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O fim do mundo é um dos temas que despertam o imaginário da humanidade há muito tempo, até mesmo antes de o Livro da Bíblia Apocalipse ter sido escrito pelo apóstolo João.  É muito curioso e interessante ver que a grande maioria dos povos e culturas diferentes espalhadas pelo mundo possuíam a sua versão de como o nosso mundo como conhecemos terminaria. Por isso, nós resolvemos trazer para vocês todas as principais interpretações mitológicas e religiosas que contam como seria o último momento de nossas existências. Boa leitura curiosos!

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A ORIGEM DA PALAVRA “APOCALIPSE”

A palavra “apocalipse” (apokalypsis)  tem sua origem dscrita a partir do idioma grego e possui como significado “revelação”.  Quando ouvimos alguém dizer essa palavra, logo a ligamos com o fim do mundo, ou com muita destruição, mas, quando a palavra se originou ela não era ligada as histórias de fim do mundo. Muito tempo depois da palavra ter sido originada, João, o apostolo que escreveu grande parte da bíblia, utilizou a palavra “apocalipse” para nomear um dos mais famosos livros da Bíblia. Neste livro, o apóstolo João relata a “revelação” que ele teria tido a respeito de como seria os últimos dias do nosso mundo como conhecemos. Assim, com a expansão do cristianismo e após milhares de anos de interpretações equivocadas, o termo “apocalipse” virou sinônimo para histórias sobre o fim dos dias.

apocalipse-profecias

Como falamos no resumo acima, cada povo e cultura no mundo possuí uma versão diferente a respeito de como seria o nosso fim, abaixo nos contaremos para vocês as principais profecias apocalípticas conhecidas, passaremos pelo cristianismo, pelos antigos egípcios e até mesmo pela mitologia nórdica dos Vikings, está muito interessante e você irá aprender muito sobre  cultura e os povos espalhados por nosso mundo. Então vamos lá?

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Para os gregos antigos, não existia um começo ou um final absoluto. Para eles o tempo era cíclico, ou seja,  o mundo como conhecemos já teria acabado e recomeçado do zero várias vezes. Uma das histórias mais famosas a respeito disso se chama “Deucalião e Pirra”, nesta história vemos a versão em que os próprios deuses já teriam destruído a humanidade. Esse mito foi transmitido por diversas gerações através de tradições orais (boca a boca) e depois de algum tempo ele foi incluído no livro Metamorfoses, do poeta Ovídio e assim se espalhou por todo mundo.

A história de Deucalião e Pirra foi descrita no livro Metamorfose do escritor Ovídio, esse livro ficou muito famoso e já teve dezenas de versões impressas.

A história de Deucalião e Pirra foi descrita no livro Metamorfose do escritor Ovídio, esse livro ficou muito famoso e já teve dezenas de versões impressas.

De acordo com a mitologia grega, os primeira humanos que existiram viveram numa época conhecida com a idade de ouro, esses humanos era melhores segundo eles e foram se degenerando a medida em que o tempo foi passando. O mito de Deucalião e Pirra veio algum tempo depois, numa época conhecida como a idade de bronze, uma época em que a humanidade atravessava um período de extrema violência e enfrentavam constantes guerras e conflitos. Esse ódio e violência cresceu tanto dentro da humanidade que teria chegado a um ponto tão crítico desgradando até mesmo a Zeus, o rei dos Deuses, que teria então, convocado o conselho divino e decidido exterminar toda a espécie humana com intuito da criação de uma nova raça.  Segunda a história Zeus iria aniquilar a humanidade com seus próprios raios, mas teria desistido dessa ideia, pois assim ele poderia colocar em perigo os próprios deuses. Então, ele pensou em uma nova forma de fazer isso e decidiu inundar toda a Terra, para isso, ele rearranjou os ventos de uma maneira que fosse possível espalhar nuvens negras  para cobrir todo o céu, deste modo uma tempestade inundou todas as construções e lavouras. O Deus supremo do mar e um dos irmãos de Zeus, Poseídon contribui para essa aniquilação, ele libertou rios e mares, lançando eles sobre a terra que já estava agitada por terremotos. Deste modo tudo foi tragado pelas águas (templos, rebanhos, casas)  fazendo com que os homens e mulheres fossem morrendo afogados no dilúvio.

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Zeus convocou Poseidon para ajuda-lo a aniquilar a humanidade, eles fizeram isso causando um enorme dilúvio.

Os gregos antigos tinham uma crença de que a humanidade teria sido criada a partir da argila, essa argila seria de um titã chamado Prometeu, este titã era considerado o protetor da raça humana. Prometeu teria tido um filho, chamado Deucalião, ele era muito mais piedoso e respeitoso com os Deuses do que os outros homens. Assim, Deucalião era muito querido por todos e por isso o titã Prometeu resolveu ajudá-lo e protege-lo e o avisou sobre o dilúvio que tomaria conta de toda  a Terra. Deste modo, Deucalião pode se prevenir, e com a ajuda de troncos de acácias ele pode construir uma arca para que pudesse permanecer vivo. (Segundo o conto, isso teria sido bem antes da história da arca de Noé ter sido escrita). Curioso não?

Segundo a mitologia grega, Deucalião, filho do titã Prometeu teria construído uma arca para se salvar do dilúvio grego, semelhante a que conhecemos na história de Noé.

Segundo a mitologia grega, Deucalião, filho do titã Prometeu teria construído uma arca para se salvar do dilúvio grego, semelhante a que conhecemos na história bíblica da Arca de Noé.

O dilúvio devastou toda a Terra, deixando apenas o Monte Parnaso acima das águas, o monte era tão pequeno quanto uma ilhota e teria sido ali que o barco de Deucalião (considerado o mais justo dos homens) e sua mulher Pirra (considerada a mais virtuosa das mulheres), teria encontrado o seu refúgio. Após eliminar toda a humanidade e restar somente o casal, Zeus parou a tempestade e Poseidon teria acalmado as águas. Deucalião e Pirra estavam sozinho no mundo e resolveram então entrar em um templo que havia nessa ilhota, o templo ainda se encontrava coberto de lama e algas, mas mesmo assim eles não hesitaram, este temploe se tratava de um santuário para a deusa da justiça, chamada Têmis. Lá dentro, Deucalião e Pirra perguntaram aos deuses como eles poderiam repovoar o mundo e recuperar suas vidas normais. Os deuses milagrosamente responderam ao chamado dos dois e através de um oráculo eles disseram para que eles saíssem do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e que eles “atirassem os ossos de sua mãe para trás”. Calma, não se assuste curiosos, nesse caso a mãe seria a Terra e os ossos seriam as pedras. Deste modo eles seguiram as ordens dadas a foram atirando as pedras que encontravam para trás e para a surpresa dos dois as pedras atiradas por Deucalião foram virando homens e as atiradas por Pirra foram se tornando mulheres e assim a Terra foi totalmente repovoada. Deste modo era tratado o “fim dos dias” pelos gregos, ou seja, eles não acreditavam em um final, mas sim, em um ciclo que terminava para que um novo recomeço pudesse acontecer.

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O APOCALIPSE BÍBLICO

A versão cristã conta com anjos, pragas divinas e um dragão satânico

O início da era cristão foi marcado por uma grande onda de opressão realizada pelo império romano e isso teria tido um forte impacto na comunidade judaico-cristã no Mediterrâneo. Foi nesse contexto, marcado por violência e hostilidade que o apóstolo João de Patmos teria escrito o último livro da bíblia. O Livro da Revelação, mais conhecido como o Livro do Apocalipse. Neste livro, João afirma relatar diversas revelações feitas a ele pelo próprio Jesus Cristo.  Ao longo dos capítulos deste livro, João explica um pouco de como era o panorama político e social da época e transmite a revelação que ele teria obtido de como seria o fim daqueles dias. Segundo ele, a sua revelação representaria a vitória do bem contra o mal. Assim, mais do que o fim do mundo como conhecemos, João anunciava o  fim da maldade e dos governantes que mandavam no mundo naquela época.

Segundo o cristianismo, João teria tido um conversa com Jesus e ele teria revelado a João como seria o fim do mundo.

Segundo o cristianismo, João teria tido um conversa com Jesus e ele teria revelado a João como seria o fim do mundo.

Depois de ter tido essa revelação, o apóstolo João a transcreveu para a bíblia, segundo ele, o apocalipse começaria com a vinda do “anticristo”.  O Anticristo será uma pessoa que surgirá em meio às crises mundiais existentes, de forma que sua aparição surpreenderá o mundo. Seu governo se tornará, em um curto espaço de tempo, um forte governo mundial unificando com sucesso todos os blocos de relações econômicas e políticas existentes no momento. Com a finalidade de trazer a paz, ele conseguirá ser reconhecido e aceito, e combaterá as crises mundiais implantando um largo sistema de integração financeira, até ai parece tudo bem não é mesmo curiosos?  Mas, quando tudo parecer estar indo bem, o “anticristo” irá se revelar, ele se tornará um tirano com o auxílio do que eles chama de um “deus estranho” (Daniel 11:39, Isaías 14:12), ele exaltará a si próprio como sendo o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo e exigirá ser adorado como sendo o próprio Deus, declarando-se então ser o Messias de Israel (Daniel 11:36). Deste modo, ele perseguirá todo aquele que, na Terra, não se curvar a ele para adora-lo como Deus, manifestando-se ser o que a Bíblia chama de  “O filho da perdição”  ou como todos já ouviram falar, o anticristo (2ª Tessalonicenses 2:3). Depois de tudo isso, ele descumprirá o seu tratado mundial de paz e estabelecera então uma enorme guerra. Se voltará contra Israel e Jerusalém no lugar do antigo templo, para lá pôr o seu novo trono e estabelecer o seu novo governo mundial (Daniel 11:31).

Deste modo começaria então a surgir alguns sinais que revelariam que o fim estaria próximo, seguindo a história, uma séria de quatro “setes” marcaria o apocalipse: sete cartas, sete selos, sete trombetas e sete flagelos. Na antiga tradição judaica, o numero 4 representava uma ideia de totalidade. As cartas simbolizavam as igrejas destinatárias originais do livro, espalhadas na Ásia menor, nas cidades do Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Os selos desencadeariam as trombetas tocados por anjos, anunciando os castigos perpetrados pela ira de Deus.

Os anjos tocarão 7 trombetas que anunciaram o começo do fim. Cada uma com a sua consequência para o mundo e toda a humanidade.

Os anjos tocarão 7 trombetas que anunciaram o começo do fim. Cada uma com a sua consequência para o mundo e toda a humanidade.

Quando o primeiro anjo toca a trombeta, uma chuva de pedras e fogo, misturadas com sangue atinge o solo, queimando as árvores e as ervas verdes. Após o som do segundo anjo, um terço do mar se transforma em sangue. No terceiro toque, a estrela Absinto cai do céu, ardendo como uma tocha sobre os rios, com a passagem da estrela, as águas viram absinto amargo matando muitas pessoas. O estrondo da quarta trombeta fere um terço do sol, da lua e das estrelas, que perdem o brilho.  Ao toque do quinto anjo, uma estrela cai do céu, abrindo um enorme abismo, de onde sai uma nuvem de fumaça repleta de gafanhotos que teriam como objetivo atormentar os infiéis. Venenosos, os bichos teriam cauda de escorpião, couraça de ferro, coroa de ouro, dentes de leão, cabelo de mulher e rosto de homem.

As 5 primeiras trombetas anunciaram grandes mudanças no mundo.

As 5 primeiras trombetas anunciaram grandes mudanças no mundo.

A sexta trombeta soltaria outros anjos, que estavam presos no rio Eufrates: Eles são os quatro cavaleiros do apocalipse com couraças de fogo, jacinto e enxofre. Sua missão seria exterminar o futuro matando um terço da humanidade. Ao lado de um exército de 200 milhões eles montariam cavalos com cauda de serpente e cabeça de leão. O líder deles é o cavaleiro do cavalo branco, que simbolizaria a conquista. O do cavalo vermelho empunha uma espada representando a guerra. O do cavalo negro traria a fome e a miséria. E por fim o cavaleiro de amarelo, seria responsável por trazer a morte.

Os quatro cavaleiros do apocalípse

Os quatro cavaleiros do apocalipse, simbolizando a conquista, a guerra, a fome e a morte respectivamente.

O sétimo anjo então, desceria dos céus com um livro aberto em suas mãos, apoiando o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra. É ele quem traria as verdadeiras más notícias: o fim estaria próximo. Após a passagem do sétimo anjo o sol ficará completamente negro, as estrelas cairão do céu, trovões e terremotos serão vistos por todos os lados. Muitos se escondero nas cavernas e nas montanhas. Mas apenas 144 mil servos de Deus irão se salvar (12 mil das 12 tribos de Israel). O que inspirou a crença das testemunhas de Jeová de 144 mil salvos.

O céu se abrirá e o templo de Deus surgirá em meio a relâmpagos e trovões. No céu serão avistados sinais, como um dragão vermelho de sete cabeças, dez chifres e 7 diademas sobre suas cabeças. Na batalha celestial, o arcanjo Miguel e os anjos batalharão contra a fera (que simboliza satanás). O dragão será derrubado e preso a correntes, o que é interpretado como a destruição do anticristo pela palavra de Cristo. Após essas catástrofes e a queda do reino do mal, citados simbolicamente como Babilônia (na época da escritura do livro, os babilônios representavam os inimigos dos judeus), seria instaurado o reino do bem, o que seria o retorno a um paraíso perfeito.  Os mortos passam a ser julgados por Deus. É o famoso juízo final: os santos vão para o céu, os pecadores vão para o inferno.

A batalha entre o bem e o mal terminará com a derrota de satanás e a vitória do bem.

A batalha entre o bem e o mal terminará com a derrota de satanás e a vitória do bem.

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A BATALHA NÓRDICA DE RAGNAROK

A batalha onde até Thor, o deus do trovão perderá sua vida na luta por Asgard

Ragnarok é uma antiga lenda da mitologia nórdica dos vikings, os vikings eram povos que habitava a Escandinávia na idade média (atual território da Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia). Presente nas Eddas (coletânea de poemas dos séculos 13 e 15, em islandês medieval). A palavra “Ragnarok” quer dizer destino dos Deuses (diferente do que se popularizou na internet, não é exatamente “crepúsculo dos deuses”. Como as outras histórias a respeito do apocalipse, algumas profecias anunciariam a chegada do fim do mundo, a primeira delas é que chegaria o Fimbulvertr, que seria um longo inverno de três anos. Depois disso surgiram dois lobos gigantes, Skoll e Hati, que devorariam o Sol e a Lua, deixando o mundo em uma completa escuridão. Garm, o cão guarda de Hel, deusa dos mortos, se libertaria das suas correntes para participar da batalha também.  Aconteceria então  uma batalha em Asrgard, o território dos deuses. De um lado estaria o bem, liderado por Odin, o rei do Panteon e senhor da guerra. Do outro, o mal, representado por Loki, um gigante fanfarrão que vivia entre as divindades. Balder, filho de Odin e Frigga, era conhecido, amado e admirado por ser belo, inteligente e justo, ele seria morto com uma flecha no coração em uma armadilha tramada por Loki, que seria preso posteriormente.

Skoll-Hati-Loki-Balden

Skoll e Hati devorariam a lua e o sol, Loki com sua armadilha mataria Balder, filho de Odin e Frigga com uma de suas armadilhas.

Isso não seria suficiente, pois Loki escaparia da prisão e comandaria um exército de monstros contra a tropa de Odin. O lobo demoníaco Fenrir rasgaria o céu com suas presas e a serpente Jormungand, de Midgard (a nossa Terra, onde vivem os humanos ), sairia do mar, causando maremotos e cuspindo veneno em todo mundo. O arauto dos deuses Heimdall, tocaria sua trombeta para anunciar a chegada dos gigantes. Odin seria morto por Fenrir. Vidar, deus da vingança, que estaria do lado do bem, aniquilaria o lobo. Já Jormungand lutaria contra Thor, o deus do trovão, filho de Odin e Jõrd. Famoso por seu martelo super poderoso, o herói mataria a serpente, mas acabaria morrendo envenenado.

Jormungand a serpente da Terra lutaria contra Thor o deus do trovão, Thor mataria Jormungand, mas acabaria morrendo posteriormente envenenado.

Jormungand a serpente da Terra lutaria contra Thor o deus do trovão, Thor mataria Jormungand, mas acabaria morrendo posteriormente envenenado.

Loki e Heimdall duelariam com espadas. Os dois nunca se gostaram antes, Heimdall sempre foi o guardião de Asgard e detestava o entra e sai de Loki, sempre com intuito de aprontar armadilhas. No duelo Heimdall mata Loki primeiro, mas não resiste aos ferimentos e acaba morrendo também. O gigante do fogo Surt incendeia o céu com sua espada flamejante. Assim, as estrelas caem e o mundo fica em trevas, ardendo em chamas. Quase todos os deuses e humanos morrem no confronto e os nove mundos da mitologia nórdica são destruídos. Felizmente a história não termina por aqui e, lentamente das cinzas, um novo mundo começa a surgir. As águas se acalmam e as árvores voltam a crescer. Os deuses poucos deuses que restaram vivos se reúnem então para governar sobre o novo mundo.  O deus justo Balder e o deus cego Hoder voltam do mundo do mortos. Por ser o mais justo, Balder se torna o novo rei dos deuses, substituindo seu pai morto na batalha. Lif e Lifthrasir, um casal que estava escondido na árvore da vida Yggdrasil,  são os únicos humanos que sobrevivem e se tornam os responsáveis por repovoar a Terra novamente.

Os nove reinos de acordo com a mitologia nórdica dos Vikings

Os nove reinos de acordo com a mitologia nórdica dos Vikings

 

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AL-DIN, O FIM DO MUNDO ISLÂMICO

O fim do mundo segundo o Islamismo terá seu ápice na luta entre dois profetas, um falso e um real

Os muçulmanos  acreditam que exista o dia da ressurreição (al-Qiyamah)  e o dia do juízo final (al-Din). Mas, diferentemente dos cristãos, eles não tem uma narrativa unificada para esses dias como a presente na bíblia. Para os islâmicos, as escatologia (estudo das religiões sobre o fim do mundo, o juízo final e a ressurreição dos mortos) não se apoia só no livro sagrado Alcorão, mas principalmente em hadiths (ditados) atribuídos ao profeta Maomé e em diversos outros sinais observados ao longo do tempo. Segundo estes ditados, o fim dos tempos virá em estágios diferentes. O mundo estará corrompido e cheio de injustiças e os muçulmanos serão muito oprimidos. Outros sinais serão o aumento do consumo do álcool, do adultério, da luxúria (sexo), da usura (lucro excessivo) e do número de terremotos, trovões e relâmpagos. Haverá também muitas mortes súbitas e muita chuva, mas, pouca lavoura.  Além disso, os povos Judeus lutarão contra muçulmanos, mulheres andarão nuas e casais fornicarão nas ruas sem nenhuma vergonha.

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Alguns dos sinais para o fim do mundo islâmico serão o aumento do consumo do álcool, do adultério, da luxúria e da usura. Além disso, os povos Judeus lutarão contra muçulmanos, mulheres andarão nuas e casais fornicarão nas ruas sem nenhuma vergonha.

O sol nascerá do lado oposto, no Ocidente. Depois, a fera falante Dãbbat al-Ar (a besta da terra) aparecerá para marcar a testa de todos, diferenciando assim muçulmanos (crentes) e não muçulmanos (descrentes). No livro Tadhkirah, a criatura é descrita com cabeça de touro, olhos de porco, patas de camelo, orelhas de elefante, rabo de carneiro e peito de leão. O falso profeta Al-Dajjal desembarcará no mundo. Equivalente ao anticristo para o cristianismo, ele não está no Alcorão, mas é famoso nos hadiths e na escatologia islâmica como um todo. Ele é descrito como um homem horrível, cego do olho direito, com a palavra Káfir (“infiel”) marcada na testa, e pretende converter muçulmanos para seu lado. Sua chegada seria uma prenuncia do juízo final.  Anunciada pela trombeta do arcanjo Israel, a batalha do juízo final aconteceria entre Al-Dajjal e o profeta Mahdi. Mahdi é descrito como um homem barrigudo, de feições árabes e altura mediana, além de ter ombros largos, olhos expressivos e nariz proeminente. O som da trombeta, tocada duas vezes, seria tão forte que partirá o céu. O Sol perderia o brilho e as construções e as montanhas virariam pó. Assim, tudo desaparecerá. O messias Isa (Jesus) descerá dos céus para ajudar Mahdi e matará Al-Dajjal. Depois da batalha, Alá (Deus) ressuscitará todos os mortos e os julgará um por um. Deste modo os justos serão mandados para o céu e os pecadores serão mandados para o inferno.

O anticristo

O falso profeta Dajjal desembarcará no mundo, cego do olho direito e com a palavra infiel marcada na testa. O messias Isa descerá dos céus e ajudará matar Al-Dajjal. Depois da batalha, alá ressuscitará todo os mortos e os julgará um por um, mandando os justo para o céu e os injusto para o inferno.

Segundo uma leitura mitológica do Alcorão, o céu é um lugar onde os justos descansarão num vergel (um jardim com árvores) deitados em almofadas entre varias donzelas, jardins e videiras. Eles beberiam um néctar mesclado com cânfora e gengibre, em taças de prata e copos diáfanos. Além disso, os justo que ganharem o direito dos céus, serão recompensados com vestimentas de seda ou de tafetá e brocado, enfeitadas com braceletes de prata. Já o inferno seria um lugar onde os incrédulos encontrarão correntes, grilhões, chamas e torturas no fogo. Não terão refresco, exceto por água fervente e uma bebida de gosto desagradável e paralisante.

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A DESGRAÇA EGÍPCIA

A versão onde uma deusa fora de controle irá aniquilar quase toda a humanidade

 Assim como os outros povos antigos, os egípcios não colocaram os seus mitos num único livro oficial. Não há uma narrativa apocalíptica como a da Bíblia, por exemplo.  Entre os mitos sobre o fim da humanidade na versão egípcia um deles se destacaria,  o mito de Hator-Sekhmet. Retratada como uma vaca divina, com um disco solar entre os chifres e um colar que simboliza a alegria, Hator é a senhora das estrelas e dos céus, deusa do amor, da beleza e da fertilidade. Ela representaria o lado bom da vida. A história diz que Rá, o deus Sol, ficaria triste com os rumos da humanidade. Então, impulsivamente ele mandaria sua filha Hator ao mundo, mas desta vez, na forma de uma leoa, para punir e destruir parte da civilização. Essa leoa ficou conhecida como Sekhmet, ela seria o lado obscuro de Hator, e era como uma deusa da guerra. Em sua vinda para a Terra, ela tombaria cidades, destruiria casas, campos e jardins, e devoraria humanos com tal feracidade que se formaria um rio inteiro de sangue. O problema é que Sekhmet toma gosto pelo sangue e se empolga com toda a destruição causada, deste modo, ela mata quase todo mundo.  Depois de algum tempo, a fúria inicial de Rá passa e o deus se arrepende de ter mandado Hator-Sekhmet para dar uma lição nos humanos. Porém já era muito tarde, e agora nem ele mesmo conseguia controlar a sua filha.

Hator (vaca) representaria

Hator (vaca) representaria o lado bom da vida, já Sekhmet (leoa) seria o lado obscuro de Hator e representaria a deusa da guerra.

Os deuses então se reúnem e num conselho de divindades, o deus da sabedoria, Toti, propõe distribuir 7 mil cântaros de cerveja tingidos de vermelho pelo caminho de Sekhmet. Sedenta por sangue, a fera ficaria bêbada e os deuses conseguiriam domá-la. Deste modo, Sekhmet adormece e acorda transformada de volta em Hator. Com isso, parte da humanidade consegue milagrosamente sobreviver.

Os egípcios foram os primeiros povos a desenvolver a ideia da existência de um julgamento das almas após a morte, o que influenciou muito dos evangelhos. O julgamento não está na história de Hator-Sekhmet, mas no famoso mito do tribunal de Osíris, segundo esse mito, após a morte, o coração de cada pessoa é pesado em uma balança, como símbolo da memória da vida. De um lado ficaria o coração da pessoa e do outro lado da balança ficaria a verdade. Seria preciso equilibrar as duas pontas da balança para seguir a existência no mundo dos mortos. Se isso não acontecesse, a alma daquela determinada pessoa deixaria de existir.

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O mito do tribunal de Osíris dizia que após a morte, o coração de cada pessoa é pesado em uma balanças, do outro lado ficaria a verdade e a alma que não ficasse em equilíbrio deixaria de existir.

Os egípcios antigos amavam muito a vida, e viam a morte como uma continuação dela no “outro lado” (daí o zelo das tumbas e das múmias). Para eles, a morte não significava o fim do mundo, mas  o fim deste mundo, como diz o Livro dos Mortos, tudo e todos voltariam a um oceano original (o equivalente ao “do pó viestes, ao pó voltará” bíblico). Assim, no mito de Hator-Sekhmet, o fim da humanidade não seria o fim de tudo.

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FINAIS ALTERNATIVOS

Outras religiões e culturas também possuem a sua versão sobre o fim dos tempos

 

MASDEÍSTAS

É conhecido como Frashokereti (o fim do mundo após a colisão do cometa Gochihr).

 

HINDUS

É conhecido como Kali Yuga (a era da degradação humana, uma época das trevas, antes de um novo começo).

 

BUDISTAS

São os sete sois, que  causarão uma temporada de estiagem, ressecando sementes, plantas, rios e lagos.

 

ÍNDIOS HOPI (EUA)

É chamado de Saquasohuh (uma estrela azul, um espírito que vai marcar o inicio de um novo mundo. Seria o último sinal antes do dia da purificação).

 

INDONÉSIOS

É conhecido como Satrio Piningit, futura  encarnação de Buda que levará a ilha de Java a uma era de ouro (mas sua vinda será acompanhada por dilúvios e erupções vulcânicas, que aniquilarão um bom pedaço do mundo).

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CONCLUSÃO DO SER CURIOSO

E aí curiosos o que acharam dessa matéria? Eu particularmente gostei muito e aprendi muito com ela, é incrível ver como várias culturas diferentes no nosso planeta possuíam a sua versão de como o mundo iria acabar, mas o mais incrível ainda foi ver que muitas delas, mesmo com enormes diferenças, possuíam também diversos pontos em comum, se vocês pararem para pensar muitas delas retratam a mesma coisa, com histórias bem parecidas, mudando na maioria das vezes apenas os personagens e protagonistas. É fato que um dia nosso mundo poderá realmente acabar, ou a humanidade deixar de existir, mas  como você acredita que esse dia será? Deixe sua opinião aí nos comentários e não se esquecer de curtir o Ser Curioso nas Redes Sociais e se inscrever no nosso canal do Youtube!

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