E aí Curioso, tudo bem com vocês? Recentemente a Disney lançou o seu mais novo filme, A Bela e a Fera, que foi mais uma linda adaptação dos seus famosos contos de fadas. Os contos de fadas marcaram a infância de todos nós, não importa se você é homem ou mulher, todos nós crescemos vendo filmes da Disney e belas histórias de reis, rainhas, príncipes, princesas e reinos encantados. Em todas essas histórias, o lado bom vence o lado mau e todos vivem felizes para sempre. Porém, a realidade das verdadeiras histórias que deram origem a estes contos eram outras, bem mais perversas, cruéis e horripilantes do que as que você escutou quando ainda era uma criancinha! Por isso, resolvemos contar para vocês a verdadeira história por de trás dos contos de fadas! Confira:


 

Chapéuzinho Vermelho

A História que conhecemos

chapeuzinhoNa história que conhecemos Chapeuzinho Vermelho está levando docinhos para sua vovozinha. Quando chega na casa de sua avó, ela encontra o lobo mau, que havia devorado sua avó e se disfarçado dela, no fim, chapeuzinho descobre o disfarce e foge pedindo socorro, felizmente, um caçador que estava por perto escuta os gritos de ajuda, mata o lobo, abre a barriga dele e retira a vovozinha viva, sem nenhum arranhão. E depois disso, eles vivem felizes para sempre!

A Verdadeira História que Inspirou o conto
Charles Perrault, foi o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho.

Charles Perrault, foi o primeiro a registrar uma versão impressa de Chapeuzinho Vermelho.

A versão impressa mais antiga é de Chapeuzinho vermelha foi feita por Charles Perrault e chamava Le Petit Chaperon Rouge. A história de Perrault retratava uma “moça jovem, atraente e bem educada”, que ao sair de sua aldeia é enganada pelo lobo, que come a sua avozinha e arma uma armadilha para a menina que também terminaria sendo devorada, sem final feliz. Porém antes de devora-la o lobo oferece carne para a menina comer e acredite, era a carne de sua própria avó. Ela come toda a carne, e ainda bebe uma taça de vinho oferecida pelo lobo, que estava fantasiado de sua avozinha ( como vocês já deve ter imaginado, o vinho era na verdade, o sangue de sua avó).  Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV,no final do século 17, destinada a um público, que o rei entretinha com festas extravagantes e prostitutas, que pretendia levar uma moral as mulheres para perceberem as intenções de maus pretendentes e falsos sedutores. Um termo bastante comum da época era dizer que uma menina que perdeu a virgindade tinha “visto o lobo”. O autor explica a moral da história ao fim do conto nos seguintes termos:

No conto de Charles Perrault Chapeuzinho termina devorada, juntamente com a sua avó.

No conto de Charles Perrault Chapeuzinho termina devorada, juntamente com a sua avó.

A partir desta história as pessoas podem aprender que as crianças, especialmente moças jovens, bonitas, corteses e bem-educadas, não devem se deixar enganar e ouvir estranhos. Por que dessa forma, muitos lobos já “arranjaram” o seu “jantar”. Eu chamo de Lobo, todos os seres que não são do mesmo tipo do lobo da história, há um outro tipo de lobo, com uma disposição receptiva, sem rosnado, sem ódio, sem raiva, mas dócil, prestativo e gentil, seguindo as empregadas jovens nas ruas, até mesmo em suas casas. Segundo o autor, esses lobos gentis seriam as criaturas mais perigosas, uma vez que enganariam fácil as donzelas indefesas.

A Versão Do Despertar Sexual

Outra versão que se conhece a respeito da história de Chapeuzinho Vermelho tem sido visto como uma parábola da maturidade sexual. Nesta interpretação, o manto vermelho simbolizaria o sangue do ciclo menstrual, enfrentando a “floresta escura” da feminilidade, ou mesmo representando a puberdade (com a avó ao fim do caminho simbolizando a idade avançada da mulher). Ou a capa poderia simbolizar o hímen (versões anteriores do conto geralmente não afirmam que o manto é vermelho). Neste caso, o lobo ameaça a virgindade da menina (já que em algumas versões ele pede que ela tire a capa para sentar-se consigo na cama). O lobo antropomórfico simboliza um homem, que poderia ser um amante sedutor, ou predador sexual (o que fica evidente na moral escrita por Perrault). Isso difere da explicação ritual em que a entrada na idade adulta é biológica, não socialmente determinada. Esta conotação sexual é muito forte, porém é velada nos antigos contos medievais.

Chapeuzinho na Cama com o Lobo.

Chapeuzinho na Cama com o Lobo.


 

Cinderela – A Gata Borralheira

A História que conhecemos

cinderelaCinderela é um dos contos de fadas mais populares do mundo. Na versão da Disney, Cinderela vivia com sua madrasta e suas duas meias-irmãs. Elas maltratavam Cinderela fazendo-a limpar, costurar e cozinhar o dia todo. Certo dia, um mensageiro levou um convite especial dizendo que haveria um baile no palácio real! O Rei queria encontrar uma noiva para seu filho. Todas as jovens do reino estavam convidadas, inclusive Cinderela! Presa no sótão, Cinderela encontrou um velho vestido que havia pertencido a sua mãe, mas quando as irmãs viram o vestido de Cinderela, ficaram enciumadas e rasgaram todo o vestido, Cinderela então foi para o Jardim onde começou a chorar, quando de repente sua fada madrinha apareceu, transformou uma abóbora em carruagem e criou um lindo vestido para ela ir ao baile, porém a fada explicou para Cinderela, que o feitiço se encerraria a meia noite e ela voltaria ao normal. No baile o príncipe se encanta por Cinderela e os dois dançam a noite toda, Cinderela então percebe que o relógio havia começado a tocar as 12 badaladas que indicariam a meia noite. E sai correndo apressada, na fuga, Cinderela perde o seu sapatinho de Cristal. O príncipe então, apaixonado, sai em busca de seu amor, levando o sapatinho e fazendo com que todas as mulheres do reino experimentem o sapatinho para que assim ele pudesse encontrar aquela bela moça que havia conhecido. Como já sabemos o sapatinho serve perfeitamente em Cinderela e ela e o príncipe então, se casam e vivem felizes para sempre!

A Verdadeira História que Inspirou o conto

A verdadeira história, até certo ponto, é igual a que já conhecemos. O que muda são alguns pequenos detalhes, que fazem toda a diferença e deixam todo o conto de fadas mais sangrento e muito menos mágico do que a versão que a Disney nos contou e fez com que as garotinhas quisessem se tornar princesas algum dia.

Como vimos antes, tudo começa com a morte da mãe de Cinderela, fazendo seu pai, em busca de uma substituta, se casar novamente. Porém a escolhida é uma mulher , que já possuía duas outras filhas que eram piores ainda. Por este motivo, o  pai de Cinderela morre de desgosto e não demora muito para que a pobre menina vire a escrava da casa, tendo que vestir trapos e morar ao lado do fogão.

Tudo vai mal, até que chega o convite para o baile, (não um baile qualquer, e sim uma festança que duraria três dias), para que o príncipe pudesse escolher a sua noiva e a futura princesa do reino. As irmãs e a madrasta vão ao baile, porém ,  Cinderela não consegue ir, pois não havia conseguido a permissão delas para ir junto.  Bem curiosos. Essa parte é a que todos nós conhecemos. Mas é aqui que a história começa a tomar outro rumo. Triste por não poder ir ao baile, Cinderela vai chorar no cantinho até aparecer a fada madrinha e salvar o dia, certo? Errado!

Cinderela

A verdade é que a pobre jovem, ao se ver sozinha em casa, vai correndo para uma árvore, que ficava ao lado do túmulo de sua mãe  e que segundo a história, a Cinderela mesmo havia plantado,  com um galho qualquer, e que teria regado ela com as suas lágrimas, triste e sem saída,  Cinderela pede ajuda para a árvore que simbolizava a sua mãe. Então, um passarinho, todo caridoso, aparece com um vestido magnífico de ouro e prata. O que nos leva a pensar: será que aquele passarinho teria criado magicamente o vestido, assim com a fada madrinha? Não sabemos, mas existem boatos de que ele teria roubado o vestido de outra donzela para que Cinderela pudesse vestir.

Então, com o lindo vestido, Cinderela enfim vai ao baile, a pé mesmo, porque o passarinho não era mágico, então a carruagem feita de abóbora nesse caso não teria existido.  Como a festa duraria três dias, Cinderela fugia todas as noites do príncipe, voltando cedo pra casa, para esconder o vestido na árvore e não ser pega pela madrasta e pelas irmãs. Porém, na terceira noite, quando a jovem tenta fugir novamente, as coisas não saem como o planejado. O príncipe, nada bobo, manda seus empregados passar piche na escadaria e o sapatinho (que, pasmem, era de ouro, e não de cristal), fica grudado. Sem escolha, Cinderela volta para casa descalça de um pé, toda esculachada.

As coisas seguem seu rumo e o lacaio do príncipe vai atrás da misteriosa donzela da festa com apenas um sapatinho em mãos. Até que ele chega no casarão da madrasta e começa a experimentar os sapatinhos nas filhas da madrasta. É ai que a história fica tensa! Para o sapatinho caber no pé de sua primeira filha, a madrasta de Cinderela dá uma faca pra filha e ordena que ela corte o dedão do pé. E assim a sua filha número um, faz o que a madrasta mandou e corta o seu dedo fora!

Para que o sapatinho pudesse caber em seu pé, a primeira irmã de Cinderela corta o próprio dedo do pé.

Para que o sapatinho pudesse caber em seu pé, a primeira irmã de Cinderela corta o próprio dedo do pé.

A moça então engole o choro e experimenta o sapatinho, que cabe perfeitamente. Assim a primeira filha segue com o lacaio para ver o príncipe, que aguardava por sua princesa do lado de fora. Eles vão em direção ao castelo quando, no caminho, passam pela árvore de Cinderela.
Em um dos troncos das árvore, duas pombinhas amigas de Cinderela, denunciam a impostora com um belo versinho:

sapatinho-de-cristal-sangue

O principe então volta para mansão da madrasta, onde encontra a segunda irmã, que desesperada para ir junto do principe e incentivada pela sua própria mãe, arranca um pedaço do próprio calcanhar para que o sapatinho pudesse servir.  Novamente, as pombinhas mostram a verdade ao príncipe e na terceira tentativa, ao testar o calçado no pé da empregada,  o príncipe enfim, encontra Cinderela, o seu verdadeiro amor.

A segunda irmã de Cinderela cortou o próprio calcanhar para que o sapatinho pudesse servir.

A segunda irmã de Cinderela cortou o próprio calcanhar para que o sapatinho pudesse servir.

Assim, tudo termina bem para Cinderela. Mas, não para suas irmãs, que durante a festa de casamento, quando as duas irmãs aparecem tentando fazer as pazes e tentam se aproveitar da fortuna da princesa, as pombinhas justiceiras entram em ação novamente e furam os olhos das duas irmãs, que vivem como mendigas cegas pelo resto de suas vidas. Que final sinistro, não é mesmo?

A que ponto chega a maldade de uma pessoa para conseguir alcançar os seus objetivos não é mesmo? A Ganância e a busca pela riqueza muitas vezes deixa as pessoas cruéis e sem coração e é isto que a história mostra.

Outra coisa interessante, é que o nome original do conto não é “Cinderela”, e sim “A Gata Borralheira”. Essa denominação vem de Cucendron, termo que utilizavam para chamar a moça, que, em tradução livre do francês, significa “pôr a bunda no borralho, nas cinzas”, um sinal de humilhação e dor na antiguidade. Para você ver como Cinderela era humilhada a todo instante.

cinderela

E para finalizar, um outro fato curioso é que algumas versões do conto falam que o pai de Cinderela chegou a pensar em casar com ela, já que ela parecia muito com sua antiga esposa, por quem ele era muito apaixonado.  Um pai se casando com a própria filha, loucura não?


Os Três Porquinhos

A História que conhecemos

 tres-porquinhosNa história que conhecemos os três porquinhos resolveram morar sozinhos, cada um deles construiu a sua própria casa, o porquinho mais novo, que só pensava em brincar, fez a sua casa usando palha. O porquinho do meio, ansioso para brincar com o mais novo, juntou uns paus e depressa construiu uma casa de madeira. O porquinho mais velho, que era o mais ajuizado, seguiu os conselhos que sua mãe havia dado e construiu sua casinha de tijolos, pois assim, teria a casa mais resistente. Não demorou muito para que o lobo descobrisse e fosse atrás dos porquinhos.   Muito forte, o lobo, assoprou as duas primeiras casas, destruindo elas por completo. Assim os dois primeiros porquinhos correram para a terceira casa de concreto, onde o lobo, assopra, assopra, mas como a casa era feita de concreto, o lobo não consegue derrubar a terceira casinha. Então, ele resolve entrar na casa pela chaminé, mas o terceiro porquinho, mais esperto ainda. Pegou um caldeirão com água fervendo, colocou embaixo da chaminé e esperou o lobo entrar. Quando o lobo conseguiu entrar pela chaminé ele caiu bem em cima do caldeirão, queimou o rabo e fugiu correndo pela floresta e nunca mais ouviram falar dele.

A Verdadeira História que Inspirou o conto

A história original do conto dos três porquinhos não é muito diferente das que vocês conhecem, só que ao invés de soprar as três casinhas, ele faz isso apenas nas duas primeiras, mas, na versão verdadeira os dois primeiros porquinhos não escapam e são engolidos e devorados pelo lobo. Até que ele chega no terceiro e último porquinho, o qual o lobo tenta de todas as formas entrar na casa, tentando seduzir o porco com várias guloseimas, maçãs e até um passeio na feira. O terceiro porquinho que era muito esperto, disse que não precisava disso, pois não queria incomodar o lobo, chateado, o lobo pensou m

O terceiro porquinho, mais esperto, arma uma armadilha para o lobo, que vira jantar!

O terceiro porquinho, mais esperto, arma uma armadilha para o lobo, que vira jantar!

uito, até que avistou uma escada encostada na parede da casa do porco, e resolveu subir para entrar pela chaminé.

O lobo não imaginava o que poderia acontecer, mas quando pulou dentro da casa, caiu em uma panela, que o porco tinha colocado para ferver no fogo, assim, assim, o lobo morreu queimado. O porquinho aproveitou e fez o lobo de jantar! É isso mesmo pessoal, o porquinho comeu o lobo juntamente com os seus dois irmãozinhos que ainda estavam na barriga do lobo.

 

A moral da história era não ceder à tentação, crescer e ser inteligente, ou morrer.


 

A Bela e a Fera

A História que conhecemos

bela-e-a-feraA história que todos nós conhecemos fala a respeito de uma pequena aldeia da França, onde vive Bela, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelos moradores da região, Bela morava junto com o seu pai, Maurice, que era um velho inventor considerado louco por muitos.  Bela era cortejada por Gaston, que queria se casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do vilarejo acharem Gaston um homem bonito, Bela não o suportava ele, pois via nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Bela vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo abandonado, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade era um príncipe que teria sido amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Bela sente que algo aconteceu ao seu pai vai, ela logo decide ir atrás dele e então sai a sua procura. Ela chega ao castelo, encontra seu pai aprisionado e pede para que a Fera liberte o seu pai, a fera então propõe um acordo dizendo que só libertaria o pai de Bela, caso ela ficasse ali morando com ele, para sempre. Sem saída, Bela resolve ficar e se junto aos outros moradores do Castelo, objetos falantes que viviam junto com a fera. No fim da história Bela se apaixona pela Fera e quebra o feitiço, que só poderia ser quebrado caso a Fera amasse alguma pessoa e essa pessoa retribuísse este amor. Tudo isso antes que a última pétala de um rosa encantada caísse. Após o feitiço ser quebrado, Fera se transforma em um lindo príncipe e eles vivem felizes para sempre!

fera

A Verdadeira História que Inspirou o conto

bela e a feraAs primeiras passagens escritas do conto “A Bela e a Fera” foram feitas durante a Idade Média, entre os séculos XVI e XVII, mas foi apenas no século seguinte que o conto foi oficialmente publicado, pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Gallon de Villeneuve, logo em seguida outros autores, como o italiano Gianfranceso Straparola e pelo também francês Charles Perrault, também contribuíram com suas versões.

As versões pioneiras vieram da tradição oral, que retratava a história entre uma linda jovem e uma Fera, cuja sua aparência seria o resultado de uma terrível maldição. E é aí que a história se complica. Fera teria sido amaldiçoado por ter seduzido uma pequena órfã. Ou seja, Fera, que era um homem comum, teria sido amaldiçoado por ter cometido atos de pedofilia e por isso, seria obrigado a viver o resto de sua vida no corpo de uma monstro horrendo. A maldição da pedofilia só é quebrada graças ao amor e ao perdão de uma linda jovem chamada Bela. Quando isso acontece, a Fera volta a ser um homem.

 

fera-comendo-belaEm uma outra versão mais antiga, Bela tem algo em comum com Cinderela: duas irmãs malvadas e invejosas. A trama original continua: após conquistar o amor da Fera, as irmãs malvada de Bela tentam reter Bela fora de sua casa durante muito tempo. A ideia era irritar o Fera,  o que funcionou e acabou fazendo com que Fera devorasse a sua amada no instante em que ela retorna ao castelo.

Apesar do conto ser antigo, o conto ainda passa uma mensagem que muitas pessoas admiram: o amor não é feito apenas da beleza exterior, mas também pelo amor intrínseco, como a personalidade e o caráter das pessoas.


A Bela Adormecida

A História que conhecemos

bela-adormecida-disneyA história que conhecemos começa durante a comemoração do nascimento da bela Princesa Aurora, quando três fadas madrinhas chegam para oferecer os seus presentes para a menina. Flora lhe ofereceu o dom da beleza, Fauna concedeu o dom do canto e, momentos antes que Primavera lhe desse seu presente, a malvada bruxa Malévola apareceu e lançou um terrível feitiço sobre Aurora: O feitiço dizia que quando ela completasse 16 anos, ela furaria o dedo e cairia em um sono eterno. Porém, a fada Primavera, muito boa e amiga, logo descobre um jeito de quebrar o feitiço: Para que o feitiço seja quebrado e a bela princesa acorde, ela deverá receber um beijo de seu amor verdadeiro. E assim, no fim da história o valente príncipe Felipe aparece e beija a princesa. Sendo assim Aurora acorda de seu sono profundo, casa-se com o príncipe e os dois vivem felizes para sempre!

A Verdadeira História que Inspirou o conto

A história verdadeira por trás da Bela Adormecida é muito mais sinistra e pesada do que a que conhecemos! O Conto da Bela Adormecida original tem certo toque sexual, pois a donzela não é acordada com um simples beijo. Confira a história a seguir.

bela-adormecida-espetndo-dedoEra uma vez, uma rainha que teve uma filha linda, o rei convidou todas as fadas do reino para o batismo, mas infelizmente se esqueceu de uma, a mais velha delas, pois tinha apenas 12 pratos de ouro, e haviam treze fadas no total. Mesmo não sendo convidada, a fada esquecida, já velha e que também era uma bruxa, foi ao batismo, interrompendo a cerimônia com um furacão, aborrecida por não ser convidada a fada má jogou uma maldição na linda criança:


No dia em que completar 16 anos, a sua linda filha espetará o dedo no fuso de uma roca de fiar e morrerá.

E assim, a bruxa desapareceu como fumaça. Sabendo disso, o rei proibiu a fiação em todo reino, para que assim sua filha pudesse crescer e viver em paz. Mas quando completou 16 anos, a princesa descobriu uma sala secreta, onde uma velha estava a fiar, e curiosa, ela mexeu na roda de tear e assim, espetou o seu dedo,  fazendo com que uma pequena farpa de madeira ficasse presa dentro de sua unha.

O Príncipe, na realidade não é tão legal assim com a Bela Adormecida, confira abaixo.

O Príncipe, na realidade não é tão legal assim com a Bela Adormecida, confira abaixo.

Chega a parte que foi censurada através dos anos pelo teor sexual, pois adormecida, a bela é estuprada ainda dormindo, por um príncipe que a engravida de gêmeos, depois de nove meses, ainda adormecida, dá a luz aos bebês que a procura de comida, se arrastam para mamar, mas um dos bebês começa a chupar acidentalmente, os dedos da princesa até que suga a lasca de madeira de dentro do dedo da adormecida, e assim se quebra a maldição, e o bebê morre engasgado e a menina acorda.

Moral original da historia: As crianças não são apenas parasitas, elas podem também podem nos ajudar, mas é impossível impedir o despertar sexual delas. 


A Pequena Sereia

A História que conhecemos

pequena-sereiaAriel é a filha caçula do Rei Tritão, comandante dos sete mares, que está insatisfeita com sua vida. Ela deseja caminhar entre os humanos para conhecê-los melhor, mas sempre é proibida por seu pai, que considera os humanos como sendo “bárbaros comedores de peixe”. Até que ela se apaixona por um jovem príncipe e, no intuito de conhecê-lo, resolve firmar um pacto com Úrsula, a bruxa do reino, que faz com que ela ganhe pernas e se torne uma verdadeira humana. Porém, Úrsula também tem seus planos e eles incluem a conquista do reino de Tritão. E impõem um desafio A Ariel, conquistar um beijo verdadeiro de seu amado em três dias, ou ela voltaria a ser sereia. A vilã Ursula trapaceia, finge ser Ariel e dificulta a tarefa. Ariel então volta a ser sereia, mas com a ajuda de seu pai, torna-se humana novamente e se casa com o príncipe.

A Verdadeira História que Inspirou o conto
Hans Christian Andersen, autor da primeira versão de Pequena Sereia.


Hans Christian Andersen, autor da primeira versão de Pequena Sereia.

O conto que foi popularizado pela Disney é na verdade, uma adaptação infantil com final feliz, do conto original do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

No reino sub-aquático, se passa a historia de uma sereia que vive com o seu pai, um rei tritão, sua avó e suas cinco irmãs mais velhas, cada uma um ano mais velha. Na medida em que iriam completando 15 anos, as sereias poderiam subir até a superfície.
Caçula, a pequena sereia estava muito curiosa para saber como era a superfície, e chegando sua vez, ela avistou um barco, mas uma tempestade aparece e destrói o barco, Ariel consegue salvar um príncipe que lá estava, e o leva inconsciente para a costa, onde o deixa são e salvo. Porém outra jovem o encontra e o salva e ele se apaixona perdidamente.

A sereia então pergunta a sua avó a diferença entre humanos e sereias, tendo como resposta obvia as caudas de peixe, e, além disso, ela explica que a vida dos humanos é muito mais curta, mas quando uma sereia morre se transforma em espuma do mar, já os humanos tem alma eterna, que, mesmo depois de terem morrido, as almas ainda continuam vivas.
pequena-sereia-mortaA Pequena Sereia deseja uma alma eterna e o amor do príncipe, vai até a Bruxa do Mar, que lhe oferece uma poção, em troca da sua bela voz de sereia. A Bruxa do Mar avisa-a que, uma vez que ela se torne humana, nunca mais poderá voltar ao mar e que ao beber a poção ela irá sentir como se uma espada fosse enfiada no corpo, mas quando se recuperar iria ter um par de pernas capazes de dançar como nenhum outro humano. No entanto, ela iria sentir constantemente como se estivesse a andar em facas afiadíssimas, e os seus pés iriam sangrar terrivelmente. Além disso, ela iria apenas conseguir uma alma se encontrar o beijo do amor verdadeiro e se o príncipe também a amasse e casasse com ela. Se não, na primeira madrugada do casamento do príncipe com outra mulher, a Pequena Sereia morrerá com o coração despedaçado e transformando-se em espuma de mar.

A Pequena Sereia bebe a poção e encontra-se com o príncipe, que se sente atraído pela sua beleza e graça, mesmo sendo muda. Sabendo que o príncipe adora vê-la dançar, ela dança mesmo sentindo a sua dor agonizante. Quando o pai do príncipe o ordena casar com a filha o Rei vizinho, o príncipe diz à Pequena Sereia que não o irá casar-se, pois este está apaixonado pela jovem do templo, acreditando ele que foi esta quem o salvou. Verifica-se mais tarde que a princesa é a jovem do templo, que foi mandada para lá a fim de ser educada. Com isto, o casamento entre os dois é anunciado.

pequena-sereia-espuma-do-marEles casam-se, deixando a Sereia de coração partido. Ela se desespera, desiste de tudo e acredita que apenas a morte seja sua escapatória, mas antes da madrugada, as suas irmãs aparecem com uma faca de prata que a Bruxa do Mar lhes deu em troca dos seus longos cabelos. Se a Pequena Sereia esfaquear o príncipe com a faca e deixar o sangue dele pingar sob os seus pés, ela iria voltar a ser uma sereia e o seu sofrimento iria acabar.

A Pequena Sereia não tem coragem de matar o príncipe enquanto ele dorme deitado com sua esposa e, ao chegar à madrugada, ela atira-se no mar. O seu corpo transforma-se em espuma, mas em vez de desaparecer, ela sente o calor do sol; ela tinha-se tornado num espírito, uma filha do ar. Os outros espíritos contam-lhe que ela se tornou num devido ao seu esforço e dedicação ao tentar ter uma alma eterna.


 

Branca de Neves e os Sete Anões

A História que conhecemos

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A história que conhecemos nos conta que em um reino havia uma rainha muito má e muito bela, que resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua própria enteada, Branca de Neve, por ela ter nascido a menina mais linda de todo o reino. Sendo assim a rainha má ordena que um caçador mate a jovem. Mas, o carrasco que deveria assassiná-la a deixa partir e, durante sua fuga pela floresta, ela encontra uma pequena cabana com sete anões, que trabalham em uma mina de pedras preciosas e passam a ser amigos da garota e a protegê-la. Algum tempo depois, quando a madrasta descobre que Branca de Neve continua viva, a Bruxa Má disfarça-se e vai atrás da moça com uma maçã envenenada, que faz com que Branca de Neve caia em um sono profundo. A maldição da maçã envenenada só  termina quando Branca de Neve recebe o beijo de seu amor verdadeiro, o que faz com que ela desperte de seu sono profundo, junte-se ao príncipe encantado e viva feliz para sempre.

A Verdadeira História que Inspirou o conto
Imortalizada pela Disney, o conto da Branca de Neve veio tradicionalmente do folclore alemão, sendo escrito e adaptado pelos Irmãos Grimm. Nesta história a rainha má manda o caçador assassinar a Branca de Neve, assim com a versão que já conhecemos, para provar que o caçador tenha feito o seu trabalho, a rainha má pede para que ele mate a Branca de Neve e traga o seu coração, pulmões e fígado. Porém assim como na história da Disney. o caçador fica com dó de Branca de Neve e a deixa fugir. O caçador então volta para o castelo da rainha, levando o coração, pulmões e fígado de um animal silvestre, enganando assim a rainha. A madrasta de Branca de Neve então come o coração, pulmões e fígado que supostamente eram da garota, pois ela acreditava que comendo os órgãos da princesa, ela iria desenvolver as características físicas dela e se tornar a mais bela do reino. Porém, ao consultar o seu espelho mágico e fazer a famosa pergunta: Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? A rainha má recebe como resposta: Sim, Branca de Neve. E descobre que o caçador havia mentido e Branca de Neve estaria viva na verdade.
branca-de-neves-mortaSendo assim, a rainha descobre que Branca de Neve se encontra na casa dos sete anões e tenta engá-la 3 vezes, sendo que nas duas primeiras os anões conseguem proteger a Branca de Neve e evitar que ela caia no golpe da malvada bruxa, porém, na terceira tentativa, a rainha má se disfarça de velha e envenena a pobre menina com a maça amaldiçoada.
Quando os anões chegam em casa, todos pensam que a Branca de Neve havia morrido, e a colocam em um caixão de vidro, até que um príncipe chega, e tenta beijá-la, mas nada adianta, então desesperado ele golpeia Branca de Neve, várias vezes, até que a maçã que esta entalada em sua garganta é cuspida, e assim ela consegue acordar e se casar com o príncipe.

Em outras versões da historia, a rainha não é uma condessa ou uma madrasta, mas originalmente ela é a mãe biológica da Branca de Neve, que no final tem uma punição macabra, ela é forçada a dançar com um par de sapatos de metal, aquecidos em um forno na brasa. Os sapatos são colocados nos pés da rainha, que dança com tais sapatos de fogo até que caia morta no chão.

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Moral da historia original: O narcisismo é uma coisa ruim, e a iconografia religiosa da maçã envenenada é difícil de ignorar, pois ela representa o conhecimento proibido e crescimento intelectual, atingir a fase adulta física não significa que esteja preparado emocionalmente para isso.


João e Maria

A História que conhecemos

a-verdadeira-história-de-joao-e-mariaNa história em que conhecemos, João e Maria são dois irmãos, filhos de um pobre lenhador, que em acordo com a esposa, decide largá-los na floresta porque a família não teria mais condições de mantê-los. No caminho pela floresta João e Maria espalham migalhas de pão para marcar o seu caminho e não se perderem. As migalhas, que é o detalhe mais conhecido e característico da obra, acabam sendo comidas pelos pássaros e com isso João e Maria acabam perdidos na floresta.
joao e mariaNa tentativa de encontrar o caminho de volta, as crianças encontram uma casa feita de doces e, famintas, começam a comer as guloseimas. São então recolhidos pela dona da casa que se revela uma bruxa. Ela planejava engordar as crianças para depois comer de sua carne. Enquanto João se alimentava e aos poucos engordava, Maria trabalhava na casa para depois ser a próxima.
Porém, espertas, as crianças descobrem o plano da bruxa e a enganam jogando-a dentro do próprio forno. Assim, livres, João e Maria são encontrados pelo pai arrependido e voltam para casa levando consigo provisões suficientes para o resto de suas vidas.

 

A Verdadeira História que Inspirou o conto

buffyjoao mariaOriginalmente, a historia não tinha bruxa, e sim um casal de demônios vermelhos que atraiam as crianças para sua moradia a fim de escravizá-las e depois devorar as mesmas. Na versão dos demônios, eles conseguem apenas matar a demônia, utilizando um cavalete de madeira, cortando-lhe o pescoço e fugindo enquanto o outro demônio não está os vendo, mas depois a indícios que ele os perseguiu ate a casa e os matou fazendo um ritual perverso.

A historia de Hansel e Gretel foi reaproveitada na serie Buffy – A Caça-Vampiros, quando corpos de crianças com estranhas marcas de ritual são encontradas no cemitério de Sunnydale, mas trata-se de um demônio que toma a forma de Hansel e Gretel, que foram mortos, mas voltam de 50 a 50 anos para punir as Bruxas e incitar a discórdia de pequenas comunidades.


Conclusão Ser Curioso

Como vimos as histórias e contos de fadas vieram sendo adaptadas e amenizadas durante os anos, hoje em dia, com a fama adquirida e pelas adaptações em desenhos e peças infantis, os contos de fadas viraram sinônimos de obras infantis onde todos vivem felizes no final. Como vimos, as obras reais, não eram bem assim, o que na minha opinião deixavam as histórias bem mais interessantes. Algumas delas mereciam uma readaptação nos cinemas de hoje, em sua versão original, vocês não acham?


REFERÊNCIAS

http://misteriosfantasticos.blogspot.com.br/p/contos-de-fada-originais.html

http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-112347/

http://on.ig.com.br/palavra/2015-03-26/mutilacao-estupro-e-canibalismo-as-versoes-originais-dos-contos-de-fada.html

http://www.obaoba.com.br/variedades/noticia/descubra-a-verdade-bizarra-por-tras-dos-contos-de-fada

http://www.huffpostbrasil.com/2016/09/26/disney-historias-reais_n_12194434.html

http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=1057&idC=17101#

http://pt-br.disneyprincesas.wikia.com/wiki/Rapunzel