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Vocês já ouviram falar no Caso Roswell, ou Incidente em Roswell? Esse caso é sem dúvida, um dos casos mais famosos da ufologia mundial e foi um dos casos que ajudaram a disseminar a ufologia pelo mundo. O curioso caso diz respeito a uma série de acontecimentos ocorridos em julho de 1947 na localidade de Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, onde, segundo teóricos da conspiração, um objeto voador não identificado (ou OVNI) teria caído. Nesta incrível matéria nós iremos mostrar tudo o que aconteceu naquele dia, o post está recheado de fatos, fotos e vídeos deste misterioso caso, então tenha uma ótima leitura e não deixe de compartilhar esse post com seus amigos.

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Introdução ao Caso Roswell

O Caso Roswell é sem dúvida, um dos casos mais famosos da ufologia mundial e foi um dos casos que ajudaram a disseminar a ufologia pelo mundo. O curioso caso diz respeito a uma série de acontecimentos ocorridos em julho de 1947 na localidade de Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, onde, segundo teóricos da conspiração, um objeto voador não identificado (ou OVNI) teria caído e o mais incrível a respeito do caso é que juntamente com a suposta nave, no local teria sido encontrado diversos corpos alienígenas e esses corpos supostamente teriam sido levados para estudo na famosa Área 51A versão oficial do governo porem, relata que na realidade um balão de vigilância da Força Aérea dos Estados Unidos teria caído em um rancho na cidade de Roswell, mas muitas das testemunhas alegam que na verdade o que teria caído do céu naquele dia seria uma nave alienígena. Depois de esta história explodir na mídia e se disseminar por todo o mundo, os militares continuaram alegando e desmentindo o fato, tratando o caso oficialmente como a queda de um balão meteorológico. Mesmo com o estranho acontecimento, o interesse sobre o caso foi pouco até os anos 70, quando ufólogos começaram a formar variadas teorias da conspiração, afirmando que uma ou mais naves extraterrestres haviam colidido com a superfície terrestre, e que os tripulantes alienígenas haviam sido capturados por militares e que estes haviam escondido todas as informações e todos os fatos que realmente haviam acontecido ali. Nos anos 90, as forças armadas norte-americanas publicaram diversos relatórios divulgando a verdadeira natureza do balão, que segundo eles pertenciam a um projeto chamado Projeto Mogul. Mesmo assim, o incidente de Roswell continua muito controverso e é um dos casos de maior interesse da mídia popular, envolvendo a criação de diversas teorias da conspiração em torno deste caso. Roswell já foi chamado de “o caso mais conhecido, mais investigado e o mais desmascarado envolvendo OVNIs”. E para destrinchar esse assunto por completo nós iremos falar tudo sobre este famoso caso nesta incrível matéria.

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O Incidente

No dia 8 de julho de 1947, na cidade de Roswell, Novo México, o jornal Roswell Daily Record publicou em primeira página a notícia de que o 509.º Grupo de Bombardeiros da então Força Aérea do Exército dos EUA havia tomado posse dos destroços de um disco voador. A notícia causou um enorme rebuliço na cidade, porém, no dia seguinte o jornal desmentiu a história, afirmando que os restos eram apenas de um balão meteorológico.

Os destroços haviam sido encontrados originalmente por um fazendeiro chamado William “Mac” Brazel, que deu uma entrevista ao jornal local contando como o objeto teria sido encontrado. Ele disse que no dia 2 de julho, enquanto andava a cavalo com o seu filho Vernon, de 8 anos, deparou-se, a cerca de doze quilômetros do rancho em que vivia, com uma série de estranhos destroços. Acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos, o homem não deu importância para o material de início e voltou para casa normalmente. Dois dias depois, no feriado de 4 de julho, o fazendeiro resolver ir ao local para retirar o material que ele havia encontrado, ele então retornou ao local, juntamente com a sua mulher e o seu outro filho Victor, de 14 anos. Nesse mesmo dia, ele contou a sua história para alguns vizinhos, falando sobre os destroços que ele havia encontrando, os vizinhos então lhe informaram que alguns jornais estavam oferecendo até três mil dólares por uma prova dos chamados “discos voadores”, assunto que estava causando furor na imprensa devido às declarações do piloto Kenneth Arnold feitas um mês antes. Arnold relatou que, ao sobrevoar o Oregon, avistou o que seriam aeronaves voando em formação, e descreveu o seu movimento como o de pedras ou discos deslizando na superfície de um lago. A imprensa logo cunhou o tal termo “disco voador”, excitando as imaginações, o que estimulou quase mil relatos de avistamentos de naves extraterrestres nas semanas seguintes. Os estudiosos acreditam que o que Arnold viu foi, na verdade, pássaros migrando. Será que um piloto experiente como Arnold não saberia diferenciar alguns pássaros de uma suposta nave alienígena?

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William Mac Brazel foi a primeiro pessoa a chegar ao local, e guiou as autoridades até o lugar onde teria ocorrido a queda do OVINI.

Incentivado pelos vizinhos, no dia 7 de julho de 1947, Brazel dirigiu-se até a delegacia do xerife George Wilcox, no condado de Chavez, informando-o de que teria talvez encontrado os restos de um disco voador. O xerife telefonou para a base aérea de Roswell, que enviou o major Billyard Ray Cyrus, do 509.º Grupo de Bombardeiros, juntamente com o capitão Sheridan Cavitt, para analisarem os destroços. O major recolheu o material e transportou-o para a base de Fort Worth. Enquanto isso a história espalhou-se, dando origem à manchete do “Roswell Daily Record” do dia 8, causando o enorme reboliço na região. Como já vimos anteriormente, no dia seguinte, o exército norte-americano tratou de desmentir a versão do disco voador, afirmando que os destroços encontrados eram na verdade de um balão meteorológico.

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A Manchete do jornal local “Roswell Daily Record” afirmava que os militares haviam capturado um disco voador em um rancho na região de Roswell.

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O Crescente interesse ao redor do Caso Roswell (1978–1994)

A história ao redor da queda do disco ficou esquecida até 1978, quando o físico nuclear Stanton Terry Friedman ouviu falar de Jesse Marcel Jr., sobre quem pairavam rumores de já ter tocado um disco voador. Friedman então decidiu procurá-lo para entender melhor estes rumores. Inicialmente as informações de Marcel eram escassas demais para serem de alguma utilidade a Friedman, mas aos poucos ele e outros pesquisadores foram obtendo mais informações e descobrindo outras testemunhas. Enquanto isso, Friedman conseguiu que uma entrevista com Marcel fosse publicada no tabloide National Enquirer, onde Marcel afirmava que nunca tinha visto nada como o material encontrado em Roswell e que ele acreditava que aquele material possuía uma origem extraterrestre. Assim, o assunto Roswell voltou às manchetes e Marcel virou uma celebridade no mundo da ovniologia.

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Jesse Marcel analisa os destroços da suposta nave espacial que teria caído em Roswell.

Baseando-se em relatos de diversas testemunhas descobertas a partir da reviravolta em torno do Caso Roswell às manchetes, pesquisadores publicaram os primeiros livros defendendo a tese de que os destroços encontrados em 1947 eram de uma nave alienígena. São exemplos The Roswell Incident (1980), de Charles Berlitz e William Moore; UFO crash at Roswell (1991) e The truth about the UFO crash at Roswell (1994), de Kevin Randle e Donald Schmitt e Crash at Corona, de Don Berliner e Stanton Terry Friedman (1997).

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Baseado em diversos relatos de testemunhas pesquisadores publicaram os primeiros livros defendendo a tese de que os destroços encontrados em 1947 eram de uma nave alienígena.

Ainda que divergissem em alguns detalhes, as teorias apresentadas nesses livros seguiam a mesma lógica básica. Os destroços encontrados em Roswell seriam de uma nave alienígena que, por algum motivo desconhecido, teria se acidentado. Ao identificarem os destroços, os militares americanos teriam iniciado uma campanha de desinformação para acobertar a verdadeira origem do material, apresentando a versão oficial de que seriam restos de um balão meteorológico. O material teria sido, na verdade, encaminhado para análise em instalações secretas de pesquisa em locais bem escondidos do público. Variações encontradas nas teorias incluem os locais onde teriam sido encontrados destroços, o número de naves que teriam se acidentado, a quantidade de destroços encontrados, a existência ou não de corpos de alienígenas e seu número, bem como a descrição dos materiais.

Esta Imagem mostra o objeto que teria caído em Roswell, como podemos perceber parece realmente com um disco voador que conhecemos.

Esta imagem mostra o objeto que teria supostamente caído em Roswell, como podemos perceber parece realmente com um disco voador que conhecemos.

Stanton Friedman publicou mais tarde, no livro Top Secret/Majic, o que seriam evidências documentais da existência de um grupo governamental clandestino dedicado exclusivamente a acobertar o incidente de Roswell. Este grupo, constituído por doze pessoas e chamado de “Majestic 12”, coordenaria todos os estudos secretos sobre os destroços e os corpos de alienígenas recuperados. Infelizmente para Friedman, investigações do FBI e uma análise independente de Joe Nickell, proeminente investigador cético de fenômenos paranormais, provaram que os documentos são completamente falsos. Uma das maiores evidências disso é que foi encontrada uma carta original do Presidente Harry Truman, de 1 de outubro de 1947, cuja assinatura foi fotocopiada e reproduzida pelo(s) falsário(s) nos documentos MJ-12. Mas vamos ver mais a respeito deste “comitê” abaixo:

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Stanton Friedman publicou no livro Top Secret/Majic, o que seriam evidências documentais da existência de um grupo governamental clandestino dedicado exclusivamente a acobertar o incidente de Roswell, esse grupo se chamava “MAJESTIC 12”.

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O grupo Majestic 12, Os Doze Majestososos

Os 12 Majestosos ou Majestic 12 (às vezes escrito simplesmente como MJ-12 ou MJ-XII) é um nome código de um suposto comitê que englobaria cientistas de alto nível, líderes militares e altos funcionários do governo norte-americano, criado supostamente em 1947 e dirigido pelo então presidente dos Estados Unidos Harry S. Truman.

O grupo teria por finalidade investigar a atividade dos objetos voadores não identificados (OVNIs) no chamado “Caso Roswell”, onde supostamente uma nave espacial alienígena teria caído próximo a localidade de Roswell, no Novo México-EUA, em Julho de 1947. Este alegado comitê seria responsável pela divulgação de diversas teorias, cuja finalidade seria a ocultação de diversos acontecimentos decorrentes da ação dos OVNIs.

O Comitê chamado Majestic 12 tinha a finalidade de investigar a atividade de objetos voadores não identificados no famoso incidente de Roswell.

O Comitê chamado Majestic 12 tinha a finalidade de investigar a atividade de objetos voadores não identificados no famoso incidente de Roswell.

Os seus membros originais seriam: Alm. Roscoe H. Hillenkoetter, Dr. Vannevar Bush, James Forrestal, Gen. Nathan Twining, Gen. Hoyt Vandenberg, Gen. Robert M. Montague, Dr. Jerome Hunsaker, Rear Adm. Sidney Souers, Gordon Gray, Dr. Donald Menzel, Dr. Detlev Bronk e Dr. Lloyd Berkner. De acordo com outras fontes, alguns cientistas famosos, como é o caso de Albert Einstein, também estavam envolvidos no MJ-12.

Mas de onde surgiu a teoria a respeito da criação deste comitê? Alguns documentos fornecidos por um ufólogo mencionam um grupo governamental secreto que supostamente estaria relacionado com a aparição de discos voadores. Porém estes documentos seriam realmente verdadeiros? Em dezembro de 1984, Jaime Shandera, produtor de cinema em Hollywood e ufólogo, recebeu por correio um pacote contendo apenas um rolo de filme preto e branco de 35 mm ainda não revelado. O pacote não vinha acompanhado de nenhuma carta e tampouco de remetente. Apenas o carimbo dos selos dava uma pista sobre sua origem: Novo México. Ao revelar o filme, viu que ele continha negativos do que parecia ser um relatório, de 18 de novembro de 1952, este relatório supostamente teria sido enviado para o presidente eleito Dwight D. Eisenhower. Na primeira página havia uma advertência:

“Este é um documento ALTAMENTE SECRETO – APENAS PARA LEITURA, que contem informação classificada e essencial para a segurança nacional dos Estados Unidos“.

Na Segunda página, havia uma lista de doze influentes cientistas, chefes militares e conselheiros de informação dos EUA. Até a terceira página não se percebia com clareza o tema do documento: A descoberta de um disco voador acidentado e de corpos de extraterrestres próximos de Roswell, Novo México, em julho de 1947. A última página do documento era um memorando do presidente Harry Truman dirigido ao ministro de Defesa, James Forrestal, datado de 24 de setembro de 1947. Nele, Truman dava instruções a Forrestal para que colocasse em andamento a “Operação Majestic-12”, mas sem dar nenhum indício do que ela  poderia se tratar.

Sozinho, este memorando não fazia sentido. Porém, ao ser lido juntamente com o relatório de 1952, a história parecia ser clara: em julho de 1947, uma “nave aérea em forma de disco” se estilhaçou perto de Roswell e os militares acharam “entidades biológicas extraterrestres”. Quando o presidente Truman foi informado do acidente, autorizou o ministro de Defesa a formar um comitê que tratasse do caso  e assim foi criado a operação e o grupo Majestic-12.

Em 1952, quando Eisenhower foi eleito presidente, foi levada a seu conhecimento, a operação Majestic-12. O relatório continha uma lista dos doze membros do comitê e uma descrição dos detalhes do acidente. O parágrafo final insistia na necessidade de “evitar, a qualquer custo, a propagação do pânico”, e confirma que o governo estaria ocultando a verdade sobre os OVNIs. Porém, a questão é: estes documentos seriam verdadeiros?

Em 1980, durante sua pesquisa para um filme sobre OVNIs, o produtor de cinema Jaime Shandera estabeleceu vários contatos no âmbito militar. É possível que algumas destas pessoas com informação privilegiada tivesse passado para ele os documentos do Maiestic-12?

As várias análises demonstraram que o memorando do MJ12 foi impresso sobre papel cebola, muito utilizado pelo governo dos EUA entre 1953 e 1970. Conhecido em ufologia como “documento Cutler-Twining”, este memorando foi encontrado no Arquivo Nacional, depois que Bili Moore recebeu um cartão postal dizendo onde ele estava escondido.

Nesta página do documento são listados os nomes dos 12 membros que compunham o Majestic-12.

Nesta página do documento são listados os nomes dos 12 membros que compunham o Majestic-12.

 

Nesta outra página podemos ver um pouco do fato ocorrido naquele dia, os militares descrevem todo o trajeto, desde quando avistaram 9 discos voadores, até o momento em que um deles caiu no Novo México.

Nesta outra página podemos ver um pouco do fato ocorrido naquele dia, os militares descrevam todo o trajeto, desde quando avistaram 9 discos voadores, até o momento em que um deles caiu no Novo México.

Entre os ufólogos, as opiniões se dividem. No campo “pro-Majestic” existem pesquisadores, como o físico nuclear Stanton T Friedman, que dedicou mais de dez anos ao assunto, e os ufólogos Bill Moore e Jaime Shandera. Para aumentar o mistério que rodeia o Majestic-12 (também conhecido como MJ2 ou MAJIC), durante os últimos anos chegaram outros pacotes às caixas de correio dos pesquisadores. O primeiro era um cartão postal enviado a Bill Moore em 1985. Enviado da Nova Zelândia, este documento, aconselhava que ele procurasse nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos alguns fichários recém-arquivados. Moore e Shandera fizeram a busca, e encontraram um memorando que confirmava a existência do MJ12, escrito por Robert Cutler, assessor especial de Eisenhower na Segurança Nacional e dirigido a Nathan Twining, chefe do Estado Maior das Forças Aéreas dos EUA.

Entre 1992 e 1996, outro ufólogo recebeu vários documentos relacionados com o MJ-12, e os mostrou a Friedman. Foi comprovado que os dois documentos eram verdadeiros. O primeiro é uma ordem breve dirigida ao general Nathan Twining (um suposto membro do MJ-12), concernente a suas atividades durante a viagem que fez no mês de julho de 1947 ao Novo México, o local onde supostamente o disco voador havia se acidentado.

O segundo documento é um memorando para o presidente Truman, ditado pelo ministro de Estado George C. Marshall e dirigido ao vice-ministro. Embora não seja mencionado diretamente o MJ-12, o cabeçalho é: “NUJIC EO 092447 MJ-12”. Na época do acidente em Roswell, Eisenhower era o chefe do Estado Maior do Exército. Os críticos dizem que, quando ele foi eleito presidente, já sabia do caso e não teve necessidade de ler nenhum relatório.

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Documento sobre o caso, supostamente assinado pelo Presidente Truman.

 

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Mais uma página documento, esta página fala com todas as letras sobre o MAJESTIC 12 e deixa claro que este grupo realmente tenha existido.

O documento do MJ-12 mais escandaloso foi enviado pelo correio em 1994 a Don Berliner, um veterano ufólogo e escritor científico. O anônimo rolo de filme continha vinte e três páginas de um “Manual de Operações do Grupo Especial Majestic-12”, com data de abril de 1954. Era um detalhado manual de instruções intitulado: “Entidades e Tecnologia Extraterrestres, Recuperação e Destruição”.

Como a maioria dos documentos do MJ12 são reproduções, não é possível analisar nem o papel nem a tinta originais. Porém, existem muitos detalhes objetivos que podem ser comprovados, como as qualificações dos doze membros do comitê, as datas das reuniões e a legitimidade das assinaturas.

Evidentemente, o MJ-12 era um grupo muito seleto: além do ministro de Defesa, Forrestal, havia três diretores do serviço secreto, um general das Forças Aéreas, um general do Exército, o ministro do Exército e cinco dos cientistas mais influentes dos Estados Unidos. Tratava-se da elite das comunidades militar, científica e de informação dos Estados Unidos. Se alguma vez realmente teria existido um grupo governamental altamente secreto relacionado com OVNIS, com certeza o grupo poderia ter sido este.

O único membro do MJ-12 que parecia não se encaixar no grupo, era Donald Menzel, um astrônomo da Universidade de Harvard. Ele teria escrito três livros e inúmeros artigos contra o fenômeno. Todos os membros, exceto Menzel, eram conhecidos por possuírem cargos de alto nível de segurança e, como Menzel constava na lista do MJ-12, os pesquisadores pensaram que o documento fosse falso. Contudo, em abril de 1986, Stanton Friedman fez uma importante descoberta. Conseguiu ter acesso aos documentos de Menzel, guardados no arquivo da Universidade de Harvard, e averiguou que este astrônomo esteve relacionado durante trinta anos com a Agência de Segurança Nacional. Aprofundando-se mais em sua investigação, Frieman também descobriu que Menzel ocupava um cargo “Ultra secreto de Alto Nível” na CIA e que realizava consultarias altamente especializadas para muitas corporações importantes dos Estados Unidos, que mantinha estreitas relações com os outros cientistas do grupo MJ12, e que assessorava o governo em muitos projetos secretos. Portanto, parecia que Menzel possuía a qualificação necessária para estar no MJ-12. Além disso, ele fez várias viagens ao Novo México durante 1947 e 1948 a pedido do governo. Estas viagens poderiam ter tido relação com o acidente de 1947 no Novo México, mencionado nos documentos do MJ-12.

Os outros membros do grupo também foram investigados por Friedman. Todos haviam trabalhado em projetos altamente secretos e participado de vários comitês de pesquisa e desenvolvimento, mas não estavam mais vivos para serem entrevistados sobre suas atividades. Porém, suas idas e vindas poderiam ser confirmadas por meio de inúmeras fontes: registros de chamadas telefônicas, correspondências, atas de reuniões e outros documentos guardados nas bibliotecas presidenciais e na Divisão de Manuscritos do Congresso.

A mais antiga referência ao Majestic está em um memorando supostamente enviado por Truman ao seu ministro de Defesa, James Forrestal. O comunicado, no qual é mencionado o assessor científico do presidente, Vannevar Bush, tinha a data de 24 de setembro de 1947. Este foi o único dia, entre maio e dezembro, em que Truman se reuniu com Bush. Forrestal também o fez neste dia, fato que Stanton Friedman descobriu depois de vários meses de pesquisa.

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Esta outra página fala a respeito dos ocupantes das naves e diz que o objeto que caiu aquele dia, não seria de nenhum país da Terra.

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Mais uma página falando a respeito da queda e dos visitantes que chegaram em nosso planeta. No documento eles dizem que as intenções dos alienígenas são completamente desconhecidas.

Esta data também é significativa, porque foi o dia depois de Nathan Twining, general chefe do Comando Logístico do Ar, enviar um memorando secreto ao Pentágono, referente aos “discos voadores”. Nele, Twining afirmava que “o fenômeno descrito é algo real, não visionário nem fictício”. Além disso, um plano de vôo de 1947 demonstra que Twining viajou para o Novo México em 7 de julho de 1947. De acordo com o relatório, nesse mesmo dia “se iniciou uma operação secreta para assegurar o resgate de alguns destroços… para uma posterior análise científica”. É possível que isto seja apenas uma coincidência?

Joe Nickell, analista de documentos e escritor da revista Skeptical Enquirer, acredita que trata-se de uma coincidência. Concentrando-se no formato e na apresentação dos documentos, destacou vários “problemas importantes”. Um dos mais óbvios, opina este pesquisador, é a assinatura de Truman. O estudo de documentos verdadeiros demonstrou que a assinatura que leva o memorando do MJ12 está mal situada na página. Além disso, parece praticamente idêntica à de um memorando autêntico de Truman, encontrado por Stanton Friedman. Duas assinaturas idênticas são muito suspeitas.

Roger Wescott, um especialista em lingüística da Universidade de Drew (Nova Jérsei), revisou mais de vinte documentos autênticos escritos pelo contra-almirante Roscoe Hillenkoetter e obtidos na Biblioteca Truman. Os comparou com o documento do Mj-12 supostamente escrito por Hillenkoetter e, depois de sua análise, afirmou: “Na minha opinião, não existe nenhuma razão que obrigue a considerar fraudulento nenhum destes comunicados, nem para acreditar que foram escritos por outra pessoa que não fosse Hillenkoetter”. Esta declaração corresponde à controvérsia sobre a discutida nota presidencial de 18 de novembro de 1952, assim como as das cartas privadas e oficiais.

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Nesta página do documento, podemos ver que haviam diversos anexos diferentes, todos eles referenciando o grupo MAJESTIC 12.

 

Porém existe a suspeita de que a assinatura nos relatórias tenha sido um falsificação, uma vez que ela era completamente igual a outra assinatura do presidente.

Porém existe a suspeita de que a assinatura nos relatórias tenha sido um falsificação, uma vez que ela era completamente igual a outra assinatura do presidente.

DEPOIMENTOS SOBRE O MJ- I 2

As declarações de antigos funcionários confirmaram a existência de um grupo de elite criado para tratar do fenômeno OVNI. Uma nota de 1950 do governo canadense, escrita por Wilbert Smith, engenheiro de projetos de Defesa, afirma: “Os discos voadores existem. É desconhecido seu modus operandi, mas um grupo dirigido por Vannevar Bush está trabalhando no assunto”.

ESTUDO DETALHADO

Nickell também se refere em sua análise aos formatos das datas, à tipografia e ao estilo de linguagem empregado nos documentos. Novamente, mediante o estudo de documentos autenticados, demonstrou que nos documentos do MJ-12 existem certos detalhes que destoam.

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A conclusão de Nickell é que “os muitos elementos irregulares e suspeitos detectados nos documentos do MJ-12 demonstram claramente que se trata de uma falsificação”.

Porém, Friedman não concorda. Dedicou dez anos à pesquisa das objeções de Nickell e, todavia insistia em que os documentos são verdadeiros.

“Ainda não escutei nenhum argumento convincente contra o MJ-12 , afirma Friedman. Francamente, considero que estes papéis contém os segredos mais importantes que jamais foram divulgados para a opinião pública.”

Verdadeiros ou falsos os documentos relacionados ao Majestic-12 são certamente, os mais intrigantes que já vieram à tona no campo da ufologia. Em seu livro TOP SECRET/MAJIC, de 1996, Friedman apresenta uma lista contendo trinta detalhes sobre os documentos. Se forem falsos é provável que fossem escritos por alguém que tinha conhecimento de assuntos internos. Se forem verdadeiros, provam que o governo está escondendo a verdade sobre por trás dos OVNIs.

Segundo os estudiosos, o grupo MJ-12 ainda existe, mas seus membros originais não são mais os mesmos (o último do grupo a morrer foi Gordon Gray). Segundo as informações destes teóricos, Quando um antigo membro estava para deixar o grupo, ele apontava um novo membro para preencher sua posição. Especula-se que o grupo atualmente tenha se expandido  para mais de 12 membros.

O manual completo elaborado para o grupo MAJESTIC 12.

O manual completo elaborado para o grupo MAJESTIC 12.

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Relatórios oficiais sobre o Caso Roswell (1994–1997)

Em 1994, Steven Schifft, congressista do Novo México, pediu à GAO (General Accounting Office – Escritório Geral de Auditoria) que buscasse a documentação referente ao Caso Roswell. Quando a USAF recebeu a petição da GAO, publicou dois relatórios conclusivos sobre o caso: o primeiro, de 25 páginas, intitulado “O relatório Roswell: a verdade diante da ficção no deserto do Novo México”, que foi publicado ainda em 1994 e se concentra na origem dos destroços encontrados. Já o segundo, publicado três anos depois e denominado “O incidente de Roswell: caso encerrado” abordava os relatos de corpos de alienígenas encontrados no local. No primeiro relatório a USAF afirmava que os restos encontrados eram de balões do Projeto Mogul, um projeto altamente secreto, os balões teriam sido projetados para detectar possíveis testes nucleares soviéticos (fato estranho pois o primeiro teste nuclear soviético só aconteceria em 1949). Para isso, detectores acústicos de baixa frequência eram colocados em balões lançados a altas altitudes. Outros pesquisadores também chegaram, de forma independente, à relação entre Roswell e o Projeto Mogul: Robert Todd e Karl Pflock, autores de Roswell: Inconvenient Facts and the Will to Believe.

Um modelo de como teria sido o balão do suposto Projeto Mogul.

Um modelo de como teria sido o balão do suposto Projeto Mogul.

Os pesquisadores do Projeto Mogul ainda vivos por ocasião da investigação foram entrevistados, em especial o professor Charles B. Moore, que era o engenheiro-chefe do projeto. Inicialmente baseados na Universidade de Nova Iorque, os pesquisadores se mudaram para a base de Alamogordo, Novo México, de onde os balões eram lançados. O equipamento utilizado para pesquisas era carregado por uma série de balões (inicialmente de neopreno e mais tarde de polietileno) conectados entre si. Pendurado a esta série de balões, ia um alvo de radar, era uma estrutura multifacetada de compensado recoberto com papel-alumínio, utilizada para rastrear os balões após o lançamento.

A partir dos registros ainda disponíveis sobre o projeto, concluiu-se que os destroços encontrados em Roswell seriam provavelmente do quarto voo, ocorrido em 4 de junho de 1947. Este voo consistia em cerca de vinte e um balões meteorológicos de neoprene ligados entre si, um microfone sonda, explosivos para regular a altitude do aparelho, interruptores de pressão, baterias, anéis de lançamento e de alumínio, três paraquedas de pergaminho reforçado de cor vermelha ou laranja e três alvos refletores de radar de um modelo não normalmente usado no continente dos Estados Unidos.

Militares trabalhando em um balão meteorológico, segundo as forças Aéreas Norte Americanas um destes balões do Projeto Mogul que teria se acidentado e causado toda a especulação do Caso Roswell.

Militares trabalhando em um balão meteorológico, segundo as forças Aéreas Norte Americanas um destes balões do Projeto Mogul que teria se acidentado e causado toda a especulação do Caso Roswell.

De acordo com o diário do Dr. Crary, um dos responsáveis do projeto, o voo NYU 4 foi acompanhado pelo radar até que desapareceu a cerca 27 km de distância do Rancho Foster. As cartas meteorológicas da época demonstram, contudo, que de acordo com os ventos prevalecentes de então, os balões poderiam sim, ter sido levados exatamente para o local onde Mac Brazel os encontrou dez dias depois.

O Balão dó Projeto Mogul era equipado com diversas ferramentas e dispositivos, visto do alto e por alguém que desconhecesse o projeto, poderia sem dúvida ser confundido com uma nave alienígena.

O Balão dó Projeto Mogul era equipado com diversas ferramentas e dispositivos, visto do alto e por alguém que desconhecesse o projeto, poderia sem dúvida ser confundido com uma nave alienígena.

Já no relatório de 1997, a Força Aérea dos Estados Unidos afirmou que os estranhos corpos descritos por algumas das testemunhas eram na verdade bonecos de teste do Projeto High Dive.

Para a Força Aérea dos Estados Unidos, estava claro que diversas atividades da Força Aérea ocorridas ao longo de vários anos foram misturadas pelas testemunhas, que as lembravam erroneamente como tendo ocorrido em julho de 1947, segundo eles, os supostos corpos de alienígenas observados no Novo México se tratavam na verdade de bonecos de testes carregados por balões de alta altitude, as atividades militares suspeitas observadas na área eram as operações de lançamento e recuperação dos balões e dos bonecos de testes, e que os relatos envolvendo alienígenas mortos no hospital da base de Roswell provavelmente se originaram da combinação de dois acidentes ocorridos no local, onde os feridos foram transportados para o hospital, segundo eles ocorreram dois acidentes na mesma época, a queda de um avião KC-97 em 1956, no qual onze militares morreram, e um incidente com um balão tripulado em 1959 em que dois pilotos ficaram feridos.

A Força Aérea diz ainda que dois acidentes ocorridos na época, a queda de uma avião KC-97 e um incidente com um balão tripulado, teriam se misturado com a queda dos balões em Roswell e levado as pessoas a acreditar que os corpos encontrados nesses acidentes eram corpos alienígenas encontrados nas supostas naves espaciais.

A Força Aérea diz ainda que dois acidentes ocorridos na época, a queda de uma avião KC-97 e um incidente com um balão tripulado, teriam se misturado com a queda dos balões em Roswell e levado as pessoas a acreditar que os corpos encontrados nesses acidentes eram corpos alienígenas encontrados nas supostas naves espaciais.

Atualmente, bonecos de teste são amplamente conhecidos pelo público em geral (principalmente por causa de seu uso em testes de segurança de automóveis), mas na década de 1950 eles eram desconhecidos fora dos círculos da pesquisa científica. No entanto, na década de 1920, a Força Aérea Americana já lançava esses bonecos de aviões como forma de testar modelos de paraquedas. Na década de 1940 eles foram usados para testar assentos de ejeção para caças (que haviam sido inventados pelos alemães). E na década de 1950, eles estavam sendo lançados de balões a alta altitude como parte do desenvolvimento de cápsulas de escape para os futuros veículos espaciais.

Entre junho de 1954 e fevereiro de 1959,  estima-se que sessenta e sete bonecos foram lançados de balões na região do Novo México, sendo que a maioria deles caiu fora dos limites das bases militares. Os bonecos eram transportados em grandes caixas de madeira, semelhantes a caixões, para evitar danos aos sensores montados em seu interior. Pelo mesmo motivo, quando retirados das caixas ou após recuperados no campo, os bonecos eram normalmente transportados dentro de sacos plásticos ou em macas (estranho, não?). Em alguns lançamentos, os bonecos vestiam uma roupa de alumínio que protegia os sensores das baixas temperaturas e das altas altitudes. Todos estes fatos, além de sua aparência, provavelmente contribuíram para sua identificação como corpos de alienígenas.

Bonecos de testes da época e bonecos de teste no dias de hoje.

Bonecos de testes da época e bonecos de teste no dias de hoje.

Em março de 2011 um documento de 22 de março de 1950, escrito pelo agente Guy Hottel, foi liberado pelo FBI em seu sistema de pesquisa (The Vault). O documento registrava apenas o boato de que três discos voadores teriam sido recuperados no Novo Mexico (EUA), e que cada uma das espaçonaves seria ocupada por três corpos de forma humana, mas com apenas 3 pés (cerca de 1 metro) de altura, vestidos com roupas metálicas de textura muito fina.

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O que os ufólogos dizem a respeito do famoso Incidente ocorrido em Roswell

Desde 1947 até os dias de hoje existe uma enorme quantidade de fãs e ufólogos que acreditam na existência de vida inteligente fora da Terra, estas pessoas afirmam que o governo norte-americano insiste em ocultar estes fatos, elas alegam também que o governo  mantém espécies extraterrestres e naves espaciais na famosa área 51 e que estes objetos estariam armazenados lá durante todos esses anos, com o intuito de serem estudados.

Nós já fizemos uma matéria super especial a respeito da Área 51, depois de ler esse artigo sobre Roswell, confira também essa super matéria.

Nós já fizemos uma matéria super especial a respeito da Área 51, depois de ler esse artigo sobre Roswell, confira também essa super matéria.

Nós já falamos tudo e mais um pouco a respeito da área 51 em outra matéria especial, se você quiser saber mais a respeito desta que é uma das bases militares mais secretas do mundo, basta clicar aqui.

Baseado no relato de diversas pessoas que diziam ter visto objetos voadores não só na região de Roswell, mas também em diversas outras localidades do país, a crença dos estudiosos só foi aumentando, a medida de que eles pudessem afirmar que sim, em algum momento havia acontecido o contato de extraterrestres com o nosso planeta e que as forças armadas e o governo estariam fazendo de tudo para esconder esses acontecimentos.

Ilustração mostrando a queda da nave e o momento em que o objeto é encontrado pelas autoridades.

Ilustração mostrando a queda da nave e o momento em que o objeto é encontrado pelas autoridades.

Apesar das diversas histórias e relatos sobre o que realmente teria ocorrido no estado do Novo México, todas elas possuem um ponto em comum entre si: Os destroços encontrados em Roswell seriam realmente de uma nave alienígena e que o governo americano, ao identificar os destroços como sendo de uma nave extraterrestre, teria começado uma enorme campanha de desinformação para negar o fato e desacreditar o depoimento das pessoas envolvidas, para que deste modo, ficasse acobertado o fato de que os destroços da nave teriam sido levados para base secreta norte-americana, chamada Área 51, com o intuito de serem estudadas e analisadas por diversos especialistas. Apesar de todas as fontes e relatórios oficiais continuarem afirmando que o objeto voador era na verdade um balão meteorológico usado para testes, os entusiastas e pesquisadores de UFOs continuam acreditando que  o que houve em Roswell teria sido realmente a queda de uma espaçonave alienígena e que inclusive os militares teriam encontrado alguns corpos de alienígenas no local e levado esses corpos para serem estudados. Os militares teriam então realizado autópsias nesses corpos para saber mais a respeito da estrutura dos seres alienígenas e uma suposta gravação desta autópsia circula há anos na internet, neste vídeo podemos ver uma pessoa vestindo roupas especiais, abrindo o corpo sem vida do que parece ser um alienígena. Segundo algumas informações, um produtor britânico disse ter recebido esse vídeo de um militar norte-americano aposentado em 1947 e resolveu entrega-lo à rede de TV Fox para que a gravação fosse mostrada ao mundo. Nós iremos desvendar e explicar tudo a respeito deste vídeo que se tornou viral e se espalhou pelo mundo ajudando a divulgar, ou em algum casos até a desacreditar a ufologia mundial.

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A Autópsia do Extraterrestre de Rolswell

Muitos falam que o vídeo não passou de uma farsa, outros afirmam que a Autópsia realmente aconteceu com um ET de verdade, e você o que acha? Será que realmente existem outros seres espalhados pelo nosso universo? Será que alguns deles já chegaram aqui?

Esta matéria exibida no programa do Fantástico em 1995 conta tudo a respeito desse famoso vídeo envolvendo a autópsia alienígena, desde a história do filme até a entrevista com vários especialistas, confira o vídeo e tire suas conclusões:

Aproveitando a sequência esta outra matéria também exibida pelo Fantástico em 1995 conta resumidamente a história que contamos aqui, mostra os lugares do acidente e enrtevista algumas testemunhas da época:

É preciso estar atento que o vídeo só foi divulgado em 1995, em uma sessão especial exibida na Inglaterra, esta sessão foi destinada a um público de algumas centenas de estudiosos. Ray Santilli, um cineasta de 39 anos, assegurou que teria recebido as filmagens e que elas teriam sido feitas por um cinegrafista que trabalhava no exército americano em 1947. Na época da exibição Ray pediu desculpas para plateia pelos movimentos bruscos na imagem e a perda de foco em alguns momentos, segundo ele, isso teria ocorrido devido à dificuldade que o cinegrafista teria tido para operar o equipamento que na época era muito pesado e utilizando os trajes especiais, a manipulação do equipamento se tornava mais difícil ainda.

A filmagem original tinha o tamanho total de 91 minutos e mostrava na realidade 3 autópsias , com seus processos passo a passo. A primeira sequencia continha 7 minutos onde era possível ver sobre uma maca militar um corpo estranho, supostamente de um alienígena sendo examinado por dois especialistas que aparentemente retiram um pedaço de pele do braço da criatura. A segunda parte da fita foi mostrada pela primeira vez alguns meses depois e foi exibida por um produtor independente italiano chamado Maurizio Baiata, que supostamente também trabalhava no centro ufológico. Nesta segundo fita, contendo 12 minutos de filme, era possível ver outro ser, totalmente nu e aparentemente em um estado de decomposição bem pior do que o primeiro.

Ray Santilli, um cineasta de 39 anos, alega ter comprado as filmagens e que elas teriam sido feitas por um cinegrafista que trabalhava no exército americano em 1947.

Ray Santilli, um cineasta de 39 anos, alega ter comprado as filmagens e que elas teriam sido feitas por um cinegrafista que trabalhava no exército americano em 1947.

 Nesta cena, entretanto, os médicos que aparecem na filmagem estranhamente não usam luvas cirúrgicas, protegendo-se apenas com máscaras. Finalmente por último foi revelado um terceiro vídeo, que continha 18 minutos e mostrava todo o processo de autópsia que teria durado cerca de 50 minutos, o vídeo teria sido realizado em uma pequena sala, onde era possível ver alguns objetos da época como um relógio e telefone. Porem grande parte dessa terceira filmagem não chegou ao conhecimento do público. Santilli afirmou na época que possuía várias outras imagens, entre elas estariam inclusive imagens que mostravam o momento da recuperação do UFO acidentado em Roswell.

As fitas da autópsia foram mostradas mais uma vez no 8º Congresso Internacional da Ufologia promovido pela British Ufo Research Association, em Sheffield na Inglaterra para cerca de 105 ufólogos e estudiosos. O jornalista Phillipe Mantle, que também era um dos organizadores do evento, chegou a conclusão de que as filmagens eram verdadeiras, contrariando as opiniões de muitas pessoas conceituadas na época, como a estudioso Doutor Fred Spoors, para ele a criatura seria muito suspeita por possuir traços semelhantes a de humanos e segundo ele a filmagem não passava de uma montagem fraudulenta.

Desde 1947 foram recolhidas mais de 200 testemunhos diretos ou indiretos relacionados ao caso Roswell e como podemos perceber pela controvérsia da história, houveram depoimentos de diversos tipos. Um dos que mais se destacou na época foi realizado pela esposa de um piloto chamado Henderson que segundo ela teria transportado os restos do disco voador e de seus tripulantes, ela alegou ainda que o piloto só teria feito essa revelação em seu leito de morte e ele citava também que havia gravações existentes a respeito do caso ocorrido.

No vídeo da Autópsia, podemos ver o ser supostamente alienígena com uma das pernas aparentemente fraturadas pela queda da nave.

No vídeo da Autópsia, podemos ver o ser supostamente alienígena com uma das pernas aparentemente fraturadas pela queda da nave.

Com todas essas informações, realmente fica difícil saber se a filmagem é verdadeira ou falsa. Para solucionar esse caso só existe uma saída, que o autor das filmagens e as fitas originais de 1947 fossem apresentados publicamente algo que a cada dia que passa se torna mais difícil de acontecer, pois segundo Santilli, que apresentou as fitas pela primeira vez, o cinegrafista que teria filmado o caso já estaria bem debilitado e teria mais de 85 anos, Santilli disse ainda que este homem se chamava Jack Barnett e que ele viveria em Cicinnati, no estado de Ohio.

Claro que existem várias pessoas que não acreditam sequer que Barnett tenha existido e seja uma pessoa real, pois segundo algumas investigações realizadas durante todo este período, não havia nenhuma pessoa chamada Jack Barnett trabalhando na base de Roswell. O jornalista Phillipe Mantle alega entretanto, que Barnett teria sido convocado secretamente para realizar aquela missão específica e por isso seu nome não constaria como funcionário normal da base. Mas se o fato realmente aconteceu, por que será que este cinegrafista se esconde tanto até os dias de hoje?

Mais uma vez, com a ajuda de investigadores do caso, foi possível chegar a um nome, Grady L. Barnett, e segundo informações colhidas, este homem teria sido testemunha direta de tudo que teria acontecido em Roswell, vendo, inclusive, os corpos dos alienígenas em 1947. Porem, segundo informações do investigador que teria dado essa notícia, Barnett teria morrido em 1969 e, portanto, como já teria morrido na época, não poderia ter vendido os rolos de fitas para Ray Santilli. Esse fato, leva mais uma vez, a pensar que o nome de Barnett tenha sido apenas mais uma peça em uma operação comercial fraudulenta organizada por Santilli.

Ainda segundo Santilli, o cinegrafista não teria apenas vendido as fitas a ele, mas também realizado diversas supostas confissões de tudo que ele havia presenciado lá. Entre as suas lembranças ele disse ter vistos seres vivos monstruosos, que aparentemente era alienígena e que emitiam sons semelhantes a uivos, segundo ele, eles uivavam sem parar. A ufóloga Jenny Randles que ajuda a compartilhar essas informações, alega que um destes seres inclusive teria sido amarrado em um jipe e arrastado pelo deserto. Segundo alguns ufólogos, como o espanhol Vicente Olmos, essas informações porem, não passariam de elementos inventados para aumentar a história.

De qualquer maneira, Santilli continua se negando a apresentar ao público a pessoa que segundo ele teria lhe cedido as imagens. Um de seus argumentos é que o velho ex oficial da Força Aérea dos Estados Unidos, estaria se escondendo por 3 motivos:

  • Ele teria medo de ter que declarar o valor da venda das fitas em forma de impostos.
  • Ele teria medo de colocar em risco o bem estar de sua família, principalmente de seus netos.
  • Ele teria medo de uma hipotética vingança realizada pelas forças secretas, por ele ter revelado um dos maiores segredos da história e ter quebrado o juramento de fidelidade ao seu país.

Como podemos ver o primeiro motivo relacionado ao imposto de renda é simplesmente ridículo, quase tão improvável quanto a hipótese de vingança do governo norte-americano. Em relação a seu juramento é difícil dizer se é verdade ou não, uma vez que não sabemos nem se essa pessoal existiu de verdade. Infelizmente não é fácil acreditar que Barnett teria escondido os filmes durante 48 anos no porão de sua casa, e sem mais nem menos, os vendido por algum valor em dinheiro, traindo assim o seu país, que seria o verdadeiro dono e deteria os direitos das imagens. Desta maneira, quando o cinegrafista se nega a aparecer em público temos que considerar mais uma vez que seja um forte argumento para que as filmagens sejam realmente falsas.

Santilli em uma foto mais recente.

Santilli em uma foto mais recente.

Um dos pontos fundamentais para desvendarmos este mistério seria conseguir datar a idade aproximada dos filmes relacionados a autópsia. Santilli alegou que o material teria sido analisado por três laboratórios diferentes. Uma das pessoas que realizaram a análise é Laurence Cate, de Holywood. Porem, segundo uma matéria realizada pelo jornal Sunday Times, o senhor Cate seria na realidade, apenas uma vendedor da empresa Kodak e não seria um perito capaz de analisar tal informação.

Uma das outras análises foi realizada na Inglaterra, por Peter Milson, que após estudar as filmagens por algum tempo, determinou que os códigos do processo industrial se repetem a cada 20 anos e que por este motivo, para ele as filmagens poderiam ser de 1927, 1947 ou 1967. Entretanto se formos seguir essa lógica, a conclusão de Milson omite o ano de 1987, que seria o próximo na sucessão das possíveis datas, alem disso, seus relatórios não possuíam o carimbo da Kodak, ou seja, na realidade é um grande equívoco dizer que o material teria sido analisado pela Kodak.

Já a última análise teria sido feita pela Fox Filmes dos Estados Unidos, ela teve seu resultado divulgado em agosto de 1995 e aponta que a fabricação dos vídeos teriam realmente sido realizada no ano de 1947.  Segundo a Fox, essa afirmação é acompanhada por evidências como a ausência de trilha sonora no filme, e uma dupla perfuração apresentada pelo celuloide. Se essa análise for realmente verdadeira não significaria que todo o resto também seria, pois, toda a mentira envolvendo essa história poderia ter sido construída em 1947 ou em alguns anos posteriores ao ocorrido, por motivos que ainda desconhecemos.

Fato é que mesmo que o filme se trate de uma fraude, o cenário é perfeito. De fato, ao se analisar as imagens os primeiros elementos observado pelos estudiosos foram a mesa de cirurgia, o telefone e um relógio que estava em uma das paredes da sala de autópsia. Posteriormente também foram estudados os trajes que  foram utilizados pelos patologistas e as técnicas e instrumentos utilizados no processo cirúrgico. Após essa análise os estudiosos concluíram que aquele era realmente uma mesa de autópsia especial com buracos para recolher fluídos, típica da época de 1940. Quanto o cabo de telefone em espiral, foi contatado que ele já era utilizado em 1945 e por último foi constado que o relógio que aparece nas filmagens surgiu em 1938, ou seja, todos estes objetos aparentemente eram da época relacionado ao incidente.

Segundo os pesquisadores, o telefone, o relógio, as roupas e trajes especias, os equipamentos e até mesmo as técnicas utilizadas na filmagem corresponderiam com as técnicas utilizadas em 1947.

Segundo os pesquisadores, o telefone, o relógio, as roupas e trajes especias, os equipamentos e até mesmo as técnicas utilizadas na filmagem corresponderiam com as técnicas utilizadas em 1947.

Com relação as roupas e trajes especiais, pode considerar que eles são idênticos aos que eram utilizados em instalações químicas ou nucleares. Considerando que Roswell era um dos únicos lugares do planeta que dispunha de tecnologia nuclear naquela época torna-se possível afirmar que realmente aqueles trajes estavam ali e possam ter sido usados párea evitar o contato direto com os seres desconhecidos. Ou seja, na teoria nenhum desses elementos desmente que as filmagens sejam verdadeiras, mas anda descarta também a hipótese de que eles possam ter sido cuidadosamente escolhidos para aprimorar mais ainda o cenário da filmagem.

Ao analisarem as autópsias, as opiniões de especialistas são diferentes e possuem várias versões, a maioria dos pontos que vimos até agora. Sabendo disso a emissora de TV alemã RTL resolveu convidar o professor Wolfgang Eisenmenger, que era um dos patologistas mais famosos de seu país, para analisar uma cópia do filme. O especialista admitiu que tanto os instrumentos utilizados quanto as técnicas utilizadas correspondiam com os métodos que eram utilizados a 50 anos atrás, porém, ele achou estranho e incomum a quantidade de fluídos e sangue que saíam das incisões, pois para ele o corpo estava em rigor mortis, ou seja apresentava uma rigidez cadavérica, algo incomum, pois pelo que se sabe o suposto alienígena teria morrido pouco tempo antes da autópsia e por este motivo os fluídos e sangue seriam bem mais abundantes. Ao analisar a abertura do crânio da criatura Eisenmenger relatou que teria sido um procedimento pouco profissional segundo ele os profissionais envolvidos “pareciam estar cortando um pão”. Mas isso não descartaria a hipótese da autópsia ser real, pois segundo ele, é normal que existam descuidos nesses procedimentos e inclusive sabe-se hoje que diversas autópsias de pessoas famosas, como a do presidente Kennedy, também teriam sido realizadas de forma leviana sem que ninguém questionasse as ações dos especialistas forenses.

Momento em que os pesquisadores começam a abrir o crânio do Alienígena para ánalise.

Momento em que os pesquisadores começam a abrir o crânio do Alienígena para analise.

O veterano e especialista em efeitos especiais de cinema Rolf Gisen declarou que em 1947 seria praticamente impossível fazer um boneco ou se fabricar um corpo com tantas características conforme o mostrado no vídeo. Segundo ele as técnicas para criação de bonecos deste tipo só começaram a serem desenvolvidas em meados dos anos 60. Mas segundo um investigador espanhol chamado Pedro Canto, que também teria analisado as filmagens, é possível perceber que havia um corte excessivamente limpo e sem sangue no pulso de um dos alienígenas e segundo ele, isso só seria possível se aquele estranho ser fosse na verdade um boneco. Ou seja, mais uma vez o caso chegava a um ponto sem respostas conclusivas.

Algumas pessoas acreditam também que o suposto alienígena que aparece na mesa autópsia, seria na verdade o corpo de um jovem que havia apresentando uma doença que causaria um envelhecimento precoce, seria uma doença hereditária que afetaria as crianças fazendo com que elas vivessem poucos anos e envelhecessem rapidamente. Essas crianças com frequência seriam vítimas de outras enfermidades, como a hidrocefalia, o que explicaria o tamanho exagerado do crânio do extraterrestre. Esta hipótese porem, não explicaria porque os corpos possuíam um maior numero de dedos e porque os corpos não possuíam umbigos. Logo, após constatar essas anomalias, os teóricos chegaram a outra hipótese, desta vez mais assustadora e sombria. Os corpos seriam na verdade vítimas de experimentos genéticos. A figura que aparece no filme poderia ser na verdade um ser humano geneticamente modificado ou até mesmo uma mutação espontânea, fruto dos diversos testes nucleares realizados na região de Roswell. De fato vale ressaltar aqui que Santilli declarou que a pessoa que teria filmado tudo nunca teria se referido a estes seres como se eles tivessem vindo do espaço, ele disse que o cinegrafista se referia as criaturas como sendo “monstros”.

Um suposto painel de controle encontrado nas naves alienígenas em Roswell, como podemos notar a imagem contém 6 dedos, conforme os corpos que podemos ver nas autópsias.

Um suposto painel de controle encontrado nas naves alienígenas em Roswell, como podemos notar a imagem contém 6 dedos, conforme os corpos que podemos ver nas autópsias.

Com a crescente quantidade de fãs do fenômeno Ovini espalhados por toda parte do planeta muitas pessoas viram o vídeo, como na verdade sendo parte integrante de um negócio e que ele visaria apenas o lucro para Santilli. Para apoiar a evidência de que  atrás de tudo isso exista, acima de tudo, um grande negócio, faltou incluirmos na história o nome do subtenente Walter Hunt, que era relações públicas da base de Roswell em 1947.

Segundo informações, ele teria se associado a um coveiro da cidade naquela época com a finalidade de se aproveitar da repercussão que o caso teria tomado em todo os EUA e teria tentado comprar as terras do local onde supostamente o OVINI teria caído. Como ele não teria conseguido realizar a compra do terreno, ele teria inventado uma historinha, dizendo que o objeto teria caído na verdade alguns quilômetros para frente, e, desta forma, ele teria conseguido explorar turisticamente o caso.

Por isso muitos dizem que Santilli seja apenas mais uma vítima dessa trama comercial. O certo é que sendo verdadeiro ou falso, o vídeo vem proporcionando a Santilli o melhor negócio de toda sua vida, que sempre que é questionado a respeito da veracidade do vídeo, responda da seguinte forma:

“Eu não digo que o vídeo seja verdadeiro ou falso, eu só digo às pessoas que elas devem assistir e tirar suas próprias conclusões.”

Diversas fontes asseguram que o produtor britânico viu-se obrigado a associar-se para conseguir pagar os 100 mil dólares cobrados a ele pelo material. Sem dúvida, a soma era muito alta para a pequena empresa de Santilli, cujo o lucro principal até então vinha da venda de livros e vídeos sobre Elvis Presley e Brian Jones. Por este motivo muito acreditam que o empreendimento de Santilli tenha sido financiado por alguém que estaria se escondendo por de trás de outros interesses. Mas quais? Com que finalidade? Desacreditar o caso Roswell? Desprestigiar o movimento Ufológico?

É curiosos, são muitas peças que não se encaixam nesse quebra cabeças chamado Roswell, por exemplo o fato de que Phillip Mantle tenha um papel tão incomum nessa história desde o começo. Ele e Carl Nagaits (que são Co-Autores do livro Without Consent),  sempre se mostraram ambíguos diante da opinião pública, ou seja, nunca demonstraram clareza a respeito dos fatos envolvendo a trama de Roswell e suas intervenções foram de suma importância para que as imagens de Santilli fossem aceitas e recebessem apoio das emissoras de TV e instituições ufológicas.

Phillip Mantle e Carl Nagaits são Co-Autores do livro Without Consent e seriam pessoas chave para que o vídeo da autópsia do suposto extraterrestre tivesse alcançado as proporções que alcançou.

Phillip Mantle e Carl Nagaits são Co-Autores do livro Without Consent e seriam pessoas chave para que o vídeo da autópsia do suposto extraterrestre tivesse alcançado as proporções que alcançou.

 É um fato conhecido e não se poder negar que Mantle e Nagaits tenham certa influência no mundo ufológico. Eles foram os organizadores do 8º Congresso Internacional de Ufologia e transformaram o evento numa plataforma ideal para a apresentação do filme da autópsia pela primeira vez. Suas opiniões sempre estiveram inclinadas a favor do filme, confirmando, em alguns casos, rumores de que os dois estariam ligados a Santilli, divulgando o caso da autópsia pela internet e pelas emissoras de TV.

É claro que nós não estamos aqui para provar se o vídeo é realmente verdadeiro ou se trataria apenas de mais uma fraude. Essa tarefa árdua, infelizmente está nas mãos de Santilli e seus colaboradores, que têm que provar que não são os fraudadores que aparentam ser. O primeiro passo seria apresentar publicamente o cinegrafista que teria entregado as imagens para Ray Santilli, o segundo passo seria entregar os rolos de vídeo a instituições verdadeiramente qualificadas. Contudo mesmo após todo esse debate e questionamentos, se o vídeo é realmente uma fraude, o que está por trás dele? Seria apenas uma edição com intuito de ganhar dinheiro fácil? Ou será que a fita possuiria alguma outra intenção?

O que se sabe é que de qualquer forma, existem diversas evidencias de que no ano de 1947 tenha acontecido um acidente com um OVINI em Roswell, lembrando que OVINI não significa que o objeto seja de outro planeta, apenas que tenha sido um objeto voador não identificado. Como as evidências nos levam a acreditar que o vídeo de Santilli seja uma fraude e como ele foi associado desde o começo a Roswell, muitas pessoas começaram a desacreditar também o caso Roswell.

Por este motivo mais uma vez o filme foi colocado a prova, dessa vez o filme passou por uma severa investigação que durou diversas semanas e foi realizada por diversos especialistas relacionados com o fenômeno ovini, essa investigação aconteceu na cidade de Marselha, na França e tinha como objetivo desvendar as numerosas incógnitas que o filme da suposta autópsia teria ocasionado desde o seu surgimento na mídia. Em Marselha então puderam constatar que os laboratórios de Hollywood, Inglaterra e Dinamarca que Santilli havia consultado só teriam tido acesso a uma parte das fitas. Isso sem contar que o que os laboratórios teriam analisado, seria na verdade, apenas cópias do verdadeiro rolo de fitas.
Em um dos fragmentos da fita eles puderam distinguir nitidamente a palavra Koda, seguida de um triangulo e um quadrado negro, esse era um tipo de código empregado pela Kodak para indicar a data de fabricação do celuloide.

Os pesquisadores conseguiram encotnrar a palavra “Koda” em um dos rolos de fita, seguida de um triangulo e um quadrado negro, esse era um tipo de código empregado pela Kodak para indicar a data de fabricação do celuloide.

Os pesquisadores conseguiram encotnrar a palavra “Koda” em um dos rolos de fita, seguida de um triangulo e um quadrado negro, esse era um tipo de código empregado pela Kodak para indicar a data de fabricação do celuloide.

Logo, tanto a Kodak quanto a companhia inglesa de filmes Hasan Shah Films se ofereceram para analisar o filme, mas Santilli recusou ambas as ofertas, alegando que as fitas não estavam mais em suas mãos e que ele teria vendido elas para um colecionador. Assim, a principal forma que o cineasta tinha para provar que tudo aquilo era verdadeiro, foi por água abaixo.

Logo, considerando que as fitas sejam um fraude, ainda restou uma pergunta no ar, que teria realizado tamanha façanha? O simples fato do vídeo ter sido gravado em 1947 já demonstraria a autenticidade do caso?  Michel Dupont Cazon, um especialista em fotografia com mais de 40 anos de experiência como policial científico, também estava em Marselha para investigar as fitas e sua grande experiência profissional foi de inestimável valor para a compreensão do caso. Segundo ele:

“Películas antigas, fabricadas há muitos anos, são praticamente inutilizáveis, mas, em certas circunstancias podem ser reativadas. Existem alguns métodos químicos que permitem reativar uma película vencida, no caso uma solução de mercúrio a qual deteriora ligeiramente a emulsão reveladora da imagem.”

A partir dessa declaração, algumas peças começaram a se encaixar. Quando Michel Dupoont Cazon tirou de sua mala uma pequena câmera, muito antiga e continuou com suas explicações muito esclarecedoras.

 “Em 1947 existiam dois tipos de câmeras 16 mm: a Cine Kodak Especial, com duas objetivas e utilizada principalmente em laboratórios e a Bell & Howell que, como vocês estão vendo, pode ser usada na atualidade se estiver provida de películas adequadas”.

Todos ficaram simplesmente perplexos diante das declarações do expert francês. Tudo começava a fazer sentido. Aquela pequena câmera para bobinas de 30 m adquirida na Inglaterra, constituía, sem dúvida, a prova de que é possível fazer filmes em 16 mm atualmente mesmo com películas vencidas, bastando somente encontrar filmes virgens da época. Então, era só realizar o processo de reativação química e então fazer a filmagem.

Deste modo, o caso estava supostamente encerrado e a conclusão é de que: o filme foi feito em nossos dias com uma fita de 1947, produzido com sofisticados efeitos de trucagem atuais.

Michel Dupoont Cazon provou que era possível usar uma câmera como a dele, nos dias de hoje, bastava ter as películas adequadas.

Michel Dupoont Cazon provou que era possível usar uma câmera como a dele, nos dias de hoje, bastava ter as películas adequadas.

 Depois que o Channel 4 Britânico exibiu as imagens da autópsia no fim de agosto de 1995, Mantle recebeu em sua casa uma carta de uma produtora chamada Morgana Productions. O envelope continha três fotografias em branco e preto que mostravam que o suposto extraterrestre da autópsia era, na realidade, uma construção atual. Ou seja, tratava-se de um boneco. As fotos mostravam um boneco de material parecido com plástico e borracha sendo retocado e preparado para a filmagem. Porém, mesmo com estas evidências, Mantle diz que as fotografias foram analisadas pelo presidente da BUFORA, John Spencer e conclui que o modelo utilizado nelas, ainda que parecido, não corresponderia ao ser autopsiado. Ainda que seja óbvio que a BUFORA não é a instituição mais indicada para analisar o material, pois todos sabem de que lado ela está. O próprio Mantle disse que tentou entrar em contato com a produtora Morgana, mas verificou que a empresa não existia e entendia que as fotos poderiam ter sido enviadas por um antigo e ressentido colaborador de Santilli. Não deixa de ser uma explicação plausível, porém, percebeu-se que Santilli e Mantle estão buscando uma explicação para tais fotos e controlando sua difusão, pois teriam medo de serem desmoralizados.

Como podemos notar existem muitas informações sobre as fitas e as autópsias, e com isso muitas informações contraditórias, como Santilli e os outros envolvidos no caso continuam com sua postura ambígua e não revelam a verdade por trás das fitas, cabe a cada um de nós analisar todos os pontos ditos nessa matéria e avaliarmos se o vídeo é realmente de uma autópsia real, ou se trataria apenas mais uma farsa com o intuito de lucrar milhões de dólares. E aí curiosos, o que vocês acham? Deixe a sua opinião nos comentários.

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Como está a cidade de Roswell nos dias de hoje?

Passeie pela cidade de Roswell usando o mapa abaixo, clique no bonequinho amarelo e jogue ele no local do mapa que queira conhecer, assim você poderá ver toda a cidade em  3D e conhecer Roswell sem sair de casa.

Roswell poderia se orgulhar apenas de ser o berço da estrela Demi Moore, que nasceu lá em 1962 (afinal, para muitos fãs, ela só poderia ser de outro planeta).  Mas, nos anos 1990, os moradores daquele cenário tão árido e seco, que poderia realmente ser confundido com Marte, perceberam o potencial de um negócio até então explorado só pela literatura e pelo cinema e então criaram o Festival Anual de Ufos, este ano na sua oitava edição. O encontro acontece no início de julho e sempre inclui o dia 4, diz a lenda que o dia e o mês do acidente coincidem com o aniversário da independência americana. Cerca de 100 mil seguidores do físico nuclear Stanton Friedman e de outros especialistas em óvnis atravessam oceanos e desertos para ir à cidade de 50 mil habitantes saudar seus gurus. Conhecem os locais onde foram encontrados os destroços, divertem-se com concursos de fantasias, desfiles, corridas e jogos e assistem a musicais que remetem ao episódio de 1947. O roteiro inclui uma visita ao Museu Internacional Ufológico, que, mesmo sem evidências palpáveis do caso, exibe recortes de jornais e fotos dos personagens da mal contada saga. Segundo a Câmara do Comércio de Roswell, a indústria ufológica rende aos cofres locais 5,2 milhões de dólares por ano, sem contar o que entra direto nos bolsos da população, inclusive daqueles que dizem se envergonhar mais da fama de capital ufológica do que de abrigar a base aérea de onde decolou o Enola Gay, o avião que jogou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Aliás, foi justamente por causa da base aérea que a cidade se tornou célebre. O incidente do Rancho Foster aconteceu, na verdade, mais perto da vizinha Corona. Mas, como as instalações militares mais próximas ficavam em Roswell, os destroços do suposto disco foram levados para lá. Não que fosse grande coisa nos anos 40, mas Corona, em contraste com Roswell, parou no tempo. Hoje não passa de um vilarejo com menos de 300 habitantes, esquecido nos confins do Novo México. Parece que nem os ETs passam mais por lá.

Cartaz de divulgação para o festival ufológico de Roswell.

Em 2017 o Caso Roswell completará 70 anos e a cidade que ficou famosa pelo acidente, se prepara para mais uma festival anual dos Ovinis, segundo eles, desta vez será mais especial ainda, pois eles irão comemorar o septuagésimo aniversário!

Confira um vídeo promocional divulgando o Festival e mostrando um pouco do que acontece no evento:

Ou se tiver mais curiosidade a respeito do evento você pode acessar o site oficial do evento clicando aqui!

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Conclusão do Ser Curioso

Setenta anos depois do curioso acidente, não sabemos ainda ao certo o que teria acontecido naquele dia, seja qual for à verdade, o fato é que alguma coisa realmente caiu nas proximidades da cidade de Roswell naquele ano. Mas, mesmo prestes a completar 70 anos do acidente, ninguém conseguiu  uma prova concreta e definitiva a respeito do que realmente teria acontecido naquele local. O mistério sobre o ocorrido e o desejo de revelar o desconhecido ao mundo é tanto que o Museu Internacional Ufológico de Roswell oferece 1 milhão de dólares para quem levar até lá, qualquer prova que confirme o que estaria guardado a sete chaves pelo governo americano. Cá entre nós, um prêmio tentador até para os mais céticos, não é mesmo? Mas o que vocês acreditam que ocorreu realmente em Roswell? Seria apenas a queda de um simples balão? Seria uma união de ações e testes realizados durante anos que teriam confundido os moradores? Ou seria realmente a queda e a ocultação de uma nave espacial e sua tripulação alienígena? Deixe a sua opinião aí nos comentários e não se esqueça de seguir o Ser Curioso no Facebook para receber todas nossas atualizações e posts.

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