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E aí curiosos, vocês já ouviram falar na Ilha Gruinard? Se trata de uma pequena ilha localizada na Escócia, tranquila e inabitada, esse local foi escolhido para ser o alvo de diversos testes para uma poderosíssima arma biológica, o Antraz. Nesta matéria, nós iremos contar tudo sobre esse caso para vocês, então curiosos, tenham uma boa leitura! 

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A ilha Gruinard

A ilha Gruinard é uma pequena porção de terra localizada no noroeste da Escócia, ela conta com apenas 2 km de comprimento por 1 km de largura e se encontra no meio do caminho entre as aldeias Gairloch e Ullapool.  A parte da ilha mais próxima do continente possui a distância de aproximadamente um quilômetro (algo não muito distante) e quem a observa de fora tem a impressão de que a ilha é apenas mais um lugar tranquilo e pacífico. Mas, na década de 1940, a história deste lugar era bem diferente e muito mais assustadora. Veja no mapa abaixo a pequena ilha e sua pequena distância entre o continente.

A Ilha Gruinard vista pelo continente.

A Ilha Gruinard vista pelo continente.

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Como começou a história de terror

No ano de 1941, surgiram várias suspeitas de que Hitler estava fazendo testes e produzindo bombas com uma potente arma biológica produzida através de uma bactéria chamada Antraz. As armas biológicas são agentes vivos patogênicos (vírus, fungos, bactérias, etc) que são utilizados para atingir e contaminar um grande número de pessoas, e o Antraz é uma destas armas.

O Antraz é uma doença causada pela bactéria Bacillus anthracis, que normalmente vive no solo e na vegetação e compromete severamente os pulmões, pele e intestinos. Devido a sua ação tóxica, essa bactéria começou a ser vista como uma como uma potente arma biológica, já tendo sido espalhada através do pó, em cartas ou através de diversos outros objetos. Este envenenamento é grave e geralmente fatal, por este motivo, é considerado um ato criminoso e proibido pela Organização das Nações Unidas. O antraz foi usado pela primeira vez em forma de arma na Primeira Guerra Mundial, por rebeldes nórdicos contra o Exército Imperial Russo na Finlândia, embora não se conheça a efetividade da incidência. A primeira experimentação humana foi feita pela notória Unidade 731 do exército japonês durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, na década de 1930. Milhares de prisioneiros de guerra morreram depois de serem intencionalmente infectados com a bactéria.

antraz

Ao saber destes testes supostamente realizados por Hitler, o governo britânico decidiu que também era hora de começar a estudar e realizar testes com a substância Antraz e,  para isso, foram convocados diversos pesquisadores e cientistas do laboratório de Porton Down, um parque científico situado a nordeste da aldeia de Porton, em Wiltshire, Inglaterra. Este complexo militar é conhecido como uma das áreas mais secretas e controversas do Reino Unido, sendo o responsável por diversas pesquisas militares. Suas instalações são bem amplas e ocupam, aproximadamente 7.000 acres.  Logo, em em 1940, um departamento separado altamente secreto foi estabelecido neste local, comandado pelo veterano microbiologista Paul Files, chamado Departamento de Biologia, Porton (BDP). Seu foco incluiu antraz e toxina botulínica e, em 1942, eles resolveram testar a sua mais nova bio-arma de antraz.

A Base Militar de Porton Down

A Base Militar de Porton Down

E adivinhem qual o local foi escolhido para serem realizados os testes? Isso mesmo curiosos, a inabitada e pequena ilha Gruinard, que era bem próxima a base. Como cobaia para os testes foram escolhidas 60 ovelhas, as quais foram cercadas e expostas à bactéria. Óbvio que não demorou muito para que em poucos dias todas elas estivessem mortas. Como teste final e bem mais letal que o primeiro, um bombardeiro britânico jogou uma enorme bomba de Antraz na ilha, fazendo com que todo seu território ficasse contaminado pela bactéria.

Deste modo, os cientistas concluíram que uma grande liberação de esporos de Antraz poluiria completamente as cidades alemãs, o que faria com que elas se tornassem inabitáveis por décadas. Outro fator que ajudou os cientistas a chegarem a esta conclusão, foi que os esforços iniciais para descontaminar a ilha após o experimento falharam, isso, porque as bactérias possuíam algumas propriedades que as tornavam muito duradouras e difíceis de combater.

Placas que avisam que a ilha agora era propriedade do governo e que estava contaminada.

Placas que avisam que a ilha agora era propriedade do governo e que estava contaminada.

Em 1945, quando o dono da ilha pediu para que o governo britânico a devolvesse, o Ministério da Oferta reconheceu que a ilha estava contaminada e que ela não poderia ser devolvida até que fosse considerada completamente segura. Assim, em 1946, o governo concordou em adquirir a ilha e se responsabilizar por todo o ocorrido. Deste modo, o dono ou seus herdeiros poderião recomprar a ilha por apenas  500 Libras (moeda local) quando ela fosse declarada  “apta para a habitação pelo homem e pelos animais”.

Estava certo de que era muito perigoso e principalmente, de que era muito caro descontaminar toda a ilha.  Por isso, a ilha Gruinard foi colocada em quarentena indefinidamente e as visitas à ilha foram proibidas, exceto para verificações periódicas que eram realizadas pelos cientistas e especialistas da base de Porton Down para determinar o nível de contaminação.

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A Operação Dark Harvest (Operação Colheita Obscura)

Em 1981, em uma intervenção clandestina chamada Dark Harvest Operation (Operação Colheita Obscura), um grupo de microbiologistas roubou 140 quilos de amostras de solo infectado da ilha e ameaçou depositá-las em sedes governamentais se as autoridades não procedessem com a limpeza e descontaminação da ilha. Para intensificar mais ainda suas ameaças, um pacote selado contendo uma pequena quantidade do solo da ilha foi deixado fora da instalação de pesquisa militar em Porton Down e as análises do solo comprovaram que havia bacilos (bactérias que possuem formato de bastonete)  de antraz nele. Isso foi um ponto inicial para que as autoridades começassem a repensar na possibilidade de descontaminar a ilha por completo.

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A operação Colheita Obscura foi feita por um grupo de pessoas que ameaçavam contaminar pessoas com antraz caso a ilha não fosse descontaminada. (Imagem ilustrativa)

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A Descontaminação da Ilha Gruinard

Foi então, que a partir de 1986, foi realizado um grande esforço para descontaminar toda ilha, para isso foram utilizadas 280 toneladas de solução de formaldeído, as quais foram diluídas em água do mar e pulverizadas em todos os 196 hectares da ilha,  fazendo com que a camada superficial mais contaminada fosse removida. Após todo esse esforço, um novo bando de ovelhas foi então recolocado no local e depois de diversos testes, eles se mantiveram saudáveis.  Por este motivo, em abril de 1990, após 48 anos de quarentena e quatro anos após a ilha ter sido descontaminada, o ministro júnior de Defesa, Michael Neubert, visitou a ilha e anunciou que ela se encontrava 100% segurança, removendo assim, as placas de alerta. Por fim. em maio de 1990, a ilha foi recomprada pelos herdeiros do proprietário original pelo preço de venda original de 500 libras. Embora o lugar possa ser visitado normalmente nos dias de hoje, muitos especialistas insistem que não é possível afirmar com segurança que o perigo biológico tenha desaparecido e portanto esse é um dos lugares da Terra em que eu não me arriscaria visitando.

O ministro júnior de Defesa, Michael Neubert, removendo o último sinal de alerta para a ilha Gruinard, na costa oeste da Escócia.

O ministro júnior de Defesa, Michael Neubert, removendo o último sinal de alerta para a ilha Gruinard, na costa oeste da Escócia.

Este raro vídeo abaixo conta um pouco mais sobre tudo que aconteceu na ilha. Apesar do áudio estar em inglês, você pode ativar as legendas do Youtube no canto inferior direito e depois traduzi-la para o português, no mesmo local. No vídeo, podemos ver vários procedimentos, como o trabalho do pessoal, a colocação das ovelhas e etc.

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Vamos falar mais um pouco a respeito dos perigos Biológicos que podem ser usados como armas letais

Muitos vírus e bacilos que causam infecções devastadoras e mortais estão espalhados pelo mundo ou confinados em laboratórios, sendo considerados armas biológicas perigosas para a humanidade. Algumas dessas doenças já foram utilizadas como armas para dizimar inimigos em diversas guerras da antiguidade.

Esta prática foi utilizada até 1925, quando o Protocolo de Genebra foi decretado, proibindo o uso de gases asfixiantes, tóxicos ou similares, além de estabelecer a proibição de armas químicas e bacteriológicas em conflitos armados internacionais. Apesar disso, o tratado foi desobedecido por alguns líderes, como Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial e Saddam Hussein, na guerra contra o Irã, que utilizaram agentes químicos, como o gás mostarda. Porém, em se tratando de doenças causadas por vírus e bacilos letais, não estamos totalmente protegidos. Apesar de algumas delas estarem erradicadas, as suas cepas e amostras estão vivas em diversos laboratórios do mundo, correndo o risco de caírem nas mãos erradas a ponto de causar um apocalipse viral e bacteriológico. Abaixo vamos falar mais a respeito de algumas delas, incluindo o Antraz, que já falamos um pouco nesta matéria:

O Antraz

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Como já vimos anteriormente, o Antraz é uma doença aguda causada pela bactéria Bacillus anthracis. A maioria das formas da doença é letal, afetando seres humanos e animais. Como muitos outros membros do gênero Bacillus, o B. anthracis pode formar endósporos que dormentes são capazes de sobreviver em condições adversas ao longo de décadas ou mesmo séculos. Em certas condições, eles podem “despertar” se inalados, ingeridos ou ao entrar em contato com uma lesão de pele, podendo se multiplicar rapidamente e matar. Em vista da resistência às mudanças ambientais e alta mortalidade, o antraz é classificado como uma arma biológica de classe A. Um dos mais recentes casos da bactéria como uma arma invisível foi o terrorismo postal em 2001, que teve cartas enviadas com antraz a escritórios de alguns meios de comunicação e de senadores democratas nos Estados Unidos, infectando 22 pessoas e matando cinco. Hoje em dia existem vacinas eficazes contra o antraz, mas, a doença pode causar diversos efeitos colaterais, em alguns casos mais simples a doença responde bem ao tratamento com antibióticos se for medicado rapidamente.

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Varíola

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A varíola foi uma das doenças mais devastadoras da História, matando quase 500 milhões de pessoas apenas no século XX. Felizmente, ela foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde OMS em 1980 graças à intensa campanha de vacinação no mundo inteiro. A vacina da varíola foi criada em 1796 por Edward Jenner. A doença teria surgido na Índia, mas também foi descrita na Ásia e África antes mesmo da Era Cristã, podendo ser a epidemia mortal responsável por ter eliminado um terço da população, no ano de 430 a.C. Só foi possível eliminar a doença porque só os seres humanos são hospedeiros, tendo só um serotipo (logo, a imunização é eficaz e protege contra 100% dos casos). No entanto, o vírus está guardado em dois centros governamentais, no Laboratório de Controle de Doenças (CDC) de Atlanta (EUA) e no Instituto Vector em Koltsovo, na Rússia. Apesar de a OMS pedir que as amostras sejam destruídas, há resistência de alguns cientistas contra esta decisão. Com isso, mesmo que os órgãos que abrigam o vírus sejam bem protegidos, sempre há o risco de algo sair do controle. A varíola é considerada uma arma biológica da classe A, e há dois tipos da doença: a varíola maior (ou apenas varíola) e a varíola menor ou alastrim, que causa os mesmos sintomas, mas muito mais moderados. O último caso de infecção natural com a varíola foi registrado em 1977.

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A peste bubônica

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Na Europa medieval, uma doença causada pela bactéria Yersinia pestis causou a morte de 25 milhões de pessoas. A praga é resistente a baixas temperaturas e armazenada na expectoração. Os principais vetores são pulgas, roedores e outros animais infectados. Junto com outros tipos de peste, a bubônica é caracterizada por um elevado grau de contágio e mortalidade muito alta. Se o  tratamento não é iniciado a tempo, durante as primeiras 24 horas, pode matar em 70% dos casos. Os pacientes com doença infecciosa grave foram usados como uma arma contra inimigos desde a China antiga e Europa medieval. Cadáveres infectados eram colocados em fontes de água e em catapultas para serem atirados em fortalezas.

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A Cólera

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A cólera é uma infecção intestinal aguda causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), que é uma bactéria que se multiplica rapidamente, principalmente em áreas com péssimas condições sanitárias e climas com altas temperaturas. A infecção geralmente ocorre através do consumo de água ou alimentos contaminados por dejetos fecais. Dentro de um curto período de tempo a contaminação acelerada pode se tornar uma epidemia, com uma mortalidade de 50% na ausência de tratamento, sendo ainda mais alta em adultos com mais de 40 anos de idade. Por essas razões, também pode ser considerada uma arma biológica. Apesar disso, o tratamento é simples e altamente eficaz se feito a tempo, consistindo em hidratação com soro e uso de antibióticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, bactérias da cólera e febre tifoide foram colocadas pelos japoneses em mais de 100 poços chineses, causando a morte de centenas de pessoas que viviam em condições precárias.

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A Tularemia

Tularemia

A tularemia é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Francisella tularensis. É muito estável no ambiente e seus principais hospedeiros são lebres, ratos e esquilos. A transmissão ocorre através do contato com animais ou através de alimentos e água contaminados, sendo altamente contagiosa.  Apesar do fato de a taxa de mortalidade de tularemia ser apenas de 5%, considera-se como uma potencial arma biológica, devido à capacidade de causar uma infecção em massa rapidamente: algumas poucas amostras de bactérias da tularemia pulverizadas podem levar à infecção de milhares de pessoas.

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A toxina botulínica

A toxina botulínica

A toxina botulínica é composta por um complexo proteico obtido a partir da bactéria Clostridium botulinum. A infecção humana ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com a toxina no trato gastrointestinal. Apesar da baixa ocorrência da doença, ela tem alta letalidade, causando paralisia muscular, dificuldade motora e respiratória. As toxinas botulínicas são referidas como uma das mais altamente tóxicas substâncias biológicas. Se houver a contaminação e o diagnóstico for rápido, é possível o tratamento com a anti-toxina (antídoto).

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O Henipavirus

Henipavirus

As henipaviroses são naturalmente abrigadas por morcegos frugívoros e algumas espécies de micro morcegos. A doença é capaz de causar a morte em animais domésticos e seres humanos. Em 2009, sequências de RNA de três novos vírus para henipaviruses foram detectadas no morcego Eidolon helvum, na África. Algumas epidemias ocorreram também em cavalos na Austrália, que foram infectados por morcegos. Dessas, algumas pessoas foram infectadas por entrarem em contato com os equinos. Em novembro de 2012, uma vacina tornou-se disponível para cavalos, quebrando o ciclo de transmissão dos morcegos para os equinos e impedindo-os de passar para os seres humanos. De acordo com os cientistas, uma vacina eficaz para humanos levará mais tempo para ser feita, mas já existem algumas experimentais. Uma curiosidade: o Nipah vírus, um dos causadores da Henipavirose, foi o que inspirou o filme Contágio (de 2011).

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O Quimera (Ebola com varíola)

quimera

Durante a Guerra Fria, os soviéticos criaram um programa de armas biológicas de magnitude assustadora. De 1970 a 1992, 60 mil soviéticos estavam envolvidos na pesquisa e testes de armas biológicas. Após a dissolução da União Soviética, as nações estrangeiras recrutaram os cientistas. Alguns, como Ken Alibek, juntaram-se às empresas privadas dos Estados Unidos e expuseram segredos sobre o programa. Um dos projetos mais mortais dos soviéticos era uma tentativa de criar o vírus chamado quimera: metade varíola e metade Ebola. Ele poderia se espalhar tão rapidamente quanto a varíola e matar com a força do Ebola. É desconhecido se os cientistas desertores soviéticos venderam suas pesquisas para as nações que abrigam terroristas, mas, desde aquela época, os cientistas americanos e funcionários do governo se preparam para a possibilidade dessa quimera ser acionada.

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A Ricina

ricina

Toxina de origem vegetal seis vezes mais venenosa que o cianeto, a ricina é obtida a partir de uma proteína de sementes de mamona. Mesmo em pequenas doses, a ricina pode matar uma pessoa quando em contato com os pulmões (inalada) ou corrente sanguínea (injetada). Não há contágio de pessoa para pessoa. As agências militares de diferentes países a têm estudado como uma arma de destruição em massa. Traços de ricina e instruções para sua fabricação foram encontrados repetidamente durante a captura de terroristas em Cabul, Londres e Paris.

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Opinião do Ser Curioso

A humanidade chegou a um nível muito alto de desenvolvimento tecnológico e conhecimento em todas as áreas, inclusive na área química/biológica. Hoje em dia é possível manipular e trabalhar diversos elementos químicos e biológicos e existem diversos estudos e testes sendo realizados exatamente nesse momento, em vários lugares do mundo. É assustador saber que enquanto alguns utilizam esse conhecimento e tecnologia para o bem, como por exemplo criação de vacinas, remédios e etc. Existam aqueles que ainda são capazes de utilizar tudo o que a humanidade já conquistou para o mal. O caso da ilha Gruinard ao meu ver foi mais um desses exemplos,  onde por pouco não ocorreu uma tragédia maior. E se o solo já contaminado contaminasse também a água? E se os animais mortos contaminassem outros animais? Como por exemplo, os pássaros, capazes de transportar a bactéria para fora da ilha. E, se, esses pássaros por suas vez contaminassem outros seres fora de fora da ilha? Fazendo com que o vírus se espalhasse por todo o continente… Com certeza seria uma enorme tragédia e só mostraria mais uma vez que o ser humano está cavando a própria cova.

Mas, e na opinião de vocês curiosos? O que vocês acharam dessa matéria? Deixem a opinião de vocês aí nos comentários e não se esqueçam de compartilhar a matéria com seus amigos,  de curtir nossa página no Facebook e se inscrever no nosso canal do Youtube. Até a próxima curiosos!

 

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