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Charles Manson, é sem dúvida um dos criminosos mais conhecidos do planeta! Ele morreu no último domingo dia  19/11/2017 e a notícia logo se espalhou pelos portais de todo mundo.  Nesta matéria super completa, nós poderemos ver os principais momentos que envolveram a vida de Charles Manson através de diversos fatos e fotos. Confira!

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A Infância de Charles Manson

Como podemos imaginar, a infância de Manson não foi nada fácil e repleta de problemas e decepções. Charles nunca foi uma criança esperada. Sua mãe, a jovem Kathleen Maddox, era rebelde e não aceitava a educação religiosa imposta em sua casa. Com apenas 16 anos, ela frequentava bares e tinha companhias masculinas que certamente não seriam aprovadas por seus pais. Foi assim que ela conheceu o pai de Charles, um trabalhador temporário que nunca quis assumir sua responsabilidade na gravidez.

No dia do nascimento do bebê, ela demonstrou todo o seu descontentamento escrevendo “No name” (sem nome) no registro da criança. Em seus primeiros dias de vida, Charles simplesmente não teve um nome.

O “Manson”, tão famoso e inconfundível sobrenome, só veio com o casamento de Kathleen com William Manson, que não era pai do garoto, mas aceitou registrá-lo.

Kathleen Maddox mãe de Charles Manson em um dos raros registros que podemos encontrar a respeito dela.

Kathleen Maddox mãe de Charles Manson em um dos raros registros que podemos encontrar a respeito dela.

Mesmo com o nascimento do filho, Kathleen continuava sua vida torta. Ela não perdia a oportunidade de frequentar bares e conhecer homens. Um dia, enquanto bebia cerveja com o pouco dinheiro que havia arrumado, uma garçonete disse que Charles era muito bonito. Inesperadamente, Kathleen a respondeu: “Um jarro de cerveja e ele é seu”.

Achando que aquilo não passava de uma brincadeira, a garçonete lhe deu um copo de cerveja extra. Assim que terminou de beber, Kathleen saiu porta afora deixando o pequeno bebê dentro do bar. Foi o tio da criança que descobriu o abandono e conseguiu resgatar Manson.

Depois de algum tempo, quando tinha apenas 5 anos de idade charles viu sua mãe ser presa. Kathleen conheceu uma homem chamado Frank Martin em um bar e achou que ele tinha muito dinheiro. Tentada pela oportunidade de conseguir uma grana extra, ela chamou o irmão, Luther, para aplicar um golpe. Os três saíram e, quando o homem menos esperava, Luther fingiu ter uma arma, mas tudo que ele tinha era uma garrafa de ketchup. No calor do momento, Luther bateu na cabeça do homem e os irmãos fugiram levando 27 dólares. Eles acabaram presos, condenados a cinco anos de prisão e Charles foi enviado para a casa de uma tia.

A família Maddox não tinha condições financeiras favoráveis. Em um Natal, a avó de Charles o presenteou com uma escova de cabelos e disse que, se o garoto escovasse muito os seus fios, ele seria capaz de voar como o Super-Homem. O pequeno acreditou em sua avó e passou boa parte do seu tempo escovando os cabelos e dando saltos o mais alto que podia. Um dia ele começou a notar que, talvez, tudo aquilo fosse uma grande besteira. Para mexer ainda mais com os seus sentimentos, os poucos garotos com que Charles convivia haviam ganho diversos brinquedos de Natal, alguns muito caros para a época. Irritado com todas as provocações, ele infringiu sua primeira regra: colocou fogo em todos os brinquedos que conseguiu recolher.

Charles Manson, quando ainda era uma criança!

Charles Manson, quando ainda era uma criança!

Não é preciso conhecer muito sobre a história da família de Manson para saber que ele não recebia muita atenção e carinho de Kathleen. Tanto é que ele já declarou que a única lembrança feliz da sua infância foi um dos únicos abraços que recebeu de sua mãe quando ela deixou a prisão. Depois que ganhou a liberdade, Kathleen viveu por pouco tempo com Charles até perceber que simplesmente não tinha condições de cuidar de uma criança. Ela então o deixou em um reformatório para garotos e prometeu que o buscaria assim que arrumasse dinheiro.

É claro que isso nunca aconteceu. Um dia, sem aguentar mais viver naquele lugar, ele fugiu e foi andando até sua casa. Tudo que ele queria era receber mais um abraço de sua mãe. Ao contrário disso, ela bateu a porta em sua cara e disse que não poderia criá-lo. Desse dia em diante, eles nunca mais viveriam juntos. Sem esperanças de voltar a viver com a mãe, Manson percebeu que precisava se virar sozinho. Foi assim que, aos 13 anos, ele começou a roubar e guardar dinheiro para alugar um quarto. Logo ele foi preso e enviado para um centro de detenção juvenil. Depois de ser preso, Charles foi enviado para uma escola de meninos em Indiana. Ele odiava aquele lugar e os seus colegas. Segundo Manson, ele foi espancado e estuprado durante os três anos em que viveu ali.

Um diagnóstico feito por um psicólogo apontou que Manson sofria de rejeição, instabilidade e trauma psíquico. Além disso, ele focava suas energias em tentar impressionar outros rapazes, tudo por causa da falta de amor de seus pais.

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Charles Manson, quando ainda era uma criança na Boy’s Town, um centro juvenil de Indianápolis, onde passou um tempo internado por roubo antes de fugir. Fotografia: Bettmann/Getty Images

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O que aconteceu depois?

Após sua primeira internação por roubo as coisas só pioraram e Charles Manson passou longos períodos entre idas e voltas para cadeia. Com 20 anos em um dos períodos em que não estava preso, Manson casou-se e teve um filho chamado Charles Manson Jr. como tinha pouco estudo, Charles Manson começou a trabalhar com serviços que não exigiam um grau de escolaridade auto e consequentemente ganhava pouco, por este motivo ele começou a roubar carros para ajudar em sua renda, isso fez com que ele fosse preso mais uma vez e que sua esposa o largasse. Após isso teve várias outras passagens pela prisão por causa de roubos, golpes, serviços de cafetão, estupro e muitos outros crimes. O que fez com que mais uma vez ele passasse um longo tempo na cadeia.

Aos 32 anos, podendo finalmente ser libertado, Charles Manson quis recusar a saída. Tinha passado mais da metade da sua vida em instituições e disse que não saberia viver lá fora. Estávamos em 1966. Charles saiu, teve contato com vários hippies e ali ele começou a arregimentar seguidores. Muitos eram meninas bem jovens e perturbadas emocionalmente. Além disso, ele usava drogas como o LSD para influenciá-las e deste modo Charles Manson conseguiu um número de jovens seguidores que se denominavam como “Família Manson”.  Conta-se que a “Família” acabou por se aproximar das ciências ocultas e se envolver em vários rituais que existiam nela.

Em 1968, Charles Manson e seus seguidores foram parar no rancho Spahn Movie. Sobreviviam não só de roubar, mas também de procurar comida em restos. Com seu grupo em mãos e munido de uma ideia na cabeça, Manson, apresentado no julgamento como um homem solitário que enlouqueceu com as drogas, além de ser dono de um cativante poder de persuasão, ordenou que seus devotos matassem pessoas em bairros brancos ricos de Los Angeles, num esforço para desencadear uma guerra racial apocalíptica. A guerra deveria começar com crimes que deixassem os brancos realmente enfurecidos contra os negros. Charles e sua “família” escapariam escondendo-se no deserto. Charles havia entendido, em um livro religioso, que havia, no deserto, uma entrada para uma cidade de ouro. Após o fim da guerra, a Família Manson retornaria e assumiria o comando da situação. Como os negros não iniciaram a guerra na data em que Charles achou que começariam, ele percebeu que teria que ensinar a eles o que fazer. E foi ai então que o massacre começou…

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O rancho “Spahn Movie Ranch”, localizado perto de Chatsworth, um subúrbio de Los Angeles, onde Manson e seus seguidores estavam vivendo quando cometeram uma série de assassinatos em 1969 e onde Manson e seus seguidores assassinaram o ator e dublê de cinema Donald ‘Shorty’ Shea.

 

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Membros da “família Manson” como se denominavam seus seguidores, incluindo Lynette Fromme e Sandra Good.

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Os crimes cometidos pela “Família Manson”

Embora a “Família Manson” tenha sido responsável por pelo menos nove assassinatos, ela é associada principalmente aos ataques em Los Angeles de 9 e 10 de agosto de 1969. Entre as vítimas estava a atriz Sharon Tate, de 26 anos, mulher do diretor de cinema Roman Polanski. Tate, que estava grávida de oito meses e meio, foi morta a facadas enquanto implorava pela vida de seu bebê.

A atriz morreu junto com outras quatro pessoas em sua casa, no bairro de Hollywood Hills. O ataque foi realizado por quatro discípulos de Manson: Charles “Tex” Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Linda Kasabian. Com uma toalha encharcada com o sangue da atriz, Atkins escreveu a palavra “pig” (porco, em inglês) na porta da casa. Na noite seguinte, Manson e outros seis adeptos da seita macabra atacaram a casa do empresário Leno LaBianca, matando-o junto com a mulher, Rosemary.  Os assassinatos de Sharon Tate, seus amigos e do casal LaBianca por membros da “Família Manson” ficaram conhecidos como Caso Tate-LaBianca. Segundo o promotor do caso, Vincent Bugliosi, os assassinatos tinham sido planejados por Charles Manson, apesar de ele não estar presente em nenhum dos dois casos. Bugliosi elaborou uma teoria chamada “Helter Skelter”. Segundo essa teoria, o objetivo dos assassinatos seria começar uma guerra que, segundo Manson, seria a maior já travada na Terra e seria denominada “Helter Skelter”. O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles em que, segundo o promotor, havia uma enorme quantidade de mensagens subliminares que teriam influenciado as ideias de Manson. Seria uma guerra entre negros e brancos, em que os brancos seriam exterminados pelos negros. Nessa teoria, o assassinato dos famosos de Hollywood levaria a uma breve acusação de algum negro, fazendo os confrontos explodirem logo. Bugliosi afirmou que, durante essa guerra (Manson e sua “Família” que eram todos brancos), planejavam esconder-se em um poço, supostamente denominado por Manson como “poço sem fundo”, em algum lugar no Deserto da California, assim que a suposta guerra começasse. Após os conflitos, Manson e sua “Família” voltariam do deserto.

Manson e quatro de seus seguidores – Atkins, Watson, Krenwinkel e Leslie Van Houten – foram considerados culpados de assassinato e condenados à morte. Kasabian, que estava na casa de Tate, aceitou ser a principal testemunha do crime e ganhou a imunidade.

Pouco depois, as sentenças foram transformadas em prisão perpétua, devido à abolição da pena de morte pelo estado da Califórnia. Desde então, Manson, que faleceu no dia 19 de novembro de 2017 aos 83 anos, e seus companheiros já solicitaram diversas vezes a liberdade condicional, mas a justiça negou todos os pedidos.

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Nesta fotografia podemos ver Charles Manson em 1969, já na prisão. Fotografia: Shutterstock/Rex

 

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Policiais do lado de fora da casa do diretor de cinema Roman Polanski, em Los Angeles, onde sua esposa, Sharon Tate, e outras quatro pessoas foram assassinadas em agosto de 1969. Fotografia: Popperfoto / Getty Images

 

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Sharon Tate, era a pessoa mais conhecida entre as outras cinco pessoas assassinadas no Cielo Drive, Los Angeles em 1969 Fotografia: Frank Bez / Rex

 

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Charles Manson na capa da revista Life, 19 de dezembro de 1969

 

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Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten compareceram em 1971 durante o julgamento do assassinato de Tate-La Bianca, durante o qual Manson foi condenado por assassinato e conspiração em primeiro grau por ter cometido o assassinato. Fotografia: AP

 

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Manson é visto no tribunal em 1970, durante alguns procedimentos no caso do assassinato do músico Gary Hinman, pelo qual ele foi condenado à prisão perpétua Fotografia: Bettmann / Getty Images

 

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Os membros da “família” mantiveram uma vigília na calçada durante o julgamento de Manson em 1971, suas cabeças estavam raspadas e haviam a marcas cruzadas em suas testas. Fotografia: Wally Fong / AP

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A fama e o sucesso alcançados através da mídia

A história de terror real realizada por Charles Manson e sua família logo se espalhou pelo mundo e foi tema de diversos filmes, séries, livros e etc… isso fez com que o caso se tornasse um dos mais famosos do mundo e consequentemente tornou Charles Manson um dos maiores ícones do mal em todo planeta. Durante as décadas na cadeia Charles Manson concedeu diversas entrevistas, uma das gravações mais icônica deste criminoso mostra como sua mente funcionava e como Charles Manson aparentava não ser uma pessoa normal, esse trecho é realmente perturbador e assustador, confira abaixo: (ATIVE AS LEGENDA DO YOUTUBE)

 

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Helter Skelter, lançado em 1971 e estrelado por Steve Railsback, é um dos muitos filmes e documentários sobre a família Manson Fotografia: Alamy

 

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Manson deu uma série de entrevistas durante todo o seu encarceiramento, a primeira das quais foi em 1981 quando ele foi entrevistado por Tom Snyder para The Tomorrow Show Fotografia: NBC NewsWire / Getty Images

 

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Uma cópia do livro Helter Skelter, escrito por Vincent Bugliosi, que processou Manson. Este livo tornou-se um dos livros mais vendidos no que se trata de histórias de crimes reais. Fotografia: Alamy

 

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Manson lê uma declaração em sua audiência de liberdade condicional em San Quentin em 1986, quando sua liberdade condicional foi recusado pela sexta vez. Fotografia: Bettmann Archive

 

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Manson brinca com a câmera durante uma entrevista de 1988 com o repórter Geraldo Rivera na prisão de San Quentin em 1988 Fotografia: AP

 

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Charles Manson ganhou um musical baseado em sua vida, Charles Manson – Summer of Hate, dirigido por Stefan Pucher, estreou em Hamburgo, Alemanha em 2014 Fotografia: Alamy

 

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Manson é visto aqui em uma foto de 2011 quando ele tinha 77 anos, tendo passado mais de quatro décadas na prisão. Fotografia: Folheto / EPA

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O Sucesso de Charles Manson com as mulheres

Condenado à prisão perpétua depois que a pena de morte foi abolida na Califórnia, Charles Manson continuou a exercer o estranho poder de criminosos famosos sobre mulheres que voluntariamente se aproximam desses monstros.

Recebia tantas cartas de admiradoras que precisava fazer uma espécie de seleção. Uma das selecionadas foi Afton Elaine Burton. Ela tinha 17 anos quando se aproximou de Manson. Em 2007, ela se mudou para perto da penitenciária para facilitar as visitas.

Em 2014, entraram com proclamas de casamento. Ele com 80 anos, ela com 26. Na última hora, Manson desistiu. Aparentemente, descobriu que a noiva era mais louca ainda e que ela planejava ganhar dinheiro com a exibição do corpo dele, depois que morresse.

Charles Manson, nos planos delirantes dela, ficaria numa urna de cristal, como Lênin ou a Bela Adormecida.

Ou você acredita que talvez ela estivesse mesmo apaixonada pelo monstro de suástica feita a faca na testa?

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Manson com Afton Elaine Burton. Ele solicitou uma licença de casamento em 2014, mas a relação entre os dois desmoronou depois que ela alegou que queria que a posse do cadáver de Manson fosse dado a ela. Fotografia: Shutterstock / Rex

 

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Manson em agosto de 2017, depois de terem passado exatos 46 anos de sua prisão devido a série de assassinatos cometidos em Los Angeles. Fotografia: Folheto / AFP / Getty Images

 

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Mas o que aconteceu com os outros membros da Macabra Família de Charles Manson?

Como vimos anteriormente, apesar de ser a principal figura e a mais proeminente e visível do grupo, Manson não foi o autor material dos assassinatos. Na verdade, ele nem esteve presente quando ocorreram vários dos crimes. Os crimes foram cometidos por outros membros da “família”, que foram recrutados por Manson durante os anos em que viveram em um rancho abandonado perto de Los Angeles: Patricia Krenwinkel, Leslie Van Houten, Susan Atkins, Linda Kasabian e Charles Watson, entre outros. Veja abaixo o que aconteceu com eles:

Susan Atkins
Susan Atkins é vista em uma cama móvel durante audiência, em setembro de 2009, alguns dias antes de morrer (Foto: Pool/AP Photo)

Susan Atkins é vista em uma cama móvel durante audiência, em setembro de 2009, alguns dias antes de morrer (Foto: Pool/AP Photo)

De acordo com os relatórios policiais, Atkins foi a razão por trás da queda de outros integrantes da família Manson. Tinha 18 anos quando conheceu Manson e de imediato se uniu à seita. Isso no ano de 1966. Em outubro de 1969, dois meses depois dos espantosos crimes em Los Angeles (dos quais, por algum tempo, a polícia não tinha uma pista efetiva sobre quem eram os responsáveis)  Atkins foi capturada junto aos membros da família Manson em um caso de roubo de carros. Na prisão, Atkins confessou a uma companheira que havia apunhalado Tate, saboreado seu sangue e o usado para escrever a palavra “porco” em uma porta.  A partir dessa descrição, a polícia pôde desarticular o clã Manson e levá-los a julgamento. Em 1972, a sentença de morte de Atkins foi transformada em prisão perpétua. O mesmo aconteceu com os demais integrantes da família. A passagem pela prisão exerceu uma mudança em Atkins: ela se converteu ao cristianismo, se transformou em líder espiritual e iniciou uma série de trabalhos de caridade.  Sua liberdade condicional foi negada 13 vezes. Morreu em 2009 na prisão de mulheres de Chowchilla, California, aos 61 anos.

Patricia Krenwinkel
Patricia Krenwinke, em 2011, ao ouvir a negação de seu pedido de liberdade condicional (Foto: Reed Saxon/AP/Arquivo)

Patricia Krenwinke, em 2011, ao ouvir a negação de seu pedido de liberdade condicional (Foto: Reed Saxon/AP/Arquivo)

Patricia Krenwinkel trabalhava como secretária quando conheceu Charles Manson. De acordo com o jornal “The New York Times”, depois de três dias, abandonou seu emprego e se uniu à seita. Krewinkel foi um dos rostos visíveis durante o julgamento contra os demais integrantes da organização, especialmente porque se vestia com vestidos brilhosos e ornamentados, junto a outras duas mulheres do clã, com quem sempre chegava de mãos dadas. De acordo com os testemunhos durante o julgamento, Krewinkel mostrou sua crueldade especialmente nos crimes do casamento de Leno e Rosemary LaBianca, ocorridos na noite seguinte ao massacre na residência Polanski-Tate. Ali a ex-secretária escreveu, com sangue das vítimas, a frase “morte aos porcos” nas paredes da casa. Foi sentenciada a prisão perpétua em 1972 e, assim como Atkins, passou por uma transformação na cadeia. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, os guardas da prisão de mulheres de Corona, Califórnia, onde Krenwinkel está presa, afirmam que ela é uma “prisioneira modelo que está envolvida em programas de reabilitação”. Ela tem 69 anos e teve a liberdade condicional negada 13 vezes.

Leslie Van Houten
Leslie Van Houten, membro da "família" de Manson, ao sair de julgamento em Los Angeles, em dezembro de 1969 (Foto: AP Photo)

Leslie Van Houten durante uma pausa em sua audiência antes do Conselho de Parole de Califórnia, 14 de abril de 2016. Nick Ut / AP

Foi um dos membros da família Manson que não esteve no massacre na residência Tate-Polanski. Mas foi levada pelo próprio Manson na residência do casamento LaBianca, na noite seguinte. De acordo com os testemunhos ouvidos durante o julgamento, Van Houten foi declarada culpada pelo crime de conspiração para matar. Nos documentos se pode ler como Van Houten segurou a mulher do casal, Rosemary, para que outro membro da família a apunhalasse várias vezes. Por isso, foi condenada à prisão perpétua em 1972. Assim como Krenwinkel, Van Houten está na prisão feminina de Corona. Durante as audiências para solicitar liberdade condicional, disse que se arrepende de “ter feito parte desses crimes horrendos”.

Charles “Tex” Watson
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Charles “Tex” Watson durante uma audiência de liberdade condicional na prisão estadual de Mule Creek em Ione, Califórnia, 16 de novembro de 2011. Rich Pedroncelli / AP

Os relatos são claros: Manson planejou os assassinatos. Watson os executou. Depois de se unir à seita em 1966, se converteu a principal assistente de Manson. Esteve presente nos crimes tanto da casa de Tate como na casa dos LaBianca. Depois dos assassinatos, fugiu para o Texas, onde foi capturado. Assim como seus companheiros de culto, Watson foi condenado à morte, mas sua sentença foi transformada em prisão perpétua em 1972. Na prisão, não perdeu tempo: se converteu em ministro de uma igreja cristã, se casou, se separou e teve quatro filhos. Desde 1973, dois anos depois de ser conduzido à prisão, nenhuma queixa disciplinar foi reportada contra ele no presídio de Mule Creek. Watson, que tem 71 anos, teve a liberdade condicional negada 17 vezes.

Linda Kasabian
 Linda Kasabian, centro, fala em conferência de imprensa depois de testemunhar durante 18 dias como testemunha da acusação no julgamento de assassinato de Sharon Tate, 19 de agosto de 1970.


Linda Kasabian, ao centro, fala em conferência de imprensa depois de passar 18 dias como testemunha da acusação no julgamento de assassinato de Sharon Tate, 19 de agosto de 1970.

Tinha 20 anos quando, junto a outros membros da família Manson, se aproximou da casa de Sharon Tate, na noite de 8 de agosto de 1969. Foi designada a ficar no carro que transportou os assassinos, do lado de fora da casa, porque era a única que tinha carteira de motorista. De acordo com seu testemunho, Kasabian tentou deter o massacre, quando se deu conta do que seus companheiros estavam fazendo. A mulher foi uma peça chave durante o julgamento do clã Manson. Relatou os fatos como haviam ocorrido e por isso ganhou imunidade penal. Tem 68 anos e vive no estado de New Hampshire, Estados Unidos.

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A morte de Charles Manson, um dos maiores ícones do Terror de todos os tempos

Charles Manson morreu neste domingo (19/11/2017), aos 83 anos, no hospital de Bakersfield, na Califórnia. Ele teria morrido por causas naturais, mas as autoridades não confirmam a informação. O criminoso, condenado à prisão perpétua, estava internado desde o dia 15/11, quando foi levado às pressas para o centro médico, escoltado por cinco policiais. Manson, que tinha uma suástica tatuada na testa, já havia sido hospitalizado em janeiro para ser operado por lesões no intestino e uma hemorragia interna. Porém, seu estado foi considerado muito frágil para que fosse realizado procedimento, e então ele retornou à prisão.

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Conclusão do Ser Curioso

Após décadas na cadeia a morte de Charles Manson põe fim a história de um dos mais odiados e amados criminosos de todos os tempos.  É incrivelmente estranho como até o dia de sua morte, Charles Manson mexia com a cabeça das pessoas. Não era incomum o criminoso receber cartas de fãs na prisão, especialmente de mulheres que se diziam apaixonadas por ele. Como vimos a sua vida foi cercado por acontecimentos e fatos ruins, o que  sem dúvida colaboraram e moldaram Charles Manson. Manson era sem dúvida uma pessoa com QI elevado, o que foi constatado por vários profissionais da época, isto, agregado com sua alta capacidade de persuasão, fez com que Manson se tornasse um líder para seus seguidores e que atraísse vários outros jovens que se encontravam perdidos e se inspiravam em sua loucura. Graças as leis severas dos Estados Unidos, Charles Manson cumpriu sua pena de prisão perpétua durante 46 anos sem cometer mais nenhum crime e que sua morte sirva de exemplo que o crime não compensa.

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