtml

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39064460

https://noticias.terra.com.br/mundo/asia/a-perturbadora-historia-do-poligono-campo-de-testes-onde-sovieticos-explodiram-quase-500-bombas-atomicas,9bbbd0f7a1e37975cf8ee24258c16b7ejo0owt8j.html

http://www.unikaz.asia/en/content/semipalatinsk-nuclear-testing-area

http://io9.gizmodo.com/5988266/the-tragic-story-of-the-semipalatinsk-nuclear-test-site

http://www.inform.kz/en/semipalatinsk-test-site-gains-popularity-among-nuclear-tourists-of-the-world_a2840259

http://www.theatomproject.org/en/about/nuclear-weapons-testing-effects/

http://io9.gizmodo.com/5988266/the-tragic-story-of-the-semipalatinsk-nuclear-test-site

http://www.theatomproject.org/en/

http://www.kuyukov.com/index.html